quinta-feira, 7 de abril de 2011

Só para que você sinta o gostinho do que o espera na leitura de: Mia Couto. O fio das missangas. Companhia das Letras. - Valerá a pena ler!

Diálogo em contas - uma homenagem às Maria Metades

“A missanga, todas a vêem.
Ninguém nota o fio que, em colar vistoso, vai compondo as missangas.
Também assim é a voz do poeta: um fio de silêncio costurando o tempo.”

“Meia culpa, meia própria culpa
(…) Nunca quis. Nem muito, nem parte. Nunca fui eu, nem dona, nem senhora. Sempre fiquei entre o meio e a metade. Nunca passei de meios caminhos, meios desejos, meia saudade. Daí o meu nome: Maria Metade.

Fosse eu invocada por voz de macho. Fosse eu retirada da ausência por desejo de alguém. Me tivesse calhado, ao menos, um homem completo, pessoa acabada. Mas não, me coube a metade de um homem. Se diz, de língua girada: o meu cara-metade. Pois aquele, nem meu, nem cara. E se metade fosse, não seria só a cara, mas todo ele, um semimacho. Para ambos sermos casal, necessitaríamos, enfim, de sermos quatro.
A meu esposo chamavam de Seis. Desde nascença ele nunca ascendeu a pessoa. Em vez de nome lhe puseram um número. O algarismo dizia toda a sua vida: despegava às seis, retornava às seis. Seis irmãos, todos falecidos. Seis empregos, todos perdidos.
E acrescento um segredo: seis amantes, todas actuais. Das poucas vezes que me falou, nunca para
mim olhou. Estou ainda por sentir seus olhos pousarem em mim. Nem quando lhe pedi, em momento de amor: que me desaguasse uma atenção. Ao que retorquiu:

- Tenho mais onde gastar meu tempo.
Engravidei, certa vez. Mas foi semiprenhez. Desconcebi, em meio tempo, meio sonho, meia esperança.
O que eu era: um gasto, um extravio de coisa nenhuma. Depois do aborto, reduzida a ninguém, meu sofrer foi ainda maior. Sendo metade, sofria pelo dobro…”


Homenagem à estas mulheres, na prosa crua, arguta e sensível de Mia Couto.
Meia culpa, meia própria culpa in: Mia Couto. O fio das missangas. Companhia das Letras.

Diálogo em Contas - O fio das missangas

Já muito depois de de janeiro, muita chuva… Meu projeto de ler um livro de literatura a cada inicio de ano, jaz malemolengo à espera. Começo hoje, a ler O fio das missangas, do Mia Couto, designado entre os seis para a primeira fase do PAAES da Universidade Federal de Uberlândia (UFU); é um livro de contos. Belo!
Mia Couto faz uma síntese de linguagem que irradia poesia - intraduzível em outras palavras, tem um ritmo próprio que combina palavras, períodos, pontuação. Uma morfologia singular; às vezes me lembra Borges, mas é mais visceral, cru.
Eu nunca sei para onde me conduz a leitura - desta vez há um fio…

“EVELINA: A BORDADEIRA
Na varanda, ia bordando Evelina, a mais nova. Seus olhos eram assim de nascença ou tinham clareado de tanto bordar? Certa vez, ela se riu e foi tão tardio, que se corrigiu como se alma estrangeira à boca lhe tivesse aflorado. Lhe doía se lhe dissessem ser bonita. Mas não diziam. Porque além do pai, só por ali havia as irmãs. E, a essas, era interdito falar de beleza. As irmãs faziam ponto final. Ela, em seu ponto, não tinha fim.
Dizem que bordava aves como se, no tecido, ela transferisse o seu calcado voo. Recurvada, porém, Evelina, nunca olhava o céu. Mas isso não era o pior. Grave era ela nunca ter sido olhada pelo céu.
Às vezes, de intenção, ela se picava. Ficava a ver a gota engravidar no dedo. Depois, quando o vermelho se excedia, escorrediço, ela nem injuriava. Aquele sangue, fora do corpo, era o seu desvairo, o convocar da amorosa mácula.

www.sxc.hu//green leaf in blue
Em ocasiões, outras, sobre o pano pingavam cristalindas tristezas. Chorava a morte da mãe? Não. Evelina chorava a sua própria morte.”

