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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Análise e exercícios para interpretação da obra



  "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é a obra que sela a nossa independência literária, a nossa maturidade intelectual e social, a liberdade de concepção e expressão de que o Brasil se encontrava necessitado na época. Tal livro é conhecido como um "divisor de águas" na Literatura Brasileira. É ele que divide em duas partes o trabalho do escritor Machado de Assis: a fase romântica e a fase realista, que tem início com sua publicação. Também é ele, em 1881, que faz a passagem do Romantismo para o Realismo brasileiro.

Esta é uma história fantástica, narrada por um defunto-autor. Brás Cubas, o narrador-personagem, é apresentado nela, por Machado de Assis, como um homem pretensamente superior, a fim de revelar exatamente o oposto, ou seja, o quanto a condição humana seria frágil, precária. Vemos que se revela o realismo irônico, de forma universal e intemporal, surgindo ante os leitores a postura niilista, ou seja, de completa negativa de tudo, misturada à filosofia e à metafísica.

 Brás Cubas manipula a história, mostra-se sempre superior, com mania de grandeza, desde o início de seu relato. Chega a comparar seu relato ao Pentateuco, que é um livro sagrado, histórico, fundador de uma tradição religiosa, atribuído a Moisés, um profeta universalmente importante, insinuando que a diferença radical entre este relato e o seu seria apenas o fato de Brás narrar sua existência partindo da morte e Moisés, seguindo a cronologia normal, tomando o nascimento como início.
  A ironia destaca-se no decorrer da obra e direciona-se a vários objetos. Um exemplo é a postura romântica, quando apresenta alguns trechos em que a ridiculariza - como a frase de que a natureza chora sua morte ou ao questionar a bondade e a fidelidade do amigo que o elogia em seu funeral, insinuando que o comprara.

O verdadeiro caráter do narrador-personagem revela-se gradativamente, no decorrer do romance. Aos poucos, o leitor vê do que ele é capaz, o que pensa sobre si e sobre os outros, como não tem limites para chegar ao que deseja atingir, sem freios, sem cuidados.

No romance, surgem o uso da metalinguagem e a interlocução ou conversa com o leitor, que também é denominada "processo do leitor incluso". O nosso narrador, que não é nada confiável, ilude, provoca e desconcerta seu leitor, servindo-se de conversas nas quais ironiza suas expectativas, fazendo, inclusive, reflexões metalinguísticas, usadas para criticar a linguagem e a estrutura das narrativas tradicionais e questionar o próprio processo de criação literária. Um exemplo disso é quando Brás faz a metalinguagem, ironizando, por meio dela, o leitor apressado e acostumado com a estrutura utilizada nos folhetins românticos, nas quais a narração é direta, regular e fluente.

Ocorre, ainda, a quebra da linearidade do enredo, aparecendo micro capítulos digressivos, usados para comentar, explicar e exemplificar outros capítulos. Essa atitude de Machado de Assis fragmenta o romance tradicional. Faz com que o leitor tenha que se esforçar constantemente na montagem, organização, recriação crítica e criativa da obra. Um bom exemplo disso seria o episódio da borboleta preta, uma alegoria à personagem Eugênia, que é manca e pobre. Outros exemplos de fragmentação mais radicais são "O velho diálogo de Adão e Eva" e "De como não fui ministro", capítulos compostos apenas e tão-somente de sinais de pontuação, repletos de ideias, mas vazios de palavras, levando a imaginação do leitor a funcionar.

Um forte niilismo pode ser verificado, quando, no capítulo final do romance, ele enumera todas as negativas que lhe compuseram a existência, em todos os sentidos e planos. Apenas alguns pontos positivos, como o fato de não ter que morrer pobre como D. Plácida, de não enlouquecer como Quincas Borba e de não necessitar de trabalho para sobreviver são mencionados, como uma pequena compen­sação para tantos "nãos". No entanto, ao refletir melhor, em mais uma de suas voltas, acaba por desmentir aquilo que seria um consolo, uma conciliação com a vida. Diz que fez mais, e que carrega um saldo, ainda que pequeno, o qual se constitui na derradeira negativa do romance e em mais uma grande ironia de Machado: em um radicalismo niilista, Brás nega que a Humanidade mereça ter continuidade, vangloria-se de não ter tido filhos, de não dar prosseguimento a sua família.

