quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Discurso direto e indireto





DISCURSO DIRETO

É aquele que reproduz exatamente o que escutou ou leu de outra pessoa. Podemos enumerar algumas características do discurso direto:
Emprego de verbos do tipo: afirmar, negar, perguntar, responder, entre outros; 

- Usam-se os seguintes sinais de pontuação: dois-pontos, travessão e vírgula.

Exemplo: 

O juiz disse:

- O réu é inocente.


DISCURSO INDIRETO

É aquele reproduzido pelo narrador com suas próprias palavras, aquilo que escutou ou leu de outra pessoa. No discurso indireto eliminamos os sinais de pontuação e usamos conjunções: que, se, como, etc.

Exemplo: O juiz disse que o réu era inocente.



DISCURSO INDIRETO LIVRE

É aquele em que o narrador reconstitui o que ouviu ou leu por conta própria, servindo-se de orações absolutas ou coordenadas sindéticas e assindéticas.



Exemplo: - Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano franziu a testa, achando a frase extravagante. Aves matarem bois e cavalos, que lembrança! Olhou a mulher, desconfiado, julgou que ela estivesse tresvariando”. (Graciliano Ramos).


Veja tabela de {conectivos} especial - Com exercícios



Conectivos

Conexão

Além da constante referência entre palavras do texto, observa-se na coesão a propriedade de unir termos e orações por meio de conectivos, que são representados, na Gramática, por inúmeras palavras e expressões. A escolha errada desses conectivos pode ocasionar a deturpação do sentido do texto. Abaixo, uma lista dos principais elementos conectivos, agrupados pelo sentido, conforme os ditames do autor Othon Moacyr Garcia (Comunicação em Prosa Moderna).


Prioridade, relevância:

em primeiro lugar, antes de mais nada, antes de tudo, em princípio, primeiramente, acima de tudo, precipuamente, principalmente, primordialmente, sobretudo, a priori (itálico), a posteriori (itálico).


Tempo (freqüência, duração, ordem, sucessão, anterioridade, posteridade



então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, no momento em que, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente agora atualmente, hoje, freqüentemente, constantemente às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, nesse hiato, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, já, mal, nem bem.



Semelhança, comparação, conformidade:

igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, como se, bem como.


Condição, hipótese: 

se, caso, eventualmente.


Adição, continuação: 

além disso, demais, ademais, outrossim, ainda mais, ainda cima, por outro lado, também, e, nem, não só … mas também, não só… como também, não apenas … como também, não só … bem como, com, ou (quando não for excludente).


Dúvida: 

talvez provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é que.


Certeza, ênfase:

decerto, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.



Outros teóricos propõem classificações distintas como a que segue:

Afetividade: felizmente, ainda bem (que).

Afirmação: certamente, com certeza, indubitavelmente, de fato, por certo.
Conclusão: em suma, em síntese, em resumo.

Consequência: com efeito, assim, consequentemente.

Continuidade: além de, ainda por cima, bem como, outrossim, também.

Dúvida: talvez, provavelmente, quiçá.

Ênfase: até, até mesmo, no mínimo, no máximo, só.

Exclusão: apenas, exceto, menos, salvo, só, somente, senão

Explicação: a saber, isto é, por exemplo.

Inclusão: inclusive, também, mesmo, até.

Oposição: pelo contrário, ao contrário.

Prioridade: inicialmente, antes de tudo, acima de tudo, em primeiro lugar.

Restrição: apenas, só, somente, unicamente.

Retificação: aliás, isto é, ou seja.

Tempo: antes, depois, já, posteriormente.

Adição: e, nem, também, não só… mas também.

Alternância: ou…ou, quer…quer, seja…seja.

Causa: porque, já que, visto que, graças a, em virtude de, por (+ infinitivo).

Conclusão: logo, portanto, pois.

Condição: se, caso, desde que, a não ser que, a menos que.

Comparação: como, assim como.

Consequência: tão…que, tanto…que , de modo que, de sorte que, de forma que, de maneira que.

Explicação: pois, porque, porquanto.