O Pagador de promessas - Algumas considerações


O Pagador de Promessas

Imprimir

[Dias Gomes]


1. Aspectos estruturais

Trata-se de um texto escrito para teatro, ou seja, para ser levado ao palco, ser encenado. A peça é dividida em três atos, sendo que os dois primeiros ainda são subdivididos em dois quadros cada um. Após a apresentação dos personagens, o primeiro ato mostra a chegada do protagonista Zé do Burro e sua mulher Rosa, vindos do interior, a uma igreja de Salvador e termina com a negativa do padre em permitir o cumprimento da promessa feita. O segundo ato traz o aparecimento de diversos novos personagens, todos envolvidos na questão do cumprimento ou não da promessa e vai até uma nova negativa do padre, o que ocasiona, desta vez, explosão colérica em Zé do Burro. O terceiro ato é onde as ações recrudescem, as incompreensões vão ao limite e se verifica o dramático desfecho.

2. Enredo

Primeiro ato. Primeiro quadro.

A ação da peça tem início nas primeiras horas da manhã [4 e meia], numa praça, em frente a uma igreja, em Salvador. O personagem denominado Zé do Burro carrega uma cruz e se aloja na frente da igreja. A seu lado Rosa, sua mulher, apresentada como tendo 'sangue quente' e insatisfação sexual. Zé espera a igreja abrir para cumprir sua promessa, feita a Santa Bárbara. Aparecem no lugar, algum tempo depois, Marli e Bonitão: ela prostituta; ele, gigolô. Há uma clara relação de exploração e dependência entre eles. Encontrando Zé, Bonitão dirige-se a ele e percebe ser alguém ingênuo. Rosa, por sua vez, conversando com o gigolô, queixa-se de Zé, contando que ele, na sua promessa, dividiu suas terras com lavradores pobres. Percebendo a ingenuidade, Bonitão propõe-se a providenciar um local para Rosa descansar. Zé não só aceita, como incentiva. Saem os dois, Bonitão e Rosa, de cena.

Segundo quadro.

Aos poucos, começa o movimento ao redor da praça. Aparecem a Beata, o sacristão e o Padre Olavo, titular da igreja. Zé explica a promessa: Nicolau foi ferido com a queda de uma árvore; estando para morrer, Zé fez a promessa. O burro - Nicolau é um burro! - salva-se. Ingenuamente, Zé revela ter usado as rezas de Preto Zeferino e feito a promessa num terreiro de candomblé, a Iansã, equivalente afro de Santa Bárbara. O padre fica escandalizado. Estabelece-se o conflito. O sincretismo Iansã-Santa Bárbara, natural para Zé do burro, é um grandioso pecado para o padre. A situação agrava-se com a revelação da divisão de terras. Impasse. O padre manda fechar a igreja e proíbe o cumprimento da promessa. Zé do burro fica atônico.

Segundo ato. Primeiro quadro.

Duas horas mais tarde, já a movimentação no lugar é intensa. O Galego, dono do bar, abriu seu estabelecimento. Surgem Minha Tia, vendedora de acarajés, carurus e outras comidas típicas, Dedé Cospe-Rima, poeta popular, ao estilo repentista e o Guarda. Zé do burro quer cumprir a promessa. O Guarda tenta intervir. Rosa reaparece com 'ar culpado'. Chega o Repórter. Seguindo a linha do oportunismo sensacionalista, o repórter quer tirar vantagens da história de Zé do Burro. Quer torná-lo um mártir, para virar notícia. Enquanto isso descobre-se que Rosa transou com Bonitão. Marli faz um pequeno escândalo, denunciando a história Rosa-Bonitão.

Segundo quadro.

Três da tarde, Dedé oferece poemas para Zé, a fim de derrotar o Padre. Aparecem, em momentos subseqüentes, o capoeirista Mestre Coca e o policial, o Secreta, chamado por Bonitão, ficando ambos, por enquanto, nas cercanias. Zé começa a perder a paciência e arma uma gritaria. O padre reage. Chega o Monsenhor, autoridade da igreja, propondo a Zé uma solução: ele, Monsenhor, na qualidade de representante da Igreja, pode liberar Zé da promessa, dando-a por cumprida. Zé não aceita, dizendo que promessa foi feita à Santa e só ela poderia liberá-lo. Segue o impasse. Zé explode novamente e avança com a cruz sobre a Igreja. O padre fecha a porta. Zé, já desesperado, bate com a cruz na porta. O drama é total.