Vinga-se da vida, recusa-a radicalmente, trata de demoli-la. "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria" é uma frase que nos revela a universalidade da miséria humana, tanto que o narrador troca o "eu" pelo "nós" e, assim, podemos verificar que Brás Cubas se revela como síntese de muitas, ou talvez, de todas as pessoas, com seus fracassos não assumidos, e não apenas um ser. Machado analisa a todos, de forma profunda, com sua capacidade imensa de penetração psicológica. Desvenda-nos as faces do ser humano, como se de um só falasse. 
 (Fonte: Stockler Vestibulares)

Exercícios de interpretação

01. (FGV-SP) Sobre o romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar que:

a) marca o início do Romantismo na literatura brasileira.
b) o nascimento do filho do protagonista com Virgília redime a tristeza de Brás Cubas.
c) o contato de Brás Cubas com a filosofia do Humanismo é-lhe facultado pelo amigo Quincas Borba.
d) Marcela era realmente apaixonada por Brás Cubas.
e) as personagens femininas do romance têm a ingenuidade das heroínas românticas.

02. (UFMG) Considerando-se o narrador de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é INCORRETO afirmar que ele:
a) aborda, de forma humorística, os temas trágicos da morte e da loucura.

b) apresenta, por intermédio de Quincas Borba, o sistema filosófico denominado Humanitismo.

c) convoca frequentemente o leitor a envolver-se na narrativa.

d) relata suas memórias, tendo como ponto de partida fatos decisivos de sua infância.

03.  (UFMG) Todas as alternativas sobre o narrador de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, estão corretas, EXCETO:

a) Analisa o ser humano, focalizando o seu lado negativo, seus defeitos morais.
b) Conta a história de forma regular e fluente, preocupando-se com a compreensão do leitor.
c) Informa que a causa de sua morte foi uma ideia fixa, a obsessão com o emplastro Brás Cubas.
d) Não hesita em apontar seus próprios erros e imperfeições, pois está a salvo dos juízos alheios.
e) Não vê com bons olhos a figura do crítico, chegando mesmo a ridicularizá-lo.

04.  (UFMG) Todos os trechos extraídos de Memórias póstumas de Brás Cubas expressam a ideia de que o ser humano sempre se mira num espelho social, o olhar do público, EXCETO:

a) “Então, — e vejam até que ponto pode ir a imaginação de um homem, com sono, — então, pareceu-me ouvir de um morcego encarapitado no tejadilho: Sr. Brás Cubas, a rejuvenescência estava na sala, nos cristais, nas luzes, nas sedas, — enfim, nos outros.”

b) “Minha mãe era uma senhora fraca, de pouco cérebro e muito coração, assaz crédula, sinceramente piedosa, — caseira, apesar de bonita, e modesta, apesar de abastada; temente às trovoadas e ao marido. O marido era na Terra o seu deus. Da colaboração dessas duas criaturas nasceu a minha educação (...)”

c) “Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo...”

d) “O alienista notou então que ele escancarava as janelas todas desde longo tempo, que alçara as cortinas, que devassara o mais possível a sala, ricamente alfaiada, para que a vissem de fora, e concluiu: — Este seu criado tem a mania do ateniense: crê que todos os navios são dele; uma hora de ilusão que lhe dá a maior felicidade da terra.”

e) “Pareceu-me então (e peço perdão à crítica, se este meu juízo for temerário!) pareceu-me que ele tinha medo — não de mim, nem de si, nem do código, nem da consciência; tinha medo da opinião. Supus que esse tribunal anônimo e invisível, em que cada membro acusa e julga, era o limite posto à vontade do Lobo Neves.”

05. (UFPE-adaptada) Observe e responda V (verdadeiro) ou F (falso). “Começo a arrepender-me desse livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade.”

( ) Este fragmento é de um romance pretensamente biográfico, escrito por um “defunto-autor”.