Finalidade: para que, a fim de que, para (+ infinitivo)

Oposição: mas, porém, contudo, entretanto, todavia, mesmo que, apesar de (+ infinitivo)

Proporção: à medida que, à proporção que, quanto mais, quanto menos,

Tempo: quando, logo que, assim que, toda vez que, enquanto.


[Exercício  sobre o uso dos conectivos]



1. Leia o texto abaixo:

Recebi uma correspondência muito interessante de uma leitora que é mãe de uma menina de cinco anos. Ela conta que saiu com o marido para uma compra aparentemente simples: uma sandália para a filha usar no verão. O que parecia fácil, porém tornou-se motivo de receio, indignação e reflexão. (...) Existem sandálias com salto plataforma, com salto anabela, com saltinho e com saltão. Mas sandálias para a menina correr, pular e virar cambalhota, saltar, nada! Ou seja, é difícil encontrar sandália para criança, porque agora a menina tem que se vestir como mulher. Fonte: Adaptação: SAYÃO, Rosely. Folha de São Paulo, São Paulo, 29 nov. 2001. 30.


Após ler o texto responda:

Os termos em negrito indicam:

a) Oposição, finalidade, explicação, conclusão.

b) Oposição, conclusão, explicação, finalidade.

c) Explicação, causa, oposição, consequência.


d) Consequência, causa, finalidade, oposição.


2. Leia o texto abaixo:

O consumo de álcool cresce entre os jovens brasileiros. Muitos não se preocupam com a dependência nem encaram a bebida como droga. Mas, segundo a Organização Mundial de Saúde, o álcool é a droga mais consumida no mundo, com doze bilhões de usuários.” Fonte: Revista Isto É/1978- 26/09/07 pág. 50. 36.

A função desempenhada pela palavra destacada no texto é:

a) Comparação entre ideias

b) Adição de ideias.

c) Consequência dos fatos.

d) Finalidade dos fatos.



3. Leia o texto abaixo:

O que você quer fazer mais tarde?

 Seu futuro profissional, assim como os seus estudos, são assuntos seus. Por isso, cabe a você encontrar seu próprio caminho. Talvez ele seja diferente do caminho planejado por seus pais. Nesse caso, explique a eles as suas aspirações.

 Pode ser, no entanto, que você não esteja preparado para fazer uma escolha profissional. Seria preciso parar um pouco para refletir sobre as diversas possibilidades. O problema é que você tem de escolher já e definitivamente: humanas ou exatas? Inglês ou francês? Por onde começar? Em que profissão? É de deixar tonto! Mas não se culpe se você estiver desnorteado, ou se estiver se sentindo completamente bloqueado. Fonte: Adaptação. Maria José Audercet. A vida em família. São Paulo: Scipione, 1994. 39.


No texto as expressões que quebram uma sequência de ideias são:

a) No entanto, mas.
b) Nesse caso, por onde.
c) Mas, assim como.

d) Assim como, no entanto.


Curso de [Interpretação de textos para concursos] em Uberlândia





Há muito tempo se discute sobre “analfabetismo”, e os seus níveis. Logo se chegou a conclusão de que – alfabetizado -  é aquele que consegue escrever, ler e interpretar textos, reconhecer os seus diversos gêneros e tipos, e ainda relacionar os conhecimentos entre eles.
É inegável hoje, o fato de que a capacidade de ler e interpretar textos, além de ser um dos indicadores mais importantes nas provas do ENEM, vestibulares e concursos públicos, atestam o grau de instrução e competência leitora dos indivíduos.
A boa notícia é que, por mais dificuldades que você tenha, é possível aprender! E isso tem o poder de mudar a sua vida!


Programa:

O que você vai aprender ?

