segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Como ampliarr o seu vocabulário e fortalecer suas ideia







Ler muito é garantia de um amplo vocabulário?
A resposta é não. Mas por quê?
A leitura pode ser atenta ou desatenta e, mais importante que isso, o leitor pode - ou não -  a partir da leitura, incorporar  palavras ao seu vocabulário.
Para que a leitura dê resultados, você precisa:
Usar a nova palavra para torná-la parte ativa do que você fala. Se você não colocar em prática o uso de um vocabulário mais amplo, os sentidos das palavras serão identificados quando você ler, mas não haverá um aumento real no uso de novas palavras. É como tirar carteira de motorista e nunca mais dirigir – sem a prática não se automatiza a troca de marchas, o olhar os espelhos, etc.
Existem opções além da leitura!
Entenda:
Um passo sólido, simples e que trará resultados é troca de verbos chamados curingas - corretos, mas menos precisos - por verbos mais específicos.
  • Substitua o verbo “dar”
Ele não me deu o relatório completo.
Escreva:
Ele não me entregou/ enviou o relatório completo.
  • Troque o verbo “ter”
Teve uma forte emoção.
Escreva:
Viveu/ passou por/ sofreu uma forte emoção.
  • Outro verbo curinga que pode ser substituído é o “fazer”:
Fazia dez relatórios mensais.
Ele pode ser substituído:
Escrevia/ redigia/ produzia dez relatórios mensais.

Vale ressaltar, que verbos curinga como “dar”, “ter” e “fazer” não estão errados gramaticalmente. Mas se o objetivo é aumentar o vocabulário e ser mais específico, procure explorar as possibilidades que a língua portuguesa nos oferece em termos de uso de palavras.
São trocas simples, mas que podem ajudar – e muito – a aumentar/melhorar o seu vocabulário!

Caso você tenha alguma dúvida estarei à disposição.
 whatsapp: (34) 99149 2401

Um abraço!

Fátima Oliveira

Fátima Oliveira é Mestre em educação. Especialista em
literatura, retórica, argumentação e PNL. Graduada em
Letras, Pedagogia e Normal superior. Professora de
redação em cursinhos pré-vestibulares em cidades como
Uberlândia e Rio de janeiro. Fundadora e idealizadora da
Palavra Perfeita – Escola de redação.




segunda-feira, 11 de março de 2019

Como despertar em crianças e adolescentes o interesse por livros/leitu livros?



Boa comunicação, facilidade no aprendizado, ótima escrita, e desempenho superior nas matérias da escola são alguns dos benefícios que os jovens e adolescentes que têm o hábito de ler podem desenvolver.


1. Leitura por prazer e não por obrigação

A leitura é algo prazeroso, tratá-la como uma obrigação pode afastar e prejudicar tanto a vontade como o hábito de ler dos jovens e adolescentes. "A obrigatoriedade rouba dos alunos o interesse da descoberta. Escolher um livro para ler faz parte de um processo de encantamento com a obra",


2. O poder da escolha


É muito importante deixar que o adolescente encontre sua identidade literária. Identificar-se com determinados temas ou autores pode estimular ainda mais o hábito de leitura.

3. Não se impor é uma boa estratégia

É preciso respeitar as preferências juvenis e não censurar ou impor seu gosto pessoal aos novos leitores. "É a partir do reconhecimento do que dá prazer aos mais jovens que os pais poderão atuar para ampliar o repertório dos filhos", diz Simone André do Instituto Ayrton Senna.

4. Nem só de literatura vive um bom leitor


Muitas vezes a paixão pela leitura não acontece por meio dos livros literários, e, sim, de gibis, revistas, livros ilustrados e outros formatos escritos. É importante que todas essas fontes façam parte do universo de leitores jovens e adolescentes, auxiliando-os a criar o gosto e o hábito de leitura.

5. Seja você um leitor, dê o exemplo


Sair de sua “zona de conforto” e ler sobre temas e obras de autores que interessem ao adolescente são peças fundamentais para incentivá-lo a ler. Converse com ele sobre livros que você leu, incentive-o a criar ou entrar em clubes do livro, seja pessoalmente ou via redes sociais e mostre que ler é uma forma de lazer.

