quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Como escrever uma crônica argumentativa -

      



A crônica argumentativa  situa-se entre o estilo jornalístico e o literário. O cronista tem como ponto de partida a observação direta dos fatos do cotidiano, mas não os retrata como uma simples reportagem ou notícia jornalística e sim procura emocionar o leitor, levando-o à reflexão sobre esses fatos. A crônica se diferencia do editorial por dois motivos:

1º) o editorial representa a opinião de um jornal ou de uma revista; a crônica, ao contrário, o ponto de vista sobre uma realidade do cotidiano;

2º) no editorial, predomina uma linguagem objetiva e jornalística; na crônica, uma linguagem subjetiva e literária. 


CARACTERÍSTICAS DA CRÔNICA ARGUMENTATIVA

a) tipo de gênero textual que reúne características de crônica e de texto argumentativo;
b) apresentação do assunto ou controvérsia a ser discutida, normalmente, no início do texto;
c) posicionamento do cronista sobre o assunto em questão;
d) exposição de argumentos que fundamentam o ponto de vista do autor;
e) conclusão surpreendente, criativa, ou conclusão-síntese, que retoma as idéias do texto e confirma o ponto de vista defendido;
f) tratamento subjetivo do tema, deixando perpassar a sensibilidade e as emoções do cronista;
g) linguagem criativa e figurada, geralmente, de acordo com o padrão culto informal da língua.


Observação: não existe uma receita ou fórmula para se escrever uma crônica. O importante é que o fato que despertou a vontade de escrever seja relatado, levando o cronista a fazer questionamentos, críticas, reflexões.

EXEMPLO DE CRÔNICA ARGUMENTATIVA
A bandalha dos ciclistas

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RUTH DE AQUINO é colunista de ÉPOCA raquino@edglobo.com.br
Fui atropelada por um ciclista na calçada do Leblon, no Rio de Janeiro. Estava parada, falando ao celular. Ele levava a namorada de shortinho no guidão. Se eu tivesse 20 anos e uma garota com aquelas pernas no meu campo visual, provavelmente não enxergaria mais nada. Além de bater na minha coluna lombar, ele foi levando com o guidão minha roupa e, por isso, parou. Pediu desculpas.

“Fazer o quê? Desculpo. Mas você sabia que é proibido pedalar no espaço de pedestres?”, falei. Entrou por um ouvido, saiu pelo outro. Ele continuou rumo à orla, para gozar a luz extra do horário de verão, a ansiedade e os hormônios a 40 graus, em ensaio para a estação de gala do Rio. Uma estação de delícias e dores. Algum ciclista, naquele exato instante, poderia estar atropelando numa calçada sua mãe, sua avó, sua irmãzinha pequena.

Os ciclobandalheiros imperam em muitas cidades grandes do Brasil. Eles reclamam dos ônibus, dos carros ou das vans irresponsáveis. Evitam o asfalto – mesmo a duas quadras de uma ciclovia com vista para o mar. E ferram os pedestres. Pedestre não vem de fábrica com setinha ou luz de freio. Dispõe, pela lei, de um espaço só dele, onde a velocidade é das pernas. Tem direito de mudar a direção subitamente, sem verificar se um veículo sobre rodas passará por cima dele.

As calçadas do Rio estão coalhadas de ciclistas que transformam pedestres em alvo de manobras arriscadas. Nós somos os obstáculos, invasores inconvenientes de nosso território.
A praia no verão é o retrato mais acabado da democratização do espaço carioca, especialmente com o metrô. Os ciclistas repetem o padrão. Patricinhas, mauricinhos, peruas, executivos, atletas, profissionais liberais, vendedores de celular, entregadores de pizza, moradores de comunidades (ex-favelados), todos se locupletam na bandalha, com bicicletas de todos os calibres e, agora, as elétricas.

Foi, portanto, com aplausos que, no domingo passado, o carioca recebeu a Guarda Municipal no calçadão de Ipanema e Leblon. É uma festa aquela pista dedicada ao lazer, fechada aos carros. Lazer barato numa cidade cada vez mais cara. O cortejo de carros da polícia, com guardas munidos de cassetetes caminhando à frente, mandava ciclistas para a ciclovia.
O motivo da ação foi o número de queixas da população. Bicicletas e skates tornam aquele espaço perigoso para a caminhada dominical. Vira pista de corrida e esportes radicais. A maioria da população está longe de ser “radical” – e gosta de ordem.



Fui atropelada por uma bicicleta na calçada. Qual seria a dosimetria para os ciclobandalheiros? 