Terceiro ato.

Entardecer. Muita gente na praça e nos arredores da Igreja. Há uma roda de capoeira. O Galego, oportunista, oferece comida grátis a Zé, pois a história está trazendo movimento ao seu bar. O Secreta, no bar, avisa que a polícia prenderá Zé, ameaçando os capoeiristas, caso eles interfiram. Marli volta. Ofende Rosa, ofende Zé. O protagonista parece mudar de atitude. Resolve ir embora 'à noite'. Rosa quer ir embora já. Conta que Bonitão avisou a polícia. Retorna o repórter, que tenta montar um verdadeiro circo em torno do Zé, com o objetivo de vender o jornal. Chega Bonitão e convida Rosa para ir com ele. Zé pede a ela para ficar. Rosa hesita, a princípio, mas, em seguida, vai com Bonitão. Mestre Coca avisa Zé sobre a chegada da polícia. Zé está perplexo: 'Santa Bárbara me abandonou'. Da igreja saem o Sacristão, o Guarda, o Padre e o Delegado. Tensão da cena acentua-se. Zé ainda tenta, ingênua e inutilmente, explicar alguma coisa. Ao ser cercado, puxa uma faca. As autoridades reagem. Os capoeiristas também. Briga e confusão. De repente, um tiro espalha gente para todos os lados. Zé é mortalmente ferido. Mestre Coca olha para os companheiros, que entendem a mensagem. Os capoeiristas tomam o corpo do Zé colocam-no sobre a cruz e, ignorando padre e polícia entram na igreja, carregando a cruz.

3. Comentário

A peça de Dias Gomes tem nítidos propósitos de evidenciar certas questões socio-culturais da vida brasileira, em detrimento do aprofundamento psicológico de seus personagens. Assim, ganha força no drama a visão crítica quanto:

a] à intolerância da Igreja católica, personificada no autoritarismo do Padre Olavo, e na insensibilidade do Monsenhor convocado a resolver o problema;

b] à incapacidade das autoridades que representam o Estado - no episódio, a polícia - de lidar com questões multiculturais, transformando um caso de diferença cultural em um caso policial;

c] à voracidade inescrupulosa da imprensa, simbolizada no Repórter, um perfeito mau-caráter, completamente desinteressado no drama do protagonista, mas muito interessado na repercussão que a história pode ter;

d] ao grande fosso que separa, ainda, o Brasil urbano do Brasil rural: Zé do Burro não consegue compreender por que lhe tentam impedir de cumprir sua promessa; os padres, a polícia, a imprensa não conseguem compreender quem é Zé do Burro, sua origem ingênua, com outros códigos culturais, outras posturas. Além disso, a peça mostra as variadas facetas populares: o gigolô esperto, a vendedora de quitutes, o poeta improvisador, os capoeiristas. O final simbólico aponta em duas direções. Em primeiro lugar a morte do Zé do Burro mostra-se com fim inevitável para o choque cultural violento que se opera na peça: ninguém, entre as autoridades da cidade grande, é capaz de assimilar o sincretismo religioso tão característico de grandes camadas sociais no Brasil, especialmente no interior nordestino. Em segundo lugar, a entrada dos capoeiristas na igreja, carregando a cruz com o corpo, sinaliza para rechaçar a inutilidade daquela morte: os populares compreenderam o gesto de Zé do Burro.


Questão discursiva - O Pagador de promessas

Questão 01
A leitura do trecho de O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, abaixo, nos remete ao problema da grande concentração de terras no Brasil, onde poucos latifúndios ocupam a maior parte do total da área brasileira.
(...)
ROSA
E não foi só isso. Ele prometeu também repartir o sítio com
aquela cambada de preguiçosos.
ZÉ
Que preguiçosos. Gente que quer trabalhar e não tem terra.
REPÓRTER
Repartir o sítio... Diga-me, o senhor é a favor da reforma
agrária?
ZÉ
(Não entende). Reforma agrária? Que é isso?
REPÓRTER
É o que o senhor acaba de fazer em seu sítio. Redistribuição
das terras entre os lavradores pobres.
ZÉ
E não estou arrependido moço. Fiz a felicidade de um bocado
de gente e o que restou pra mim dá e sobra.
[...]
REPÓRTER
Mas, e se os sem-terra resolvessem se apossar das terras não
cultivadas?
ZÉ
Ah, era muito bem feito. A terra deve ser de quem trabalha.
(...)
Fonte: GOMES, Dias. Segundo Ato. In: O Pagador de Promessas. 44ª. ed. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2006. p. 88-89.