6. Desperte a curiosidade, jovens são curiosos


Oferecer o maior número de gêneros, formatos e autores é um modo de fomentar a curiosidade e o gosto pela leitura. Apresente aos jovens e adolescentes diferentes histórias, tomando por base livros que eles leram e gostaram, e converse com eles também sobre livros com temáticas diferentes que despertem o interesse e a curiosidade.

7. Livros sempre à mão

Os livros são parte da rotina e da vida de um bom leitor. É importante oferecer ao jovem um espaço de fácil acesso aos livros, onde ele possa ler qualquer material pelo qual se interesse, seja uma biblioteca, centros culturais, livrarias, uma estante em casa, um armário, uma escrivaninha… O importante é ter os livros sempre à mão.

Esperamos que este post ajude a estimular a sede da juventude a fora.



"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede"

         Carlos Drummond de Andrade



                                                     Em São Paulo
 (11)   941865366

Em Uberlândia

(34) 99149 2401

Quem ministra



Fátima Oliveira é Mestre em educação. Especialista em
literatura, retórica, argumentação e PNL. Graduada em
Letras, Pedagogia e Normal superior. Professora de
redação em cursinhos pré-vestibulares em cidades como
Uberlândia e Rio de janeiro. Fundadora e idealizadora da

Palavra Perfeita – Escola de redação.
                                                                        

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Cinquenta {dicas de português} fundamentais para concurseiros, profissionais: advogados, jornalistas, executivos e demais todas as áreas, candidatos ao ENEM e qualquer pessoas que queira usar corretamente a norma culta da Língua Portuguesa. 99





Falar e escrever bem são competências obrigatórias para profissionais de qualquer área. 

As infrações à norma culta da língua são uma constante no mundo corporativo, nas provas de redação do ENEM e demais vestibulares do país e em tantos outros setores da sociedade.

Precisamos valorizar e aprender a nossa língua! 


Fonte: "Livro de anotações com 101 dicas de português" (Editora Hunter Books, 2014):
1- Anexo / Anexa
Errado: Seguem anexo os documentos solicitados.

Certo: Seguem anexos os documentos solicitados.

Por quê? Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. 

Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.
2- “Em vez de” / “ao invés de”
Errado: Ao invés de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.

Certo: Em vez de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.

Por quê? Em vez de é usado como substituição. Ao invés de é usado como oposição.

Ex: Subimos, ao invés de descer.
3- “Esquecer” / “Esquecer-se de”
Errado: Eu esqueci da reunião.

Certo: Há duas formas: Eu me esqueci da reunião. Ou Eu esqueci a reunião.

Por quê? O verbo esquecer só é usado com a preposição de (de – da – do) quando vier acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos).
4-“Faz” / “Fazem”
Errado: Fazem dois meses que trabalho nesta empresa.

Certo: Faz dois meses que trabalho nesta empresa.

Por quê? No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Em outros sentidos, concorda com o sujeito.
Ex: Eles fizeram um bom trabalho.
5- “Ao encontro de"/ “De encontro a”
Errado: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio de encontro ao que desejavam.

Certo: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio ao encontro do que desejavam.

Por quê? “Ao encontro de” dá ideia de harmonia e “De encontro a” dá ideia de oposição. No exemplo acima, os diretores só podem ficar satisfeitos se a atitude vier ao encontro do que desejam.
6- A par / ao par
Errado: Ele já está ao par do ocorrido.

Certo: Ele já está a par do ocorrido.

Por quê? No sentido de estar ciente, o correto é “a par”. Use “ao par” somente para equivalência cambial.

Ex: “Há muito tempo, o dólar e o real estiveram quase ao par.”
7- “Quite” / “quites”
Errado: O contribuinte está quites com a Receita Federal.

Certo: O contribuinte está quite com a Receita Federal.

Por quê? “Quite” deve concordar com o substantivo a que se refere.
8- “Media” / “Medeia”
Errado: Ele sempre media os debates.

Certo: Ele sempre medeia os debates.

