quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Como escrever números na redação do ENEM, de concursos e vestibulares?


                                          
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Dados estatísticos, índices percentuais datas históricas: tudo isso enriquece bastante a redação, . mas você sabe a forma correta de escrever esses números no seu texto?

Saiba que, quando escritos, os algarismos matemáticos precisam seguir as normas da Língua portuguesa.

Muito simples:

  • Numerais que podem ser escritos com uma palavra devem aparecer por extenso: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, quatorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, vinte, trinta, quarenta, cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa, cem, duzentos...e por aí a fora.

  •  Nunca inicie uma frase com algarismos. Veja um exemplo:1960 foi um ano de importantes mudanças para o Brasil. Prefira escrever: Mudanças importantes para o Brasil aconteceram no ano de 1960.

A mesma regra se aplica aos índices percentuais:

  •      No início da frase, o correto é usar Setenta por cento – nunca 50%.


  •   As expressões - cerca de e aproximadamente - devem ser usadas com números arredondados. É incorreto dizer -  aproximadamente 436 mulheres sofrem abusos psicológicos.


  •     Já nas quantias em dinheiro, o R$ serve para indicar que o valor é em real, dessa maneira não é preciso repetir a moeda depois – é redundância. Por exemplo, o correto R$ 5 mil e não R$ 5 mil reais.


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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Como analisar a qualidade de um texto?




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Estabeleça uma ordem de qualidade, do melhor para o pior,  para os enunciados a seguir. (Tente justificar sua avaliação, baseado-se nos seus conhecimentos prévios). Só depois de ter feito o exercício e justificado suas respostas, veja as respostas.

a) Segundo os estudos em Dão Paulo, os fungo pode ser tratado de maneiras diferentes, cada tipo de fungos,, uns são tratados com pomada antimicótica no local, e os mais graves muitas vezes temos que recorrer aos antibióticos.

b) A presença dos funfos no conidiano das pessoas é inevitável. Em todos os lugares eles proliferam., causando problemas até mesmos complicados. Por maior que seja a precaução., estarão sempre em contato conosco, seja dentro de casa, em roupas úmidas como toalhas, nos lugares públicos como praia ou piscina, salões de beleza, etc.

c)  Os fungos atacam tudo. Nas pessoas aparecem na pele, nas unhas, nos pulmões. Em qualquer parte do corpo.. Também aparecem em objetos propícios para sua proliferação, por exemplo em toalhas úmidas.

Resposta:
O enunciado mais claro e coeso, é o da letra C. Nele foram usadas frases curtas e obedecidas as regras de pontuação e da gramática da Língua portuguesa.

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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dissertação argumentativa - é assim que se faz!



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Modelo de redação - Direito à cidade

Redação de candidato (digitada, conforme o original) NOTA: 85,00
Observe a tabela de cores para entender a estrutura do texto dissertativo argumentativo

Introdução
  •  Vermelho: exposição do tema
  • Azul: moderador de sentido
  •  Verde: TESE
  • ·Preto: Moderadores de sentido


Desenvolvimento 1

  •  Vermelho: argumento) fato que comprova a TESE
  •   Azul: Estratégia argumentativa de causa e consequência e autoridade
  •    Verde: estratégia argumentativa usando um FATO real
  •   Marrom: estratégia argumentativa por exemplificação.
  •  Preto: Moderadores de sentido

Desenvolvimento 2
  •  Vermelho: argumento = fato
  •  Azul: estratégia argumentativa de autoridade
  •  Verde: estratégia argumentativa de exemplificação
  •   Preto: Moderadores de sentido.

Desenvolvimento 3

  •   Vermelho: argumento = fato
  •  Azul: estratégia argumentativa de autoridade
  •  Verde: estratégia argumentativa de solução
  •    Preto: Moderadores de sentido.

Conclusão

  • Vermelho::retomada da TESE
  • Verde: sugestão de solução para a TESE
  •  Laranja: retomada do TEMA
  •   Preto: Moderadores de sentido

Vamos ao texto

O direito à cidade transcende a mera faculdade de habitar o espaço urbano. Compreende, também, o reconhecimento de igualdade de oportunidades aos cidadãos que ali vivem, bem como deve assegurar que o progresso capitalista não aniquile os justos interesses do homem escolher onde residir. Dessa maneira, esse direito de visar ao desenvolvimento da cidade tendo em vista um meio ambiente salutar que permita o bem-estar de seus moradores atuais e futuros.