  1. Localizar informações explícitas em um texto.
  2. Inferir uma informação implícita em um texto.
  3.  Identificar o tema de um texto.
  4.  Distinguir um fato da opinião relativa a esse respeito.
  5. Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc).
  6. Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
  7. Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
  8. Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
  9. Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
  10.  Identificar a tese de um texto.
  11.  Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
  12. Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.  
  13. Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
  14. Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
  15. Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.
  16. Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
  17. Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras anotações.
  18. Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
  19. Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.
  20. Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto  
  21. Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
  22. Sublinhar as partes realmente importantes na hora da leitura;
  23. Funções da linguagem
  24. Tipos de discurso
  25. Marcas de argumentatividade;
  26. Contexto;
  27. Intertextualidade;
  28. Interpretação de questões nas provas de concursos públicos;
  29. Como identificar questões falsas nas provas de concursos;
  30. Resolução de 2000 exercícios;
  31. Todos os exercício serão resolvidos e comentados em aula.

Duração do curso

  • 4 meses = 48 horas aulas divididas em 12 encontros de 3 horas cada.
  • Apenas 6 alunos por turma
  • Correção individual
  • Material didático incluso

                   Turmas:

      Turno
              Dia da semana
                   Horário
          Manhã
             Terças e quintas
               9:00 as 11:00hs
       Tarde
             Segundas, terças e quintas
               4:00 as 17:00hs
     Noite
             Terças e quintas
              1900 as 22:00hs

Contato: (34) 99149 2401 (whatsap)

Quem ministra:


Fátima Oliveira


 Mestre em educação. Especialista em literatura, retórica, argumentação e PNL. Graduada  em Letras, Pedagogia e Normal superior. Professora de redação em cursinhos pré vestibulares em cidades como São Paulo e Rio de janeiro. Fundadora e idealizadora da Escola Palavra Perfeita.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Aprenda a interpretar charges - [Interpretação de textos] Charge



É num palco de infinitas possibilidades de interpretação que circulam os discursos chargísticos. Eles assumem importante papel na construção e legitimação de significados, pois carregam visões de mundo formadoras ou conformadoras de opinião pública.

Estreitamente relacionada à prática jornalística, a charge é um gênero de discurso que não está isento de influências sócio históricas. Todo o processo de elaboração das charges tem por base ou fonte de inspiração outros textos e discursos, principalmente notícias veiculadas por jornais impressos e outros meios de comunicação. 



Tecido com fios de um humor irreverente, crítico, aparentemente inofensivo, o discurso da charge desvela o cotidiano da sociedade, valores, experiências, fraquezas, misérias e grandezas marcadamente humanas. Por isso, as charges são potencialmente decisivas no processo de construção e veiculação de ideologias.


 Identificadas pela mídia como peças de humor gráfico, as charges comportam a articulação do verbal (palavra) com o não-verbal (imagem) que constrói múltiplas direções de leitura, associando recursos como a ironia e o desenho caricatural. Outro aspecto importante é que elas costumam ser tão ricas e densas quanto outros textos opinativos, como crônicas e editoriais, que transmitem um posicionamento crítico sobre personagens e fatos políticos.


Assim, a compreensão dos discursos das charges requer um entendimento contemporâneo ao momento em que se estabelece a relação discursiva entre interlocutores, pois somente assim é possível perceber as estratégias utilizadas pelos vários atores sociais envolvidos no contexto de produção


 Analise a charge abaixo

 Observe a charge abaixo e veja como o artista fez a exposição do tema globalização, que afetou até o modo de pedir esmolas nas cidades turísticas, que recebem cada vez mais, visitantes de todas as partes do mundo. Obrigando, dessa maneira que o pedinte aprenda como pedir em vários idiomas.

        A compreensão da crítica feita pelo chargista dependerá dos conhecimentos de mundo do leitor e das relações que faz com o tema da charge, o que estabelecerá cumplicidade entre autor e leitor. Dessa maneira, para interpretar uma charge, é importante que o leitor tenha conhecimento prévio do assunto abordado e conheça as circunstâncias e os fatos retratados. Além do contexto em que foi elaborada.


        





Você deve lembrar, que na análise de charges é preciso dirigir atenção para as estratégias, muitas vezes silenciosas e sutis, que insinuam leituras e escrituras no fio discursivo. Em síntese, observar os jogos cênicos, as entrelinhas, o explícito e o implícito, o dito e o não-dito. O leitor precisa ter sensibilidade para perceber os efeitos de sentido subjacentes ao texto.