Por quê? Há quatro verbos irregulares com final –iar: mediar, ansiar, incendiar e odiar. Todos se conjugam como “odiar”: medeio, anseio, incendeio e odeio.
9- “Através” / “por meio”
Errado: Os senadores sugerem que, através de lei complementar, os convênios sejam firmados com os estados.

Certo: Os senadores sugerem que, por meio de lei complementar, os convênios sejam firmados com os estados.

Por quê? Por meio significa “por intermédio”. Através de, por outro lado, expressa a ideia de atravessar.

Ex: Olhava através da janela.
10- “Ao meu ver” / “A meu ver”
Errado: Ao meu ver, o evento foi um sucesso.

Certo: A meu ver, o evento foi um sucesso.

Por quê? “Ao meu ver” não existe.
11- “A princípio” / “Em princípio”
Errado: Achamos, em princípio, que ele estava falando a verdade. 

Certo: Achamos, a princípio, que ele estava falando a verdade. 

Por quê? A princípio equivale a “no início”. Em princípio significa “em tese”.

Ex: Em princípio, todo homem é igual perante a lei.
12- “Senão” / “Se não”
Errado: Nada fazia se não reclamar.

Certo: Nada fazia senão reclamar.

Por quê? Senão significa “a não ser”, “caso contrário”. Se não é usado nas orações subordinadas condicionais.

Ex: Se não chover, poderemos sair.
13- “Onde” / “Aonde”
Errado: Aonde coloquei minhas chaves?
Certo: Onde coloquei minhas chaves?
Por quê? Onde se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. Indica permanência. Aonde se refere ao lugar para onde alguém ou alguma coisa vai. Indica movimento.

Ex: Ainda não sabemos aonde iremos.
14- “Visar” / “Visar a”
Errado: Ele visava o cargo de gerente.

Certo: Ele visava ao cargo de gerente.

Por quê? O verbo visar, no sentido de almejar, pede a preposição a.

Obs: Quando anteceder um verbo, dispensa-se a preposição a.

Ex: Elas visavam viajar para o exterior.
15- A /" há "
Errado: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.

Certo: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.

Por quê? Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O a, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância.

 Exs: Falarei com o diretor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.
16- “Aceita-se” / “Aceitam-se”
Errado: Aceita-se encomendas para festas.

Certo: Aceitam-se encomendas para festas.

Por quê? A presença da partícula apassivadora “se” exige que o verbo transitivo direto concorde com o sujeito.
17- “Precisa-se” / “Precisam-se”
Errado: Precisam-se de estagiários.

Certo: Precisa-se de estagiários.

Por quê? Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece no singular.
18- “Há dois anos” / “Há dois anos atrás”
Errado: Há dois anos atrás, iniciei meu mestrado.

Certo: Há duas formas corretas: “Há dois anos, iniciei meu mestrado” ou “Dois anos atrás, iniciei meu mestrado.”

Por quê? É redundante dizer “Há dois anos atrás”.
19- “Implicar” / “Implicar com” / “Implicar em”
Errado: O acidente implicou em várias vítimas.

Certo: O acidente implicou várias vítimas.

Por quê? No sentido de acarretar, o verbo implicar não admite preposição. No sentido de ter implicância, a preposição exigida é com. Quando se refere a comprometimento, deve-se usar a preposição em.

Exs: Ele sempre implicava com os filhos. Ela implicou-se nos estudos e passou no concurso.
20- “Retificar” / “Ratificar”
Errado: Estávamos corretos. Os fatos retificaram nossas previsões.

Certo: Estávamos corretos. Os fatos ratificaram nossas previsões.

Por quê? Ratificar significa confirmar, comprovar. Retificar refere-se ao ato de corrigir, emendar. Ex: Vou retificar os dados da empresa.
21- “Somos” / “Somos em”
Errado: Somos em cinco auditores na empresa.

Certo: Somos cinco auditores na empresa.

Por quê? Não se deve empregar a preposição “em” nessa expressão.
22- “Entre eu e você” / “Entre mim e você”
Errado: Não há nada entre eu e você, só amizade.

Certo: Não há nada entre mim e você, só amizade.

Por quê? Eu é pronome pessoal do caso reto e só pode ser usado na função de sujeito, ou seja, antes de um verbo no infinitivo, como no caso: “Não há nada entre eu pagar e você usufruir também.”
23- “A fim” / “Afim”
Errado: Nós viemos afim de discutir o projeto. 