Para que haja igualdade de oportunidades, deve ser adotada uma política de reconhecimento que respeite os direitos das minorias sociais e promova a igualdade material e a dignidade das pessoas, conforme defende o filósofo Charles Taylor. Nesse sentido, as política públicas urbanas precisam focar medidas que efetivamente permitem o uso da cidade por todas as pessoas. São exemplos a construção de logradouros públicos destinados a práticas esportivas as mais variadas, assim como o fomento de condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção.

 O direito à cidade também necessita ser garantia contra os possíveis abusos decorrentes do progresso capitalista. Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a promessa neoliberalista de que o avanço progressista levaria benefícios também aos mais pobres é uma falácia. Porém, o que se vê como resultado do avanço capitalista é o desrespeito aos direitos dos menos favorecidos social e economicamente, como o que ocorreu com as desapropriações em massa de favelas bem localizadas para a construção de arenas para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

            Esse direito envolve, ainda a promoção do desenvolvimento da cidade respeitando o meio ambiente e o bem-estar das pessoas. Por bem-estar, entende-se além do prazer hedonista e individualista identificado pelo filósofo Gilles Lipovetsky. Esse sentimento deve ser o resultado de esforços coletivos, públicos e particulares, que visem à preservação ambiental e ao convívio respeito entre os habitantes e um mesmo espaço, com o escopo de realizar um ambiente saudável aos homens que o habitam ou habitarão.

Portanto, nota-se que o direito à cidade vai muito além do simples direito à vida urbana. Ele pressupõe a implementação de políticas que promovem a igualdade, que impeçam abusos decorrentes do capitalismo, bem como que assegurem um ambiente adequado à vida urbana coletiva.


Se você tiver alguma dúvida sobre DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA  deixe nos comentários. Faremos o possível para responder.



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domingo, 3 de setembro de 2017

Como aprender a usar, definitivamente, os porque - Curso de redação Para concursos, vestibulares, ENEM, ENCEJA . Curso de redação empresarial

     
   


                                Contato: (34) 9 9149 2401
         Regras para usar o porquê corretamente, existem aos montes, porém dificilmente nos lembramos delas quando precisamos e não podemos consultar o Google. É verdade?. Sabendo dessa dificuldade, as bancas de Concurso e vestibulares exploram o assunto.
Nesse contexto, vão aqui algumas dicas práticas e por isso fáceis de guardar. Na verdade, são maneiras de você aprender a usar os porquês e não decorar regras.

  • Por que: usa-se quando puder ser substituído por "pelo qual".
1: há duas palavras separadas e nenhum acento em "por que". Esta será substituída também por duas palavras separadas e sem acento - pelo qual.

Esse é o curso POR QUE sempre procurei.
Esse é o curso PELO QUAL sempre procurei

2: quando houver a possibilidade de acrescentar a palavra motivo, trocamos por pelo qual ou por qual. Observe:
POR QUE faz tanto calor?
POR QUAL MOTIVO faz tanto calor?

Preciso entender POR QUE minha nota foi ruim.
Preciso entender POR QUAL MOTIVO minha nota foi ruim.

  • Porque: usa-se para substituir o conectivo "pois". Ou seja, o porque junto e sem acento é usado para explicar um fato.
 3: há somente uma palavra, e sem acento.  Sua substituição se dará também por uma palavra, sem acento. Usa-se em resposta: 

O carro não ficou pronto PORQUE choveu.
O carro não ficou pronto, POIS choveu.

Viajamos PORQUE as crianças estão de férias.
Viajamos, POIS as crianças estão de férias.
  • Porquê: usa-se, quando puder ser substituído pela palavra Razão.
 4: há uma palavra e um acento. Já em "razão", existe uma palavra e um traço de nasalidade (~).

Tento encontrar um PORQUÊ de tanta violência.
Tento encontrar uma RAZÃO de tanta violência.


5
: há possibilidade de flexão, nesse caso.
Jamais entenderei os seus PORQUÊS.
Jamais entenderei as suas RAZÕES.
  • Por quê: é empregado em um caso único - final de frase ou quando a expressão estiver isolada.
A loja estava fechada, POR QUÊ?
Tantas pessoas passando fome, POR QUÊ, autoridades não fazem nada? ?