a) Vários conflitos ocorreram ao longo da história com o objetivo de promover uma melhor distribuição das terras. No final do século XIX e no início do século XX, dois desses conflitos, envolvendo questões fundiárias e messiânicas (religiosas), resultaram em guerras.

Cite quais foram as duas guerras, bem como as regiões em que ocorreram.

b) Os diversos conflitos fizeram surgir duas figuras que estão frequentemente envolvidas nas disputas pela posse da terra: o posseiro e o grileiro. Caracterize as figuras do posseiro e do grileiro e cite o Complexo Regional Brasileiro que, atualmente, mais sofre com a ação dos grileiros.

Fonte:COPERVE CONCURSO VESTIBULAR-UFSC/2009 – SUPLEMENTAR PROVA 3

Figuras de linguagem - ATIVIDADES

Não deixe de ver os vídeos na postagem abaixo.

Leio o artigo sobre Figuras de linguagem

Questões:

01. (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo", a figura de linguagem presente é chamada:

a) metáfora
b) hipérbole
c) hipérbato
d) anáfora
e) antítese


02. (PUC - SP) Nos trechos: "O pavão é um arco-íris de plumas" e "...de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira..." enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente:

a) metáfora e polissíndeto;
b) comparação e repetição;
c) metonímia e aliteração;
d) hipérbole e metáfora;
e) anáfora e metáfora.


03. (PUC - SP) Nos trechos: "...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major" e "...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:

a) prosopopéia e hipérbole;
b) hipérbole e metonímia;
c) perífrase e hipérbole;
d) metonímia e eufemismo;
e) metonímia e prosopopéia.


04. (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a
figura de linguagem chamada:

a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número


05. (ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras?

a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo)
b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopéia)
c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número)
d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração)
e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia)


06. (UM - SP) Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse:

a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos de muita força para sobreviver.
b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório.
c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades.
d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios.
e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento.


07. (FEI) Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos abaixo:

I.   "Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste."

II.  "A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão."

III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam."

IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos."

a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo;
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto;
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato;
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo;
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma.


08.
(FEBA - SP) Assinale a alternativa em que ocorre aliteração:

a) "Água de fonte .......... água de oceano ............. água de pranto. (Manuel Bandeira)
b) "A gente almoça e se coça e se roça e só se vicia." (Chico Buarque)
c) "Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me então." (Clarice Lispector)
d) "Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da mesma cor." (Mário Quintana)
e) N.d.a.

                         
09. (CESGRANRIO) Na frase "O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de gradação. Não há gradação em:

a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou.
b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.
c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se.
e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.


10. (FATEC) "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima:

a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes."
b) "Nasci na sala do 3° ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."



Resolução:

01. E 02. A 03. E 04. E
05. C 06. C 07. B 08. B
09. E 10.C

quarta-feira, 9 de março de 2011

Orientação para trabalhos acadêmicos.

Orientação programada em aulas.

Conforme a necessidade do aluno.
- Projeto de Pesquisa
- Resumos
- Resenhas
- Fichamento
- Artigo científico
- Monografia
- Teses
-Estudo de caso
-Apresentações no data show
-Ditação e formatação.
- Preço de acordo com o número de aulas.
-Valor hora/aula - 40,00 

Maiores informações pelo email: fatimaassers38@hotmail.com 
ou pelos telefones:
(34)32245586
(34)9149 2401 


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A gramática que não ensina o certo (nem o errado)