“O Rio não pode perder sua espontaneidade e alegria, mas não pode ser eternamente a capital da esculhambação”, disse a ÉPOCA o prefeito Eduardo Paes. “O espaço público não pode ser privatizado, nem pelos próprios indivíduos. Acabamos com a zona das Kombis velhas estacionadas com mercadorias na orla, ao instituir o Choque de Ordem há dois verões. Começamos a organizar os quiosques. Agora, os gestos de civilidade são uma questão de educação, cultura e convívio urbano.”
Como os ciclistas se comportam bem em Washington, Nova York, Paris e Londres, penso: qual seria a dosimetria para os ciclobandalheiros do Rio? Dosimetria, como todos já sabem, é o jargão juridiquês dos supremos de capa preta que invadiram nossa data venia de botequim. É o “cálculo de penas”.
Se advertências não impedem a bandalha de acostamento nas estradas, os passeios da Guarda Municipal não coíbem ciclistas infratores. Um dia de apreensão de “bikes” bandalheiras poderia servir de educação. Perdeu, parou, confiscou. Ciclismo é prática saudável, transporte limpo, o prefeito estimula, o clima do Rio ajuda. Mas, por favor, na ciclovia, porque o nome já diz tudo.

Paes ficou abalado com a guerra do jogo de futebol conhecido como “altinho” – a antiga linha de passe – no Posto 9, em Ipanema. O local é um reduto dos jovens contra a lei que proíbe jogar bola na beira do mar entre as 8 e as 17 horas. O paredão dos “altinhos” torna um risco mergulhar ou andar na areia. Os donos do território desafiaram a ordem da Guarda Municipal. O vídeo no YouTube mostrou uma batalha campal bem feia, com palavrões e agressões. Cocos, barracas e cadeiras foram arremessados contra os guardas. E os guardas usaram força bruta inadmissível. “Foi um erro dos guardas”, diz o prefeito. “Perderam a razão ao se nivelar. A Guarda Municipal precisa agir com educação, não pode perder o controle.”

O “altinho” migrou do Posto 9 para o Posto 8. E o lixo e os cães? Não é preocupação de elite. Praia é de graça. É no verão que os jet skis à beira d’água matam criancinhas, e as lanchas matam ou aleijam banhistas. É no verão que os cães, o lixo e os restos de comida tornam nossa areia imprópria. Bactérias causam diarreia e micoses. As areias de Copacabana e do Leblon continham, em outubro, mais fezes de cachorro e lixo que a areia do Piscinão de Ramos. É o subúrbio ensinando boas maneiras à Zona Sul. Vamos baixar a dosimetria nos bandalheiros do verão.    




Como escrever números na redação do ENEM, de concursos e vestibulares?

Dados estatísticos, índices percentuais datas históricas: tudo isso enriquece bastante a redação, . mas você sabe a forma correta de escrever esses números no seu texto?

Saiba que, quando escritos, os algarismos matemáticos precisam seguir as normas da Língua portuguesa.

Muito simples:

  • Numerais que podem ser escritos com uma palavra devem aparecer por extenso: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, quatorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, vinte, trinta, quarenta, cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa, cem, duzentos...e por aí a fora.

  •  Nunca inicie uma frase com algarismos. Veja um exemplo:1960 foi um ano de importantes mudanças para o Brasil. Prefira escrever: Mudanças importantes para o Brasil aconteceram no ano de 1960.

A mesma regra se aplica aos índices percentuais:

  •      No início da frase, o correto é usar Setenta por cento – nunca 50%.


  •   As expressões - cerca de e aproximadamente - devem ser usadas com números arredondados. É incorreto dizer -  aproximadamente 436 mulheres sofrem abusos psicológicos.


  •     Já nas quantias em dinheiro, o R$ serve para indicar que o valor é em real, dessa maneira não é preciso repetir a moeda depois – é redundância. Por exemplo, o correto R$ 5 mil e não R$ 5 mil reais.







segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Como analisar a qualidade de um texto?




Estabeleça uma ordem de qualidade, do melhor para o pior,  para os enunciados a seguir. (Tente justificar sua avaliação, baseado-se nos seus conhecimentos prévios). Só depois de ter feito o exercício e justificado suas respostas, veja as respostas.

a) Segundo os estudos em Dão Paulo, os fungo pode ser tratado de maneiras diferentes, cada tipo de fungos,, uns são tratados com pomada antimicótica no local, e os mais graves muitas vezes temos que recorrer aos antibióticos.

b) A presença dos funfos no conidiano das pessoas é inevitável. Em todos os lugares eles proliferam., causando problemas até mesmos complicados. Por maior que seja a precaução., estarão sempre em contato conosco, seja dentro de casa, em roupas úmidas como toalhas, nos lugares públicos como praia ou piscina, salões de beleza, etc.

c)  Os fungos atacam tudo. Nas pessoas aparecem na pele, nas unhas, nos pulmões. Em qualquer parte do corpo.. Também aparecem em objetos propícios para sua proliferação, por exemplo em toalhas úmidas.

