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terça-feira, 8 de maio de 2018

Como interpretar textos e questões nas provas de concursos e vestibulares - com exercícios



Entender a forma correta dos textos, das figuras e dos números é a melhor forma de comunicação e o que o torna mais capacitado do que os demais.

Atualmente há uma forte tendência de que as bancas cobrem questões de interpretação de textos, vocabulário e a semântica – que quer dizer sentido - das palavras dentro do contexto. Normalmente trazem dificuldades, pois as questões são muito bem elaboradas e, por isso, exigem uma leitura muito atenta tanto do texto quanto das questões.

O nível da compreensão nada mais é do que entender aquilo que está escrito. Já o nível da interpretação pede que o leitor vá além do que está escrito e faça suas inferências, que tem de estar relacionadas à lógica textual, para chegar a determinadas conclusões com base naquilo que o autor do texto escreveu.

A boa leitura, aquela que precisa ser feita para interpretação de textos, basicamente, precisa alcançar dois níveis:

  • o nível informativo e de reconhecimento;
  • o nível interpretativo.


O primeiro deve ser feito de maneira cautelosa por ser o contato com o novo texto. Dessa leitura, você deve extrair informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se para o próximo nível.

Na interpretação propriamente dita, você deverá  destacar palavras-chave, o sentido que elas dão ao texto, passagens importantes, bem como  resumir a ideia central de cada parágrafo em poucas palavras. Esse procedimento desperta a memória visual e os os conhecimentos prévios o que favorece que você os relacione com outros conhecimentos e o entenda bem o texto.

Atenção:

Grifar, circular e destacar pontos importantes faz muita diferença e beneficia o estudo de interpretação de texto. É importante marcar, de alguma maneira, a ideia principal de cada parágrafo, pois, dessa forma, você conseguirá, automaticamente, fazer um resumo e enxergar o texto de maneira mais simples.


Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às questões que a banca considerar pertinentes.


No caso de textos literários, é preciso levar em consideração uma visão global dos momentos literários e dos escritores ou a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor.


A segunda fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de respostas. Aqui é fundamental a atenção total para palavras como: não, exceto, errada, respectivamente e outras que fazem toatal diferença na escolha adequada.


Fique atento: algumas vezes, a banca trabalha-se com o conceito do mais adequado ou o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver outra alternativa mais completa.


Existem ainda, as situações em que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Não deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontextualização de palavras ou frases, algumas vezes, são também um recurso para deixar você em dúvida quanto à resposta correta. Leia a frase anterior e a posterior para entender sentido global proposto pelo autor, e você marcar a resposta mais consciente e segura.


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Resolva os exercícios para  ajudá-lo a gravar o que acabou de aprender.



  • Antes de ler o texto, leia as questões de interpretação, para então fazer uma leitura mais atenta e objetiva em relação àquilo que lhe foi perguntado. Isso economiza tempo e desgaste. 



Responda as questões de 1 a 10 de acordo com o texto abaixo:

Texto l


O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou-se, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados; o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada.

Prisioneiro no internato, eu vivia na saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema de minha descrição.

Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, que o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos.

Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, dos campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas.

Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro "As Viagens de Gulliver", depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norte-americano não figurava entre os prediletos do padre Cabral.

Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, minha primeira prisão.

Jorge Amado


Questões


1. Padre Cabral, numa determinada passagem do texto, ordena que os alunos:

a)façam uma descrição sobre o mar;
b)descrevam os mares encapelados de Camões;
c)reescrevam o episódio do Gigante Adamastor;.
 d)façam uma descrição dos mares nunca dantes navegados;
e)retirem de Camões inspiração para descrever o mar.


2. Segundo o texto, para executar o dever imposto por Padre Cabral, a classe toda usou de um certo:

a)conhecimento extraído de "As viagens de Gulliver";
b)assunto extraído de traduções de ficcionistas ingleses e franceses;
 c)amor por Charles Dickens;
d)mar descrito por Mark Twain;
 e)saber já feito, já explorado por célebre autor.


3.Apenas o narrador foi diferente, porque:

a)lia Camões;
b)se baseou na própria vivência;
 c)conhecia os ficcionistas ingleses e franceses;
d)tinha conhecimento das obras de Mark Twain;
e)sua descrição não foi corrigida na cela de Padre Cabral.


 4.O narrador confessa que no internato lhe faltava:

a)a leitura de Os Lusíadas;
b)o episódio do Adamastor;
c)liberdade e sonho;
d)vocação autêntica de escritor;
e)respeitável personalidade.


5.Todos os alunos apresentaram seus trabalhos, mas só foi um elogiado, porque revelava:

a)liberdade;
b)sonho;
c)imparcialidade;
d)originalidade;
e)resignação.


6.Por ter executado um trabalho de qualidade literária superior, o narrador adquiriu um direito que lhe agradou muito:

a)ler livros da estante de Padre Cabral;
b)rever as praias do Pontal;
c)ler sonetos camonianos;
d)conhecer mares nunca dantes navegados;
e)conhecer a cela de Padre Cabral.


7.Contudo, a felicidade alcançada pelo narrador não era plena. Havia uma pedra em seu caminho:

a)os colegas do internato;
b)a cela do Padre Cabral;
c)a prisão do internato;
d)o mar de Ilhéus;
e)as praias do Pontal.


8.Conclui-se, da leitura do texto, que:

a)o professor valorizou o trabalho dos alunos pelo esforço com que o realizaram;
 b)o professor mostrou-se satisfeito porque um aluno escreveu sobre o mar de Ilhéus;
c)o professor ficou satisfeito ao ver que um de seus alunos demonstrava gosto pela leitura dos clássicos portugueses;
d)a competência de saber escrever conferia, no colégio, tanto destaque quanto a competência de ser bom atleta ou bom em matemática;
e)graças à amizade que passou a ter com Padre Cabral, o narrador do texto passou a ser uma personalidade no colégio dos jesuítas.


9.O primeiro dever... foi uma descrição... Contudo nesse texto predomina a:

a)narração;
b)dissertação;
c)descrição;
d)linguagem poética;
e)linguagem epistolar.


10.Por isso a maioria dos verbos do texto encontra-se no:

a)presente do indicativo;
b)pretérito imperfeito do indicativo;
 c)pretérito perfeito do indicativo;
d)pretérito mais que perfeito do indicativo;
e)futuro do indicativo.


Releia a primeira estrofe e responda as questões de 11 a 13

Texto ll

Cheguei, Chegaste, Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada. E a alma de sonhos povoada eu tinha.

11.À ordem alterada, que o autor elabora no texto, em busca da eufonia e ritmo, dá-se o nome de:
a)antítese;
b)metáfora;
c)hipérbato;
d)pleonasmo;
e)assíndeto.

12.E a alma de sonhos povoada eu tinha.  Na ordem direta fica:
a)E a alma povoada de sonhos eu tinha.
b)E povoada de sonhos a alma eu tinha.
c)E eu tinha povoada de sonhos a alma.
d)E eu tinha a alma povoada de sonhos.
e)E eu tinha a alma de sonhos povoados.

13.Predominam na primeira estrofe as orações:
a)substantivas;
 b)adverbiais;
c)coordenadas;
d)adjetivas;
e)subjetivas.

GABARITO 
01. A 
02. E 
03. B 
04. C 
05. D 
06. A 
07. C 
08. D 
09. A 
10. C 
11. C 
12. D 
13. C 
14. D



(34) 99149 2401

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Abraços!

Fátima Oliveira
   


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