( ) A ironia, o pessimismo e o desmascaramento das ilusões estão presentes no livro.

( ) “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. Frase de fim do romance, encerra o desencanto do autor diante da vida.

( ) Memórias póstumas de Brás Cubas é seu primeiro romance, tendo sido escrito na fase romântica.

( ) O texto revela uma forma trabalhada, limpa e perfeita. Em sua obra, o rigor formal não exclui a clareza.

06. (Fuvest-SP) “Era uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva, com alguma cousa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás, um pajem que nos deixava gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas nos morros do Livramento e da Conceição, ou simplesmente arruar, à toa, como dous peraltas sem emprego. E de imperador! Era um gosto ver o Quincas Borba fazer de imperador nas festas do Espírito Santo. De resto, nos nossos jogos pueris, ele escolhia sempre um papel de rei, ministro, general, uma supremacia, qualquer que fosse. Tinha garbo o traquinas, e gravidade, certa magnificência nas atitudes, nos meneios. Quem diria que... Suspendamos a pena; não adiantemos os sucessos. Vamos de um salto a 1822, data da nossa independência política, e do meu primeiro cativeiro pessoal.”

A busca de “uma supremacia, qualquer que fosse”, que nesse trecho caracteriza o comportamento de Quincas Borba, tem como equivalente, na trajetória de Brás Cubas:

a) o projeto de tornar-se um grande dramaturgo.
b) a ideia fixa da invenção do emplastro.
c) a elaboração da filosofia do Humanitismo.
d) a ambição de obter o título de marquês.
e) a obsessão de conquistar Eugênia.

07. (Fuvest) "Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boafortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de Dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."

O texto evidencia, com clareza, pelo menos uma das características principais de Machado de Assis:

a) o pessimismo ingênuo dos escritores realistas e naturalistas do século XIX.

b) a linguagem rebuscada, de tal modo ambígua, que quase prejudica a compreensão do sentido.

c) um pessimismo irônico, disfarçado sob a aparência de conformidade indiferente.

d) o gosto pela frase lapidar, carregada de expressões inusitadas.

e) a capacidade de sintetizar, em apenas um parágrafo, todo o enredo do romance.

Gabarito:
01) c
02) d
03) b
04) b
05) V - V - V - F – V
06) b
07) c





Proposta de redação - Modelo ENEM

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Lei Menino Bernardo: o papel das normas na formação ética do cidadão de conscientização social que respeite os direitos humanos. 

Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

1.



2. O projeto inclui dispositivos no ECA (Lei 8.069/90), para garantir o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. O texto define castigo como a “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou ao adolescente”. O tratamento cruel ou degradante é definido como “conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente”.
Segundo a proposta, os pais ou responsáveis que usarem castigo físico ou tratamento cruel e degradante contra criança ou adolescente ficam sujeitos a advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, independentemente de outras sanções. As medidas serão aplicadas pelo conselho tutelar da região onde reside a criança. Além disso, o profissional de saúde, de educação ou assistência social que não notificar o conselho sobre casos suspeitos ou confirmados de castigos físicos poderá pagar multa de três a 20 salários mínimos, valor que é dobrado na reincidência.

(fonte: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/06/04/senado-aprova-lei-menino-bernardo)