Linguista defende o ensino do português falado no Brasil. Para ele, a aprendizagem da língua deveria ocorrer de um modo exatamente contrário ao vigente: "do texto à sílaba, e não o inverso".
Por: Thiago Camelo
Publicado em 03/08/2010 | Atualizado em 03/08/2010
A gramática que não ensina o certo (nem o errado)
O linguista Ataliba Teixeira de Castilho é tietado na SBPC. Dezenas de professores-fãs foram assistir à sua conferência (foto: Thiago Camelo).
Quinta-feira passada, reta final da reunião anual da SBPC. Em Natal (RN), o renomado linguista Ataliba Teixeira de Castilho faz conferência sobre uma das correntes de estudo que ele ajudou a fundar: a pesquisa sobre o português brasileiro.
Ataliba tem fala bem mansa e simpática. Não imposta a voz. Ao contrário, às vezes come letras, suprime sílabas. E a verdade é que não tem a melhor das dicções. Parece saber disso e não ligar.
Não liga, muito provavelmente, porque defende justamente o estudo do português falado nas ruas. Coordena, inclusive, um grupo de nome autoexplicativo, o Para uma História do Português do Brasil.
O PHPB, como é mais conhecido, é um congregação de professores espalhados por 11 estados do país que se propõe a pesquisar, de modo colaborativo e coletivo, os meandros do português brasileiro.
Dos estudos desse grupo, já saíram dezenas de livros sobre o tema. O mais conhecido é o projeto de cinco volumes da Gramática do português culto do Brasil.
Este ano, Ataliba lançou o seu novo livro: a Nova gramática do português brasileiro
Este ano, Ataliba lançou o seu novo livro. Mais uma tentativa de se aprofundar no português falado por aqui. É a Nova gramática do português brasileiro.
Na SBPC, seguimos o professor no caminho até a livraria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (a UFRN sediou o evento). Era dia do lançamento de seu novo livro por lá.
Nova gramática
Ataliba – tratado como estrela pop pelos professores que acompanharam sua conferência – parecia alheio à badalação ao seu entorno. É de tipo raro, daqueles que parecem viver desligados da vaidade e das chancelas acadêmicas (ele tem vínculo como professor e pesquisador na Universidade Estadual de Campinas e na Universidade de São Paulo).
No percurso dentro do campus, o linguista conversou conosco sobre a situação atual do português brasileiro no país.
"Português não é uma língua difícil, é uma língua mal ensinada", diz o professor.
CH On-line: Ainda há sentido na expressão 'língua culta'?
Ataliba Teixeira de Castilho: A opção pela língua culta é puramente política. A língua culta é a língua do Estado. A questão é que não há uma diferença muito grande entre a língua culta e a popular, das pessoas não escolarizadas. O que nós notamos nesses últimos anos é que houve uma aproximação bem grande entre ambas. Isso relativizou um pouco este rótulo 'língua culta'.
Eu acho que o ensino deveria tirar o foco dessa questão e se voltar mais para a forma como um falante comum produz a linguagem. É um deslocamento de ponto de vista importante para o ensino, porque não é excludente. Ao contrário, é mais científico e mais interessante.
Mas aí vem a questão: como inserir o ensino do português brasileiro nas salas de aula do ensino básico?
"Uma boa estratégia de ensino é refletir com os alunos sobre como essa língua foi adquirida e como eles se desenvolvem ao falar o português"
A questão agora realmente é produzir uma gramática para o uso escolar. Bom, os alunos já falam a língua. Uma boa estratégia é refletir com os alunos sobre como essa língua foi adquirida e como eles se desenvolvem ao falar o português. Que mecanismos mentais acionam para poder falar e escrever. Ou seja, fazer uma espécie de arqueologia da língua que eles já falam e já escrevem antes de tentar aprimorar uma coisa ou a outra.
Agindo assim, você ajuda o aluno a ter um entendimento linguístico melhor, o que acaba se refletindo na sua vida prática.
E como se daria, no dia a dia, esse tipo de ensino?
A primeira pergunta seria a seguinte: o que acontece quando as pessoas conversam? Que conhecimento linguístico nós revelamos enquanto conversamos?
Depois de esgotar essa agenda em sala de aula, a ideia é produzir um texto e perguntar: como esse texto está organizado, como a linguagem difere de uma interação livre? Que tipo de processo se desenvolveu? Falar da elaboração e das intercalações do tema, das voltas que a gente dá.
A terceira etapa é focalizar a parte menor que está dentro do texto. Essa unidade é a sentença. Aqui vamos verificar como se estruturou a sentença, que tipo de sintaxe se juntou, que tipos essa sentença tem...
E o ensino das regras de gramática que conhecemos hoje?
Só depois de tudo isso entramos nessas questões mais profundas. E sempre a partir do material fornecido pelos próprios alunos. Indicando ao estudante: "olha o conhecimento que você já tinha e não tinha consciência que tinha".
Quando esgotarmos a pauta da sintaxe, vamos para a morfologia, que é a estrutura das palavras, e finalmente para a fonética.
No fundo, eu proponho uma estrutura inversa da convencional. Proponho que se comece pelo texto para, só no final, chegar nos sons. Ou seja, nas vogais, consoantes e sílabas.
Não podemos começar ensinando algo abstrato na vida dos alunos. Depois saem por aí dizendo que português é uma língua difícil. Não é uma língua difícil. É uma língua mal ensinada.   