Aprenda a entender o humor nas charges



É importante que você observe: o humor contido na charge muitas vezes mascara a intenção ideológica com o estímulo ao riso. Ao proporcionar uma releitura das notícias, ao mesmo tempo em que sugere, a charge esconde significados. É neste jogo de sentidos que o discurso das charges se constrói como um mosaico de já-ditos, de diferentes perspectivas e visões de mundo, como uma trama tecida a partir de inscrições históricas, sociais e ideológicas que reclamam novos significados.


O humor nas tirinhas é baseado na ambiguidade, ou seja, na dualidade de sentidos. Isso significa que uma frase pode ter um significado diferente daquele que seria óbvio, assim é essencial que você tente encontrar qual é o sentido que o autor quis dar à frase.



Saiba que não há nada de excessivo na charge! Todo o conjunto é importante para entender a crítica do autor. Assim, análise procurando detalhes que te sirvam como pista para responder a questão. Lembre-se, também, de se atentar à fonte, local e a data de publicação, às questões sociais, políticas, culturais e ideológicas que envolvem o contexto da charge, qual é o público-alvo. Relacione, também, a imagem e o texto. Pois, tudo isso o ajudará a contextualizar os fatos e a entender o objetivo e a crítica da charge

Exercícios { a partir de charges} resolvidos


Discutiu-se muito, no segundo semestre de 2015, no Brasil, a problemática do aumento dos impostos devido ao deficit de 30 milhões nas contas públicas. Nesse debate é possível visualizar recorrências a episódios da história política brasileira, conforme observamos na charge a seguir: 


Imagem relacionada

A charge faz menção:

A) à Conjuração Baiana, evento que também ficou conhecido como Rebelião dos Alfaiates, na qual os revoltosos, além de questionarem os altos impostos, buscaram fundar um governo monárquico no Brasil independente de Portugal.

B) à marca do pensamento católico no contexto do Brasil Colonial, que deu base ideológica para criminalizar e punir os políticos corruptos.

C) à Revolução Pernambucana, que eclodiu devido ao aumento de impostos que foi decretado com a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. Esse movimento também foi marcado pela luta pelo fim da escravidão.

D) à restrição da liberdade de imprensa, no contexto do século XIX, que dificultou a emergência de movimentos contrários à excessiva cobrança de impostos pela Coroa Portuguesa. E) à Conjuração Mineira, revolta que ocorreu em Minas Gerais devido à derrama declarada pela Coroa Portuguesa e aos preços abusivos que eram cobrados pelas mercadorias importadas.

E) à Conjuração Mineira, revolta que ocorreu em Minas Gerais devido à derrama declarada pela Coroa Portuguesa e aos preços abusivos que eram cobrados pelas mercadorias importadas.

RESOLUÇÃO:

  • A alternativa E está correta, pois a charge mostra Tiradentes, personagem central da memória da Conjuração Mineira, que foi punido com o enforcamento.
  • A alternativa A está incorreta, pois além de a charge fazer menção direta a Tiradentes, personagem central da memória da Conjuração Mineira, a afirmação de que a Conjuração Baiana buscava um governo independente e monárquico é falsa, uma vez que esse movimento tinha base republicana.
  • A alternativa B está incorreta, pois a charge não faz referência à punição de um político corrupto, mas à punição de um revoltoso que lutou contra a cobrança excessiva de impostos pela Coroa Portuguesa.
  • A alternativa C está incorreta, pois além de a charge fazer menção direta a Tiradentes, personagem central da memória da Conjuração Mineira, a afirmação de que a Revolução Pernambucana foi marcada pela luta pelo fim da escravidão é falsa, uma vez que não houve um consenso entre os líderes do movimento sobre esse ponto.
  • A alternativa D está incorreta, pois a charge não faz menção à restrição da liberdade de imprensa; além disso, é incorreto afirmar que a restrição do período impediu a eclosão de movimentos. 