3. O legislador do projeto de lei “Menino Bernardo “se absteve de enveredar pela seara criminal, mesmo porque a imposição de castigos desmedidos a crianças e adolescentes já tem mais que suficiente tutela penal nos crimes de Tortura – Castigo (artigo 1º., II, da Lei 9.455/97), Maus – Tratos (artigo 136, CP), afora vários dispositivos penais existentes no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei. 8.069/90) com especial destaque para o artigo 232 daquele diploma. Frise-se inclusive que o primeiro crime supra mencionado (Tortura – Castigo) é equiparado a hediondo nos termos do artigo 5º., XLIII, CF e artigo 2º., da Lei 8.072/90. Ademais, há toda uma rede de especial proteção penal quando a vítima é criança ou adolescente. Arrolo apenas alguns exemplos: iniciando pela Lei de Tortura (Lei 9.455/07) há previsão de causa de aumento de pena no artigo 1º., § 4º., II, quando o crime é perpetrado contra criança ou adolescente. No caso da criança Bernardo Boldrini, que acabou dando apelido à lei em comento, o crime de homicídio, que tutela obviamente também crianças e adolescentes, prevê causa de aumento de pena quando a vítima é menor de 14 anos no artigo 121, § 4º., “in fine”, CP. Finalmente, apenas exemplificando, com repercussão para todo o ordenamento penal, há agravantes genéricas no artigo 61, CP, para quando qualquer crime seja cometido contra “criança” (inciso II, alínea “h”); “contra descendente” (inciso II, alínea “e”); “com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação” (inciso II, alínea “f”); “quando o ofendidos estava sob sua imediata proteção ou autoridade” (inciso II, alínea “i”).
(fonte:: http://jus.com.br/artigos/28877/lei-da-palmada-projeto-de-lei-n-7-672-10#ixzz3AGM3uKm1)

4. 



5. Por que os pais batem em seus filhos? Segundo a coordenadora da Campanha Nacional "Não Bata, Eduque!", Marcia Oliveira, os motivos mais recorrentes para a violência contra as crianças são:

• Porque também sofreram castigos físicos quando crianças e, em sua opinião, “nem por isso tiveram quaisquer problemas”, tornando-se adultos plenamente responsáveis;
• Pensam que só com conversa os filhos não vão obedecer;
• Para descarregar a raiva por alguma coisa que a criança fez;
• Porque perdem o controle emocional;
• Para punir a criança por algum comportamento considerado inadequado e tentar fazer com que tal comportamento não se repita;
• Para prevenir situações perigosas, como atravessar a rua, falar com estranhos, brincar com fogo;
• Para fazer valer a autoridade paterna ou materna.
(http://www.naobataeduque.org.br/problemas/dicas-de-educacao)




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

CURSO DE LÍNGUA PORTUGUESA - PREPARATÓRIO PARA O CONCURSO DA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - EM UBERLÂNDIA

                            EDITAL PUBLICADO 



PÚBLICO ALVO: GRADUADOS EM MEDICINA, ENFERMAGEM, ODONTOLOGIA, CIÊNCIAS GERENCIAIS, DIREITO, GRADUADOS COM FORMAÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE (em conformidade com o disposto na Resolução 287/98, do Conselho Nacional de Saúde – CNS).


PERÍODO DO CURSO: AGOSTO A 1ª SEMANA DE DEZEMBRO DE 2014.PROVAS: 07 DE DEZEMBRO DE 2014

DIAS DE REALIZAÇÃO DO CURSO: TERÇAS-FEIRAS, DAS 19h00min ÀS 21h50min.

INVESTIMENTO: R$ 600,00 (divididos em até 4 parcelas de R$ 150,00).


NÚMERO DE VAGAS DISPONÍVEIS: 12 vagas.


INÍCIO DO CURSO: 19 DE AGOSTO DE 2014


MATRÍCULAS ABERTAS!


MAIORES INFORMAÇÕES (LOCAL DAS AULAS, MATRÍCULAS):(34) 3237-5844, 3086-9696, - Rua Francisco Sales, nº 17, Centro (Em frente à Clínica São Lucas – próxima à agência dos Correios da Getúlio Vargas) – Uberlândia-MG – CURTA NOSSA PÁGINA: www.facebook.com/palavraperfeita.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

CURSO DE LINGUÍSTICA TEXTUAL APLICADA À AVALIAÇÃO E CORREÇÃO DE TEXTOS - em Uberlândia.



PROGRAMA DE FORMAÇÃO DOCENTE


CURSO DE LINGUÍSTICA TEXTUAL APLICADA À AVALIAÇÃO
E CORREÇÃO DE TEXTOS


Desenvolver a habilidade de escrever bem sempre foi uma das grandes preocupações do professor de Língua Portuguesa em relação aos seus alunos. Outro grande desafio é avaliar e corrigir adequadamente os textos, gerando subsídios poderosos que garantam estratégias de intervenção escrita eficiente.

Como desenvolver correção de redações, de modo a levar os alunos à progressão na arte de escrever?