Thiago Camelo

Ciência Hoje

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Escola de competências ...Lançamento de diversos cursos em março de 2011!


Criatividade em Produção Textual – Escrita e medo
Uma excelente oportunidade para começar o semestre letivo dedicando-se ao aprimoramento do seu texto, de forma lúdica e eficaz! A prova de Redação ou Produção Textual é fator cada vez mais decisivo em concursos, vestibulares e como classificatória, na nova prova do Enem. Além de ser critério de desempate em muitas provas, seu peso relativo tem-se tornado maior, em diversas instituições.  E ainda, nas PROVAS ABERTAS, em qualquer disciplina, a CLAREZA, a COERÊNCIA, a COESÃO e o PODER DE SÍNTESE são ingredientes indispensáveis, representando a diferença, na hora da disputa por uma vaga.
Discutiremos ainda, as relações secretas, mas cruciais, que ligam o medo à criação de textos e à própria existência.
Pensar o medo de escrever, pensar a resistência à escrita, é sempre uma das maneiras mais interessantes e potentes de libertar-se para o ato de escrever. Como idéia guia uma frase de Clarice Lispector: “Com medo ninguém escreve.”

Carga horária
- Doze horas-aula, distribuídas em quatro semanas.

Escola de competências
Rua duque de Caxias, 720
Fones: 3224 5586 – 9149 2401 

Oficinas para professores
As vagas serão limitadas
A lista de material da oficina escolhida será entregue no ato da inscrição ou enviada por email.

Contando histórias: imaginação e encantamento
Acontece: dias 29 e 30 de março de 2011
Manhã: 7:30 h às 11:30 h
Tarde: 13h às 17h
Investimento: 80,00

Objetivos específicos da oficina
Sensibilizar a todos que se interessem pela arte de contar histórias da sua importância na formação do indivíduo quer como instrumento de ensino e autoconhecimento, como ferramenta na busca de uma maior expressividade artística e verbal ou como elemento dinamizador de grupos e da leitura em instituições;
* Incentivar educadores e interessados em geral a utilizar a narração de histórias como valioso recurso na educação e formação do ser humano.


Oficina de produção de materiais de alfabetização
Acontece: dia  06 de abril de 2011
Manhã: 7h às 12h
Tarde:13:30 às 18:30
Investimento: 80,00
Jogos na educação matemática: aprendizagem e prazer.
Acontece: dias 12 e 13 de abril
Manhã: 7:30 h às 11:30 h
Tarde: 13h às 17h
Investimento: 80,00

Práticas de leitura, escrita e reflexão  -  curso para crianças
Trata-se de um curso para crianças que inclui as habilidades como ouvir, falar, ler, escrever e pensar.

Aulas modernas e dinâmicas e que iniciam os pequenos à reflexão e estimulo à leitura.
“Guimarães Rosa me disse uma coisa que jamais esquecerei tão feliz me senti na hora: disse que me lia "não para a literatura, mas para a vida"
Clarice Lispector.

·        As atividades serão específicas por faixa etária

Carga horária:  Semestral - 18 aulas
Turmas: Manhã e tarde
8 h às 12h  e  13h às 17hs
Início : 18 de março
Valor: 5 parcelas de R$ 130,00

Aprender assusta? Ler é complicado?