Certo: Nós viemos a fim de discutir o projeto. 

Por quê? A locução a fim de indica ideia de finalidade. Afim é um adjetivo e significa semelhança.

Ex: Eles têm ideias afins.
24- “Despercebido” / “Desapercebido”
Errado: As mudanças passaram desapercebidas.

Certo: As mudanças passaram despercebidas.

Por quê? Despercebido significa sem atenção. Desapercebido significa desprovido, desprevenido.

Ex: Ele estava totalmente desapercebido de dinheiro.
25- “Tem” / “Têm”
Errado: Eles tem feito o que podem nesta empresa.

Certo: Eles têm feito o que podem nesta empresa.
Por quê? Tem refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do Indicativo. Têm refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural.
26- “Chegar em” / “Chegar a”
Errado: Os atletas chegaram em Curitiba na noite passada. 

Certo: Os atletas chegaram a Curitiba na noite passada. 

Por quê? Verbos de movimento exigem a preposição a.
27- “Prefiro... Do que” / “Prefiro... A”
Errado: Prefiro carne branca do que carne vermelha.

Certo: Prefiro carne branca a carne vermelha.

Por quê? A regência do verbo preferir é a seguinte: “Preferir algo a alguma outra coisa.”
28- “De mais” / “demais”
Errado: Você trabalha de mais!

Certo: Você trabalha demais!

Por quê? Demais significa excessivamente; também pode significar “os outros”. De mais opõe-se a “de menos”.

 Ex: Alguns possuem regalias de mais; outros de menos.
29- “Fim de semana” / “final de semana”
Errado: Bom final de semana!

Certo: Bom fim de semana!

Por quê? Fim é o contrário de início. Final é o contrário de inicial. Portanto: fim de semana; fim de jogo; parte final.
30- “Existe” / “Existem”
Errado: Existe muitos problemas nesta empresa.

Certo: Existem muitos problemas nesta empresa. 

Por quê? O verbo existir admite plural, diferentemente do verbo haver, que é impessoal.
31- “Assistir o” / “Assistir ao”
Errado: Ele assistiu o filme “A teoria do nada”.
Certo: Ele assistiu ao filme “A teoria do nada”.
Por quê? O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição a.
32- “Responder o” / “Responde ao”
Errado: Ele não respondeu o meu e-mail. 

Certo: Ele não respondeu ao meu e-mail. 

Por quê? A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta a alguém, é sempre indireta, ou seja, exige a preposição a.
33- “Tão pouco” / “Tampouco”
Errado: Não compareceu ao trabalho, tão pouco justificou sua ausência. 

Certo: Não compareceu ao trabalho, tampouco justificou sua ausência. 

Por quê? Tampouco corresponde a “também não”, “nem sequer”. Tão pouco corresponde a “muito pouco”.

 Ex: Trabalhamos muito e ganhamos tão pouco”.
34- “A nível de” / “Em nível de”
Errado: A pesquisa será realizada a nível de direção.

Certo: A pesquisa será realizada em nível de direção.

Por quê? A expressão “Em nível de” deve ser usada quando se refere a “âmbito”. O uso de “a nível de” significa “à mesma altura”.

Ex: Estava ao nível do mar.
35- “Chego” / “Chegado”
Errado: O candidato havia chego atrasado para a entrevista.

Certo: O candidato havia chegado atrasado para a entrevista.

Por quê? Embora alguns verbos tenham dupla forma de particípio

Exs: imprimido/impresso, frito/fritado, acendido/aceso), o único particípio do verbo chegar é chegado.

Chego é 1ª pessoa do Presente do Indicativo.

Ex: Eu sempre chego cedo.
36- “Meio” / “Meia”
Errado: Ela estava meia nervosa na reunião.

Certo: Ela estava meio nervosa na reunião.

Por quê? No sentido de “um pouco”, a palavra “meio” é invariável. Como numeral, concorda com o substantivo.

 Ex: Ele comeu meia maçã.
37- “Viagem” / “Viajem”
Errado: Espero que eles viagem amanhã.