Como corrigir redações, segundo os critérios mais conhecidos das bancas de universidades da região ou Enem?

O que torna uma correção realmente eficiente?

Nossa proposta é fornecer ao professor de Língua Portuguesa ou Redação as ferramentas que façam dessa tarefa, normalmente encarada como árdua, infrutífera, os meios para desenvolver competências e habilidades leitoras e produtoras textuais, bem como tecnologias que permitam ao docente preparar e conduzir suas aulas e a correção de redações de forma dinâmica, alegre, prazerosa, efetiva.


PÚBLICO ALVO: Professores de Língua Portuguesa e Redação das redes públicas e particulares; acadêmicos dos cursos de Letras.
PERÍODO DO CURSO: quatro meses (certificado de quarenta horas de aulas presenciais).
DIAS DE REALIZAÇÃO DO CURSO: aos sábados das 08h00min às 12h00min, quinzenalmente.
NÚMERO DE VAGAS DISPONÍVEIS: 12 vagas por turma.
Contato: (34) 3086 9696 - 3237 5844 - 9149 2401
contato@palavraperfeita.com.br

MATRÍCULAS ABERTAS!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dicas para reforçar a imaginação e criativdade nas crianças


Acostumadas à televisão, aos DVDs, computador e aos jogos de vídeo games, as crianças estão cada vez mais íntimas das altas tecnologias e, inevitavelmente do que já está pronto para ser consumir e ainda por cima muito facilitado – o uso das próprias mãos e imaginações que, bem estimuladas, podem revelar pequenos grandes artistas. Formar crianças criativas é mais fácil e divertido do que se imagina, além do que, saber pensar de forma inovadora e sem limites é uma excelente ferramenta para a vida.

1.  Faça questão de organizar atividades criativas que possa desenvolver com os seus filhos, pelo menos uma vez por semana. Por exemplo, a tarde de sábado pode estar reservada para pintarem um mural na parede do jardim ou então para fazerem artes decorativas ou uma sessão de cozinha infantil. Varie muito, para que possa perceber quais as atividades criativas mais apreciadas e, quem sabe, descobrir algum talento escondido. Tenha uma lista de possíveis passatempos para os dias chuvosos ou para dias em que os pequenos estejam mais inquietos.
2.  A casa deve ser um local de inspiração. Faça questão de encher as paredes de arte, fotografia e ilustração; tenha sempre música tocando e introduza os pequenos a todo o tipo de géneros musicais. Se puder, crie um “cantinho artístico” em casa – recheado com papel, cadernos, tintas, marcadores, lápis de cera, tecidos, plasticina, revistas velhas, cola, etc. – onde as crianças possam expressar a sua criatividade de forma espontânea.
3.  Motive as crianças para desenvolverem projetos distintos de tudo aquilo que já viram, ou seja, incentive-as a terem as suas próprias ideias e a executá-las. Pode fazer perguntas como “o que será que aconteceria se…” para estimular a imaginação. Encoraje os pequenos a terem mentes abertas e a experimentarem um pouco de tudo.
4.  Quando a sua criança pedir que seja você a fazer um desenho, inverta a situação, dizendo que adoraria ver o que ela conseguiriam criar. Nunca espere perfeição ou maturidade de um projeto infantil, mas valorize a ingenuidade e originalidade destas pequenas obras de arte.
5.  Tente dar igual (ou até mais importância) a todo o processo criativo, em vez de concentrar as atenções exclusivamente no resultado final. Porém, as obras-primas das crianças devem ser exibidas para toda a família poder contemplar, sendo esta, uma forma de não só aplaudir a criatividade da criança, como incentivá-la a continuar.
6.  Limite o tempo que os pequenos passam em frente à televisão, computador e videogames, mas não o tempo livre que têm para realmente brincar, criar e inovar. Incentive-os a criar os seus próprios jogos, a organizar peças de teatro ou a elaborar um livro ou revista – é uma excelente forma de descobrirem e se apaixonarem pelo ato de usar a imaginação.