Resposta:
O enunciado mais claro e coeso, é o da letra C. Nele foram usadas frases curtas e obedecidas as regras de pontuação e da gramática da Língua portuguesa.



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dissertação argumentativa - é assim que se faz!


Modelo de redação - Direito à cidade

Redação de candidato (digitada, conforme o original) NOTA: 85,00
Observe a tabela de cores para entender a estrutura do texto dissertativo argumentativo

Introdução
  •  Vermelho: exposição do tema
  • Azul: moderador de sentido
  •  Verde: TESE
  • ·Preto: Moderadores de sentido


Desenvolvimento 1

  •  Vermelho: argumento) fato que comprova a TESE
  •   Azul: Estratégia argumentativa de causa e consequência e autoridade
  •    Verde: estratégia argumentativa usando um FATO real
  •   Marrom: estratégia argumentativa por exemplificação.
  •  Preto: Moderadores de sentido

Desenvolvimento 2
  •  Vermelho: argumento = fato
  •  Azul: estratégia argumentativa de autoridade
  •  Verde: estratégia argumentativa de exemplificação
  •   Preto: Moderadores de sentido.

Desenvolvimento 3

  •   Vermelho: argumento = fato
  •  Azul: estratégia argumentativa de autoridade
  •  Verde: estratégia argumentativa de solução
  •    Preto: Moderadores de sentido.

Conclusão

  • Vermelho::retomada da TESE
  • Verdesugestão de solução para a TESE
  •  Laranja: retomada do TEMA
  •   Preto: Moderadores de sentido

Vamos ao texto

O direito à cidade transcende a mera faculdade de habitar o espaço urbano. Compreende, também, o reconhecimento de igualdade de oportunidades aos cidadãos que ali vivem, bem como deve assegurar que o progresso capitalista não aniquile os justos interesses do homem escolher onde residir. Dessa maneiraesse direito de visar ao desenvolvimento da cidade tendo em vista um meio ambiente salutar que permita o bem-estar de seus moradores atuais e futuros.

Para que haja igualdade de oportunidades, deve ser adotada uma política de reconhecimento que respeite os direitos das minorias sociais e promova a igualdade material e a dignidade das pessoas, conforme defende o filósofo Charles Taylor. Nesse sentido, as política públicas urbanas precisam focar medidas que efetivamente permitem o uso da cidade por todas as pessoas. São exemplos a construção de logradouros públicos destinados a práticas esportivas as mais variadas, assim como o fomento de condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção.

 O direito à cidade também necessita ser garantia contra os possíveis abusos decorrentes do progresso capitalista. Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a promessa neoliberalista de que o avanço progressista levaria benefícios também aos mais pobres é uma falácia. Porém, o que se vê como resultado do avanço capitalista é o desrespeito aos direitos dos menos favorecidos social e economicamente, como o que ocorreu com as desapropriações em massa de favelas bem localizadas para a construção de arenas para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

            Esse direito envolve, ainda a promoção do desenvolvimento da cidade respeitando o meio ambiente e o bem-estar das pessoas. Por bem-estar, entende-se além do prazer hedonista e individualista identificado pelo filósofo Gilles Lipovetsky. Esse sentimento deve ser o resultado de esforços coletivos, públicos e particulares, que visem à preservação ambiental e ao convívio respeito entre os habitantes e um mesmo espaço, com o escopo de realizar um ambiente saudável aos homens que o habitam ou habitarão.

Portantonota-se que o direito à cidade vai muito além do simples direito à vida urbana. Ele pressupõe a implementação de políticas que promovem a igualdade, que impeçam abusos decorrentes do capitalismobem como que assegurem um ambiente adequado à vida urbana coletiva.