Dinamize-se - Atualize-se - Qualifique-se 

Falar em público (oratória), leitura dinâmica, técnicas de memorização e gerenciamento do tempo são vantagens dos  profissionais da Era da competência.

Carga horária
Dezesseis horas-aula.
Início das aulas –
16 de março de 2011

Nós da ESCOLA DE COMPETÊNCIAS formamos uma equipe que acredita na Educação para o Desenvolvimento Humano como principal foco de sua atuação cotidiana. Apostamos na criatividade como uma competência, que pode ser gerida, incrementada e potencializada, por meio de técnicas específicas, eficazes, multidisciplinares, que investe na transdisciplinaridade, encarando o aprendiz como fonte transbordante de possibilidades.Protagonistas de sua história de aprendizagem.  Venha nos conhecer!


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Carta de um aluno ( transcrita na íntegra, sem correções) ...Que o desabafo possa servir para relevantes reflexões sobre o nosso verdadeiro e importante papel .

Prezados amigos,  
Primeiro dia de aula de redação, a professora se apresentou e disse que gostaria de fazer uma avaliação com os alunos para verificar o nível da turma. Pediu para que ninguém se preocupasse, pois não iria exigir muito da turma. O exercício constava em elaborar uma redação. O tema seria livre e não haveria nenhuma restrição quanto a quantidade de linhas do texto. O tempo previsto para o término da redação seria de uma hora e vinte minutos. Naquele exercício só haveria uma exceção, não seria admitido escrever sobre esportes. Na concepção da professora, esse era o tema mais explorado pelos alunos, ou seja, o mais “batido”.
De caneta na mão e papel rascunho em cima da mesa, comecei a pensar no que escrever. Em princípio, nenhuma idéia me veio à cabeça. O tempo começou a passar e nem ao menos havia decidido sobre qual assunto iria escrever. Após alguns calafrios e a sensação de que não iria conseguir fazer nada, surgiu a idéia de descrever aquilo que estava se passando comigo naquele momento. Após muito sofrimento, consegui redigir algumas linhas. Em torno de vinte.
No texto, descrevi sobre aqueles momentos e, também, sobre o fato de não poder falar sobre os esportes. E, numa infeliz referência feita no texto, perguntei se a professora, quando criança, não havia sofrido algum tipo de trauma nas aulas de educação física, simplesmente, pelo fato dela ter excluído o tema esportes. Realmente fui muito infeliz nessa colocação. Não tive a menor intenção de desmerece-la ou julgá-la. Entretanto, aquelas vinte linhas redigidas com a maior dificuldade, haveria de ser o meu martírio por muito tempo. E isso ocorreu depois da correção do teste. A professora ao corrigir o texto, fez alguns comentários que até hoje não consigo apagar de minha mente. Ela afirmou que existiam alunos despreparados, SEM NADA NA CABEÇA, que não sabiam falar de outro assunto a não ser aquele. A prova disso era aquele texto, ridículo, merecedor de um zero. Li uma, duas, três e reli várias outras vezes. Não conseguia acreditar naquilo. O texto feito com tanta dificuldade e sofrimento, porém com comentários tão pejorativos.
Na sala todos os outros alunos comentavam sobre o teste, menos eu. Peguei a redação e a escondi. Pedi licença a professora e fui chorar num canto do banheiro. Por ali, permaneci até ao final da aula. Foi uma experiência horrível da qual jamais comentei com ninguém. E o pior, foram as conseqüências do fato. Toda vez que a professora entrava na sala de aula sentia a maior vontade de sumir, de correr, de estar em qualquer lugar, menos ali. Foi um ano escolar muito difícil. Minhas notas em redação durante todo aquele ano foram baixíssimas, entretanto acabei passando de ano em função das boas notas tiradas em gramática.

Para motivar a leitura e a produção textual....Algumas dicas!

Podemos utilizar de estratégias cotidianas e eficazes que criam ambientes educativos motivadores para a leitura e a produção textual. Em conjunto, elas proporcionam alegria, interesse e clima propício aos alunos, para receberem atividades, despertando-os para o fascinante mundo da literatura, dos bons textos e da escrita como um prazer. Veja algumas dicas: 
 
1. Faça leituras em voz alta e diferentes gêneros textuais para seus alunos. Diferentes e sem pré-conceitos. Lembre-se que o alunado é uma fonte de diversidades. Assim, procure ler textos, tanto literários quanto jornalísticos, poéticos, letras  de musica, trechos de blogs juvenis.Isso é importante  também para que os alunos se familiarizem com diferentes gêneros textuais.