Questões UEMP 2016/17


Leia a charge a seguir e responda às questões 19 e 20


Resultado de imagem para charge tanto faz aqui  todo mundo é igual




19. Assinale a alternativa correta.


a) A charge, para fazer sua crítica, de forma humorada, contrapõe o discurso do senso comum, a partir do qual pessoas influentes têm privilégios, e o discurso religioso, segundo o qual, no céu, todos são tratados como iguais.

b) O texto critica a concessão de privilégios, pela sociedade, a figuras religiosas e políticas, que deveriam ser tratadas com descaso em qualquer lugar, já que políticos e religiosos devem servir à sociedade, e não o contrário.

c) O texto critica a concessão de privilégios que é dada a políticos e a seus familiares em contextos religiosos, como o céu.

d) O texto critica a relação entre discurso religioso e discurso político em contexto brasileiro.

e) O texto critica o fato de o filho de um governador e o filho de um ajudante de pedreiro serem tratados como iguais, quando aquele deveria receber um tratamento diferenciado.

20 Em relação à charge, assinale a alternativa incorreta.

 a) O uso do artigo indefinido para fazer referência aos sujeitos da crítica – “um governador” e “um ajudante de pedreiro” – dá à charge um aspecto atemporal. Desde que o problema social retratado se mantenha, o texto continuará atual.

b) Na fala “Tanto faz, aqui todo mundo é igual!”, a expressão “todo mundo” retoma somente “o filho de um governador” e “o filho de um ajudante de pedreiro”, referentes mencionados na fala do anjinho.

c) Na fala “Tanto faz, aqui todo mundo é igual!”, a expressão “todo mundo” faz referência a todas as pessoas, de forma geral, o que inclui tanto o filho do governador como o do ajudante de pedreiro.

d) Na fala “aqui todo mundo é igual”, o “aqui” é um advérbio que indica o local de onde fala a personagem, o qual só pode ser identificado com o auxílio da linguagem não verbal.

e) Para dar sentido à charge, é preciso interpretar tanto a linguagem verbal como a não verbal e articulá-las a conhecimentos de mundo, como o de que, na sociedade atual, as pessoas são diferenciadas pela sua classe social ou nível de poder



sábado, 17 de fevereiro de 2018

A diferença entre [texto literário e não literário]




Os dois textos a seguir desenvolvem conteúdos semelhantes. Em ambos é estabelecida uma reflexão sobre criar e mentir. Apesar de o assunto ser parecido, os autores apresentam abordagem, forma e linguagem diferentes.

     Leia estes textos, observando a linguagem:

Texto l

Texto ll






     O texto 1 é informativo, com dados precisos e objetivos. O autor apresenta datas, cita alguns escritores que criaram histórias fantásticas e personagens como Macunaíma.

     A linguagem desse texto é denotativa, objetiva, direta e impessoal, não há exploração de imagens ou figuras de linguagem. Portanto, trata-se de um texto não-literário.


     No texto 2, o eu lírico nega ser um mentiroso ao escrever e explica que seus versos nascem de sua imaginação e não do coração. Ele compara sua vida a um "terraço". Debaixo desse terraço, caminham seus pensamentos, sua imaginação, fluindo sua inspiração de poeta. Cabe ao leitor a sensibilidade de usufruir dessa criação.


     Nesse texto literário, a linguagem é conotativa, subjetiva e repleta de significados, com o uso de figuras de linguagem e o emprego de rimas, que dão ao texto um ritmo melódico. Entretanto, não se deve pensar que o texto literário somente é escrito em versos com rimas. Um texto é literário se a sua linguagem apresenta sentidos ou conotações incomuns, que possibilitam múltiplas interpretações, opondo-se à linguagem informativa ou referencial.



Pra você não esquecer


Texto não literário é:

É aquele que apresenta uma linguagem com sentido denotativo. As palavras não assumem tantos significados como no texto literário. Os fatos fazem parte da realidade e são apresentados de forma objetiva.


Texto literário é:



É aquele que apresenta uma linguagem com sentido conotativo. Os fatos têm caráter ficcional, ou seja, não fazem parte da realidade e são apresentados de forma subjetiva.