Se você tiver alguma dúvida sobre DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA  deixe nos comentários. Faremos o possível para responder.



domingo, 3 de setembro de 2017

Como aprender a usar, definitivamente, os porque - Curso de redação Para concursos, vestibulares, ENEM, ENCEJA . Curso de redação empresarial

     
     

         Regras para usar o porquê corretamente, existem aos montes, porém dificilmente nos lembramos delas quando precisamos e não podemos consultar o Google. É verdade?. Sabendo dessa dificuldade, as bancas de Concurso e vestibulares exploram o assunto.
Nesse contexto, vão aqui algumas dicas práticas e por isso fáceis de guardar. Na verdade, são maneiras de você aprender a usar os porquês e não decorar regras.

  • Por que: usa-se quando puder ser substituído por "pelo qual".
1: há duas palavras separadas e nenhum acento em "por que". Esta será substituída também por duas palavras separadas e sem acento - pelo qual.

Esse é o curso POR QUE sempre procurei.
Esse é o curso PELO QUAL sempre procurei

2: quando houver a possibilidade de acrescentar a palavra motivo, trocamos por pelo qual ou por qual. Observe:
POR QUE faz tanto calor?
POR QUAL MOTIVO faz tanto calor?

Preciso entender POR QUE minha nota foi ruim.
Preciso entender POR QUAL MOTIVO minha nota foi ruim.

  • Porque: usa-se para substituir o conectivo "pois". Ou seja, o porque junto e sem acento é usado para explicar um fato.
 3: há somente uma palavra, e sem acento.  Sua substituição se dará também por uma palavra, sem acento. Usa-se em resposta: 

O carro não ficou pronto PORQUE choveu.
O carro não ficou pronto, POIS choveu.

Viajamos PORQUE as crianças estão de férias.
Viajamos, POIS as crianças estão de férias.
  • Porquê: usa-se, quando puder ser substituído pela palavra Razão.
 4: há uma palavra e um acento. Já em "razão", existe uma palavra e um traço de nasalidade (~).

Tento encontrar um PORQUÊ de tanta violência.
Tento encontrar uma RAZÃO de tanta violência.


5
: há possibilidade de flexão, nesse caso.
Jamais entenderei os seus PORQUÊS.
Jamais entenderei as suas RAZÕES.
  • Por quê: é empregado em um caso único - final de frase ou quando a expressão estiver isolada.
A loja estava fechada, POR QUÊ?
Tantas pessoas passando fome, POR QUÊ, autoridades não fazem nada? ?


Então, viu que ficou bem mais fácil? Qualquer dúvida, ligue:




Redação FCC - Compreenda os TEMAS recentes cobrados nas provas Redação - Uberlândia







        A prova de redação da banca FCC costuma assustar concurseiros novatos e veteranos, mas calma: aprender a lidar com os TEMAS e CRITÈRIOS cobrados por essa banca o ajudará muito!
Sabemos que a redação é um dos pontos fracos de concurseiros e vestibulandos – mas é perfeitamente possível aprender tim tim por tim tim  e melhorar muito suas notas.

Vamos lá:

Como interpretar os TEMAS de redação da Fundação Carlos Chagas (FCC)?

A partir do final do ano de 2016 a FCC tem trazido em suas propostas de redação, pequenos textos motivadores, para dar suporte ao TEMA. Nas provas anteriores a esse período era apresentada ao candidato, apenas a frase TEMA. Veja que já melhorou bastante, você concorda?

Como agir diante de uma proposta de redação desse modelo?
Observe a proposta:

TRT – 20ª – AJA/2016

O direito à cidade não pode ser concebido como um simples direito de visita ou de retorno; só pode ser formulado como direito à vida urbana. (Adaptado de: LEVEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo, Centauro, 2011)

Entende-se por gentrificação (do inglês gentrification, “tornar nobre”) o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tais como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada. (http://www.pbs.org/pov/flagwars/what-is-gentrification/)

A partir dos excertos acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema:
Direito à cidade
Após leitura bem feita do texto, você deve fazer um levantamento de tudo o que sabe sobre o Direito à cidade:
·        
  •  a Conhecimento acadêmico – tudo o que você aprendeu na escola e pode ser relacionado ao tema. É muito importante aprender a fazer esse tipo de redação. 

               Outro link importante

  •       Conhecimento de mundo – vivências – o que você já viu na prática – sobre o tema em questão.