2. Substitua as cansativas correções, por revisões coletivas, para que o aluno-escritor identifique-se como leitor e artífice de sentido.


3. Conte histórias e casos. Estimule seus alunos a fazerem o mesmo. Crie a hora do caso, um momento, por menor que seja, em que eles possam falar de  ações e acontecimentos de suas realidades.

4. Tenha à mão uma atividade que desperte a curiosidade e o prazer. Ao contar uma história, crie climas, envolva os alunos. Incentive o uso dos cinco sentidos na criatividade da escrita.


5. Utilize conceitos e trabalhe-os em projetos concretos. Aplique a Gramática em atividades que envolvam pesquisa, jornais, rádios experimentais, trocas de cartas, bilhetes.


6. Evite a produção sem sentido. Sempre que possível, defina o que vai ser escrito, para quem e para quê. Fique atento aos temas da escola, do bairro, da cidade, do mundo. Um exemplo:peça-lhes que redijam uma carta ao autor de uma novela, colaborando com uma nova ideia para o final da trama que já foi revelada.Utilize os textos veiculados na internet, com os quais os alunos já estejam familiarizados e faça atividades de reescrita levando-os a refletir sobre a linguagem utilizada na internet, seus erros e acertos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Educação e vida...

Enquanto quebro a cabeça tentando descobrir como postar
minhas atividades aqui, aproveito para compartilhar
com você esse vídeo do Prof. Sérgio Motta
Vale a pena parar e refletir sobre o texto.
Espero que lhe seja proveitoso.

domingo, 17 de outubro de 2010

Meus livros.

Vou deixar aqui postado a capa( por enquanto, logo postarei atividades) de uma das minhas
coleçòes de livros didáticos.
Aos poucos colocarei algumas amostras de exercícios
que foram criados a partir da minha experiência em sala de aula.
Criei um material que atende às necessidades do professor
não tem tempo, que chega em casa exausto depois de um dia de
aulas e ainda tem que folhear mil livros para encontrarque atividades
adequadas. E olha, venhamos e covenhamos: na maioria das vezes, ele não encontra.
Não tenho a pretensão de dar receitas, já disse isso.
Quero apenas aliviar a carga do professor e contribuir para aulas mais dinâmicas, criativas e interessantes para o educando. 
O que pretendi fazer afinal, é um material em que o professor encontre informação e atividades para utilização em sala de aula. E transformar isso em material impresso, é uma tentativa de fazer com que o professor tenha uma ambiência de formação, uma oficina de trabalho, em que pode lidar com o oral e o escrito.
Espero que gostem!
Abraços!
Fátima

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Começando...

Bom dia pessoal,
estou aqui ansiosa para concluir o meu blog e começar as postagens.
Publicarei aqui artigos importantes para o trabalho de professores e
atividades desenvolvidas em sala de aula com seus devidos resultados.
Acredito que um dos grandes desafios do educador é ser criativo,
inovar por sua própria capacidade e pesquisa.
É muito mais fácil encontrar algo pronto e copiar. Simplesmente fazer várias cópias e entregar aos seus alunos sem avaliação prévia do material, sem a certeza de que tal exercício adequa-se às necessidades de seu aluno, da sua sala!
Levanto aqui a bandeira da criatividade. Do pensamento próprio. Da forçade vontade, e acima de tudo do compromisso de ser e fazer o melhor peloaluno que chega até você!
É a nossa obrigação fazer a diferença na vida de cada um deles. É a nossa obrigação elevar o nível da nossa profissão para que sejamos respeitadas, para que tenhamos dignidade e possamos reivindicar bons salários e todo o tipo de melhoria para nossa classe tão desvalorizada.
Faça parte desse movimento você também!
Aguarde em breve posts interessantes para inovar seu trabalho!
Abraços!
Fátima.

Postagem em destaque

Curso completo: Português para concursos – com bônus de Redação - em Uberlândia - Aulas particulares

Nesse curso, além das aulas de Língua portuguesa, todo aluno matriculado, receberá - totalmente de graça - suporte à prática de re...