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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Aprenda a escrever um Artigo de opinião – vestibular UFU 2018 - em Uberlândia


Modelo de artigo de opinião

O roubo do direito de ser criança


Preparar bem as crianças de agora implica, de maneira lógica, em ter uma sociedade melhor no futuro. É pensar o porquê atualmente, diante de grandes índices de violência, tantos menores de idade estão nessas estatísticas. Nessa perspectiva, é pensar que essa criança, esperança do futuro, vê-se numa encruzilhada vital tão cedo: trabalha, pratica crimes ou morre.


Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil tinha 4,6 milhões de trabalhadores com idade entre 10 e 17 anos, e 3 milhões com idade inferior a 14. Segundo esses dados, 56,63% nada recebem por seu trabalho. Eis o roubo do direito de ser criança. Retiram-lhe, de maneira violenta, esse direito tão essencial comprometendo os fatores biológicos, psicológicos, intelectuais e morais, numa fase de extrema importância da vida.


Ao invés de carrinhos, bonecas, brinquedos, uma enxada. Já que, pais, que talvez quisessem educar, precisam ensinar o trabalho. Note bem a diferença entre educar e ensinar. Falta dinheiro para comprar comida, roupa, bonecas, carrinhos. Alguns, talvez munidos de sua educação mais privilegiada, hão de pensar que não configura motivo para a delinquência o fato de trabalhar desde cedo, afinal o trabalho é dignificante.


O trabalho é digno quando é exercido de forma digna. Porém, não existe dignidade sem educação de qualidade e, não há dignidade em crianças de 10 anos trabalhando em meios insalubres, perigosos, em jornadas diárias superiores a 12 horas. Assim como, não há filhos de médicos, advogados, empresários trabalhando assim.


Se fosse digno, portanto todos, desde a infância assim trabalhariam. Crianças devem ser crianças. Esse tipo de trabalho não pode nem deve ser alternativa aos menores de idade porque marginaliza, tira deles um direito essencial de maneira tão violenta quanto àqueles que com uma arma roubam dez reais. Por isso, a importância da máxima de Rui Barbosa: “Aos iguais, tratamento igual; aos desiguais, tratamento desigual”.

JOSÉ ANTÔNIO MIGUEL é estudante de Direito na Universidade Estadual de Londrina Texto retirado do jornal Folha de Londrina de 13/10/2007



O que as cores acima representam:

Introdução
Tese
Conectivos
Argumentos
Estratégias argumentativas
Retomada da Tese
Crítica ao problema
Retomada do tema


A estrutura do artigo de opinião


        Introdução


  • Contextualização e/ou apresentação da questão que está sendo discutida.
  • Explicitação do posicionamento assumido.

     

                   Desenvolvimento


  • Utilização de argumentos para sustentar a posição assumida. = Fatos
  • Estratégias argumentativas = antecipação de possíveis argumentos contrários à posição assumida = Utilização de argumentos que refutam a posição contrária.


      Conclusão


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  • Ênfase ou retomada da tese ou posicionamento defendido.
  • Crítica ao problema apresentado ou sugestões de solução.
  • Retomada do tema  .


Para analisar o seu artigo tenha sempre as seguintes questões em mente:


O contexto de produção do artigo de opinião


Todo texto é produzido em um contexto de produção, pois quem escreve, o faz pensando em certos elementos que interferem no sentido: existe uma intenção do autor ao escrever, e essa intenção está direcionada a quem vai ler o seu texto.

O autor também se atém a um determinado tempo e lugar, a divulgação é feita em determinado veículo: jornal, revista, rádio, televisão. Esses são elementos que criam um elo entre autor e leitor.

O produtor de um artigo de opinião busca construir para os leitores uma imagem de si mesmo, mostrando seus conhecimentos e autoridade (MÁSCARA) sobre o tema tratado, através da razão e da lógica, sustentando sua posição.

Geralmente, quem lê o artigo de opinião é alguém que de alguma forma se interessa por questões polêmicas, ou porque está sendo afetado pela questão em si, ou porque se interessa por assuntos que envolvem a sociedade.

A sua leitura é restrita a uma elite sociocultural que tem acesso aos meios de circulação. A circulação do artigo de opinião ocorre em jornais e revistas impressos ou on-line, rádio e televisão. E tem o objetivo de influenciar o posicionamento dos leitores/ouvintes em relação a uma questão controversa.



Leia o artigo com atenção e encontre os elementos do contexto de produção:


  1. Autor do texto e seu papel social:  Nesse caso, essa será a máscara usada por você, para adquirir autoridade na discussão do tema.
  2. Os interlocutores e representação social: Para quem o artigo foi escrito? A quem interessa a leitura?
  3. Finalidade ou objetivo:
  4. Época e meio de circulação:
  5. O papel social assumido influencia no posicionamento do autor? De que forma?
  6. Qual o posicionamento do autor sobre o tema abordado? Qual a tese para a qual se propõe discussão?
  7.   Os argumentos utilizados são convincentes? Porque? 


A importância dos organizadores textuais e aspectos 

linguísticos

Nenhum discurso é neutro, por mais que se tente ser objetivo. Todo discurso é carregado de intenções, que são reconhecidas pelas marcas linguísticas presentes nos enunciados. Essas marcas são resultantes da escolha das palavras que compõem o enunciado, produzem efeitos de sentidos e por isso são elementos relevantes na exposição de argumentos.

Quando escrevemos um texto, devemos organizar nossas idéias de maneira que se tenha uma sequência, uma conexão entre as partes, formando um sentido geral no texto. A escolha de certas palavras não é por acaso.

As conjunções, que também são conhecidas como conectivos, fazem esse papel de conectar, num texto escrito, as partes entre si. Introduzir um argumento, acrescentar argumentos novos, indicar oposição a uma afirmação anterior, concluir, estas são algumas das funções dos conectivos.

Cada articulista, assim como os escritores de outros gêneros, procura manter um estilo próprio ao escrever seus textos.

Ao observar diferentes artigos de diferentes autores, podemos notar que existem características particulares em cada texto. Além dos recursos coesivos, a construção do discurso, quase sempre em terceira pessoa, o uso de alguns tempos verbais e advérbios, os questionamentos, as hipérboles, as palavras enfatizadoras são alguns exemplos das marcas linguísticas do autor presentes no texto. Tais marcas indicam a intencionalidade do autor.

 O uso de conjunções adversativas (porém, todavia, no entanto, entretanto, mas, contudo), por exemplo, indica uma opinião diferente de outra explicitada anteriormente.

Outro exemplo é o uso dos modalizadores, que são “todos os elementos linguísticos diretamente ligados à de produção do enunciado e que funcionam como indicadores das intenções, sentimentos e atitudes do locutor com relação ao seu discurso”, explica Koch (1996). São palavras e expressões como: podemos, tendemos, acredita-se, desejamos, prometo (formas verbais); tenho certeza de que, é possível que, é provável que, é lamentável que, (orações subordinadas substantivas); realmente, felizmente, lamentavelmente (advérbios).



ou ligue: (34) 9 9149 2401  (Whatsapp)

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Fátima Oliveira

Mestre em educação. Especialista em literatura, retórica, argumentação e PNL. Graduada em Letras, Pedagogia e Normal superior. Professora de redação em cursinhos pré vestibulares em cidades como São Paulo e Rio de janeiro. Fundadora e idealizadora da Escola Palavra Perfeita. Ministra treinamentos em empresas como Vale card, Bradesco, Unimed, Grupo Zaffari e outros.








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