7.       Envolva-se nas brincadeiras das crianças, mas deixe que sejam elas os líderes – mesmo que não estejam fazendo as coisas como deviam ou como gostaria que as fizessem, deixe-as chegar ao fim. Desta forma, para além de ganharem confiança nas suas próprias ideias, vão poder perceber o que correu menos bem e como fazer da próxima vez.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Para aprender mais: texto de opinião



Atenção máxima ao enunciado da prova de Redação. Na maioria dos casos, o texto solicitado é o dissertativo-argumentativo, mas pode vir também “texto de opinião”, “texto crítico”, “dê o seu ponto de vista”, etc. Nesse caso, existem diversos gêneros que podem e devem ser abordados.
É importante lembrar, também, que, por ser um texto de opinião, não quer dizer, necessariamente, que esta deva ser sem fundamento, sem base filosófica, empírica, epistemológica, senão vira “achismo”.
Quando escrevemos um texto de opinião, nosso objetivo é o de convencer. Apresentamos a nossa opinião – sempre fundamentada – em relação a determinado assunto e desejamos persuadir nosso leitor a assumir o mesmo ponto de vista.

Para que se possa alcançar com êxito esse desiderato, é preciso conhecer muito bem o tema que irá tratar. O redator precisa ter dados, fatos, estatísticas, exemplos, citações relevantes que justifiquem a sua opinião, que possibilitem a ele escrever bons argumentos, a favor ou contra o tema abordado.

A escrita de um texto opinativo pressupõe, geralmente, as seguintes etapas de trabalho (não necessariamente nesta ordem):

·        Tomada de posição em relação ao tema (contra ou a favor);
·        Justificativa da posição assumida, com base em argumentos;
·        Antecipação de possíveis argumentos contrários ao seu ponto de vista, contestando-os;
·        Conclusão do texto, reforçando a posição assumida.

Levantados esses pontos, é preciso, também, que se observem dois aspectos fundamentais para a construção da coerência do texto:
·        Organização dos argumentos;
·        Ligação entre as diferentes partes do texto (frases, parágrafos; introdução, desenvolvimento e conclusão.

OBS.: A palavra argumento tem uma origem curiosa: vem do latim ARGUMENTUM, que tem o tema ARGU, cujo sentido primeiro é “fazer brilhar”, “iluminar”.

Os argumentos de um texto são facilmente localizados: identificada a TESE (opinião, ponto de vista defendido pelo autor) faz-se a pergunta por quê? (Ex.: o autor é contra a pena de morte[tese]. Porque... [argumentos])

TEXTOS COM PREDOMÍNIO DA OPINIÃO:
·        A Dissertação;
·         A Carta-argumentativa;
·         O Editorial;
·         Crônica Dissertativa;
·         Artigo de Opinião;
·         Resenha Crítica;
·         Monografia ou TCC;
·         Artigo científico;
·         Dissertação (Mestrado);





segunda-feira, 14 de julho de 2014

Curso de redação em Uberlândia

Problemas com a escrita surgem entre as pessoas de uma forma cada vez mais preocupante

E se...

Você conseguisse acabar de vez com as dificuldades na hora de escrever uma redação no vestibular, em um concurso, um e-mail para o seu chefe ou para um cliente importante ou mesmo uma carta, um bilhete, uma declaração de amor para quem quer que seja?
Não fosse difícil, porque a história está cheia de gente que conseguiu?
Se os textos lidos e escritos ganhassem novas formas, novas razões de ser?
Por meio de observações, leituras, desenhos, jogos debates e muitos exercícios?
Se de repente você conseguisse ler mais (por ter aprendido a gostar de ler) e a escrever melhor, vice-versa?
É fácil! Venha...
Aprender a escrever criativamente por meio da prática de exercícios de desbloqueio, estímulo e aperfeiçoamento da escrita e do estudo e debate de textos.
Nosso curso:

No curso de Leitura, escrita e criatividade da Palavra Perfeita, querer escrever é também querer saber mais sobre os processos de escrita e sobre do que falamos, afinal, quando citamos a CRIATIVIDADE aliada ao ato da escrita e porque falamos tanto, de como pode ser fácil, prazeroso e interessante, aprender a ler e a escrever BEM!