Dica importantíssima

Aprenda a fazer esquemas rápidos, chuva de ideia, mapa mental – essa prática o ajudará guardar informações e aprendizagens, o que será fundamental para discutir qualquer tema

Exemplo de esquema fácil e rápido – para fazer na hora da prova:

Ideias sobre o tema:

  • O que significa direito à cidade?
  • Pensar a crise urbana teórica e praticamente
  • O direito à cidade envolve problemáticas: moradia, trabalho, educação, comercialização de mercadorias e produtos, educação, transporte, direito às diferenças, políticas públicas, etc.
  •  Quais são as perspectivas atuais sobre o tema?
  • O direito à cidade é eficiente na atualidade?
  •  Que autores falam ou discutem esse tema? Quais são as ideias de cada um?
  • Ao discutir o direito à cidade é possível citar o mundo ou apenas o Brasil?
  •    Pense na filosofia e na Sociologia: o que você aprendeu estudando essas ciências e que pode ser relacionado ao tema? Marx e capitalismo te lembram algo?


Percebeu o quanto é importante que você seja um sujeito leitor e que essa leitura tenha significado para você


Para pensar:

Quem não lê bem, não escreve bem!


Modelo de redação - Direito à cidade

Redação de candidato (digitada, conforme o original) NOTA: 85,00
Observe a tabela de cores para entender a estrutura do texto dissertativo argumentativo

Introdução
  •  Vermelho: exposição do tema
  • Azul: moderador de sentido
  •  Verde: TESE
  • ·Preto: Moderadores de sentido


Desenvolvimento 1

  •  Vermelho: argumento) fato que comprova a TESE
  •   Azul: Estratégia argumentativa de causa e consequência e autoridade
  •    Verde: estratégia argumentativa usando um FATO real
  •   Marrom: estratégia argumentativa por exemplificação.
  •  Preto: Moderadores de sentido

Desenvolvimento 2
  •  Vermelho: argumento = fato
  •  Azul: estratégia argumentativa de autoridade
  •  Verde: estratégia argumentativa de exemplificação
  •   Preto: Moderadores de sentido.

Desenvolvimento 3

  •   Vermelho: argumento = fato
  •  Azul: estratégia argumentativa de autoridade
  •  Verde: estratégia argumentativa de solução
  •    Preto: Moderadores de sentido.

Conclusão

  • Vermelho::retomada da TESE
  • Verde: sugestão de solução para a TESE
  •  Laranja: retomada do TEMA
  •   Preto: Moderadores de sentido

Vamos ao texto

O direito à cidade transcende a mera faculdade de habitar o espaço urbano. Compreende, também, o reconhecimento de igualdade de oportunidades aos cidadãos que ali vivem, bem como deve assegurar que o progresso capitalista não aniquile os justos interesses do homem escolher onde residir. Dessa maneira, esse direito de visar ao desenvolvimento da cidade tendo em vista um meio ambiente salutar que permita o bem-estar de seus moradores atuais e futuros.

Para que haja igualdade de oportunidades, deve ser adotada uma política de reconhecimento que respeite os direitos das minorias sociais e promova a igualdade material e a dignidade das pessoas, conforme defende o filósofo Charles Taylor. Nesse sentido, as política públicas urbanas precisam focar medidas que efetivamente permitem o uso da cidade por todas as pessoas. São exemplos a construção de logradouros públicos destinados a práticas esportivas as mais variadas, assim como o fomento de condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção.

 O direito à cidade também necessita ser garantia contra os possíveis abusos decorrentes do progresso capitalista. Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a promessa neoliberalista de que o avanço progressista levaria benefícios também aos mais pobres é uma falácia. Porém, o que se vê como resultado do avanço capitalista é o desrespeito aos direitos dos menos favorecidos social e economicamente, como o que ocorreu com as desapropriações em massa de favelas bem localizadas para a construção de arenas para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

            Esse direito envolve, ainda a promoção do desenvolvimento da cidade respeitando o meio ambiente e o bem-estar das pessoas. Por bem-estar, entende-se além do prazer hedonista e individualista identificado pelo filósofo Gilles Lipovetsky. Esse sentimento deve ser o resultado de esforços coletivos, públicos e particulares, que visem à preservação ambiental e ao convívio respeito entre os habitantes e um mesmo espaço, com o escopo de realizar um ambiente saudável aos homens que o habitam ou habitarão.

Portanto, nota-se que o direito à cidade vai muito além do simples direito à vida urbana. Ele pressupõe a implementação de políticas que promovem a igualdade, que impeçam abusos decorrentes do capitalismo, bem como que assegurem um ambiente adequado à vida urbana coletiva.


Se você tiver alguma dúvida sobre DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA  deixe nos comentários. Faremos o possível para responder.



Fátima Oliveira

É fundadora da Escola Palavra Perfeita - cursos e treinamentos. Professora de redação. Mestre em linguística. Especialista em retórica e argumentação. Já capacitou milhares de pessoas a falar e escrever melhor.