Certo: Espero que eles viajem amanhã. 

Por quê? Viajem é a flexão do verbo “viajar” no Presente do Subjuntivo e no Imperativo. Viagem é substantivo.

Ex: Fiz uma linda viagem.
38- “Mal” / “Mau”
Errado: O jogador estava mau posicionado.

Certo: O jogador estava mal posicionado.

Por quê? Mal opõe-se a bem. Mau opõe-se a bom.

Assim: mal-humorado, mal-intencionado, mal-estar, homem mau.
39- “Na medida em que” / “À medida que”
Errado: É melhor comprar à vista à medida em os juros estão altos.

Certo: É melhor comprar à vista na medida em que os juros estão altos.

Por quê? Na medida em que equivale a “porque”. À medida que estabelece relação de proporção.

Ex: O nível dos jogos melhora à medida que o time fica entrosado.
40- “Para mim” / “Para eu” fazer
Errado: Era para mim fazer a apresentação, mas tive de me ausentar.

Certo: Era para eu fazer a apresentação, mas tive de me ausentar.

Por quê? “Para eu” deve ser usado quando se referir ao sujeito da frase e for seguido de um verbo no infinitivo.
41- “Mas” / “Mais”
Errado: Gostaria de ter viajado, mais tive um imprevisto.

Certo: Gostaria de ter viajado, mas tive um imprevisto.

Por quê? Mas é conjunção adversativa e significa, “porém”.

Mais é advérbio de intensidade.

Ex: Adicione mais açúcar se quiser.
42- “Perca” / “perda”
Errado: Há muita perca de tempo com banalidades.

Certo: Há muita perda de tempo com banalidades.

Por quê? Perca é verbo e perda é substantivo.

Exs: Não perca as esperanças! Essa perda foi irreparável.
43- “Deu” / “Deram” tantas horas
Errado: Deu dez da noite e ele ainda não chegou.

Certo: Deram dez da noite e ele ainda não chegou.

Por quê? Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas.

 Porém, se houver sujeito, deve-se fazer a concordância: “O sino bateu dez horas.”
44- “Traz” / “Trás”
Errado: Ele olhou para traz e viu o vulto.

Certo: Ele olhou para trás e viu o vulto.

Por quê? Trás significa parte posterior. Traz é a conjugação do verbo “trazer” na 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo.

Ex: Ela sempre traz os relatórios para a gerência.
45- “Namorar alguém” / “Namorar com alguém”
Errado: Maria namora com Paulo.
Certo: Maria namora Paulo.

Por quê? A regência do verbo namorar não admite preposição.
46- “Obrigado” / “Obrigada”
Errado: Muito obrigado! – disse a funcionária.

Certo: Muito obrigada! – disse a funcionária.

Por quê? Homens devem dizer" obrigado ". Mulheres dizem" obrigada ". A flexão também ocorre no plural: “Muito obrigadas! – disseram as garotas ao professor.”
47- “Menos” ou “Menas”
Errado: Os atendentes fizeram menas tarefas hoje.

Certo: Os atendentes fizeram menos tarefas hoje.

Por quê? “Menas” não existe. Mesmo referindo-se a palavras femininas, use sempre menos.

Ex: Havia menos pessoas naquele departamento.
48- “Descriminar” / “Discriminar”
Errado: Os produtos estão descriminados na nota fiscal.

Certo: Os produtos estão discriminados na nota fiscal.

Por quê? Discriminar significa separar, diferenciar. Descriminar significa absolver, inocentar.


49- “Acerca de” / “a cerca de”
Errado: Estavam discutindo a cerca de política. 

Certo: Estavam discutindo acerca de política.

Por quê? Acerca de significa “a respeito de”. A cerca de indica aproximação.

Ex: Eu trabalho a cerca de 5 km daqui.
50- “Meio-dia e meio” / “Meio-dia e meia”
Errado:Nesta empresa, o horário de almoço inicia ao meio-dia e meio.

Certo: Nesta empresa, o horário de almoço inicia ao meio-dia e meia. 

Por quê? O correto é meio-dia e meia, pois o numeral fracionário concorda em gênero com a palavra hora.



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