Então, viu que ficou bem mais fácil? Qualquer dúvida, ligue:


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Redação FCC - Compreenda os TEMAS recentes cobrados nas provas Redação - Uberlândia






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        A prova de redação da banca FCC costuma assustar concurseiros novatos e veteranos, mas calma: aprender a lidar com os TEMAS e CRITÈRIOS cobrados por essa banca o ajudará muito!
Sabemos que a redação é um dos pontos fracos de concurseiros e vestibulandos – mas é perfeitamente possível aprender tim tim por tim tim  e melhorar muito suas notas.

Vamos lá:

Como interpretar os TEMAS de redação da Fundação Carlos Chagas (FCC)?

A partir do final do ano de 2016 a FCC tem trazido em suas propostas de redação, pequenos textos motivadores, para dar suporte ao TEMA. Nas provas anteriores a esse período era apresentada ao candidato, apenas a frase TEMA. Veja que já melhorou bastante, você concorda?

Como agir diante de uma proposta de redação desse modelo?
Observe a proposta:

TRT – 20ª – AJA/2016

O direito à cidade não pode ser concebido como um simples direito de visita ou de retorno; só pode ser formulado como direito à vida urbana. (Adaptado de: LEVEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo, Centauro, 2011)

Entende-se por gentrificação (do inglês gentrification, “tornar nobre”) o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tais como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada. (http://www.pbs.org/pov/flagwars/what-is-gentrification/)

A partir dos excertos acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema:
Direito à cidade
Após leitura bem feita do texto, você deve fazer um levantamento de tudo o que sabe sobre o Direito à cidade:
·        
  •  a Conhecimento acadêmico – tudo o que você aprendeu na escola e pode ser relacionado ao tema. É muito importante aprender a fazer esse tipo de redação. 

               Outro link importante

  •       Conhecimento de mundo – vivências – o que você já viu na prática – sobre o tema em questão.


Dica importantíssima

Aprenda a fazer esquemas rápidos, chuva de ideia, mapa mental – essa prática o ajudará guardar informações e aprendizagens, o que será fundamental para discutir qualquer tema

Exemplo de esquema fácil e rápido – para fazer na hora da prova:

Ideias sobre o tema:

  • O que significa direito à cidade?
  • Pensar a crise urbana teórica e praticamente
  • O direito à cidade envolve problemáticas: moradia, trabalho, educação, comercialização de mercadorias e produtos, educação, transporte, direito às diferenças, políticas públicas, etc.
  •  Quais são as perspectivas atuais sobre o tema?
  • O direito à cidade é eficiente na atualidade?
  •  Que autores falam ou discutem esse tema? Quais são as ideias de cada um?
  • Ao discutir o direito à cidade é possível citar o mundo ou apenas o Brasil?
  •    Pense na filosofia e na Sociologia: o que você aprendeu estudando essas ciências e que pode ser relacionado ao tema? Marx e capitalismo te lembram algo?


Percebeu o quanto é importante que você seja um sujeito leitor e que essa leitura tenha significado para você


Para pensar:

Quem não lê bem, não escreve bem!


Modelo de redação - Direito à cidade

Redação de candidato (digitada, conforme o original) NOTA: 85,00
Observe a tabela de cores para entender a estrutura do texto dissertativo argumentativo

Introdução
  •  Vermelho: exposição do tema
  • Azul: moderador de sentido
  •  Verde: TESE
  • ·Preto: Moderadores de sentido


Desenvolvimento 1

  •  Vermelho: argumento) fato que comprova a TESE
  •   Azul: Estratégia argumentativa de causa e consequência e autoridade
  •    Verde: estratégia argumentativa usando um FATO real
  •   Marrom: estratégia argumentativa por exemplificação.
  •  Preto: Moderadores de sentido

Desenvolvimento 2
  •  Vermelho: argumento = fato
  •  Azul: estratégia argumentativa de autoridade
  •  Verde: estratégia argumentativa de exemplificação
  •   Preto: Moderadores de sentido.

Desenvolvimento 3

  •   Vermelho: argumento = fato
  •  Azul: estratégia argumentativa de autoridade
  •  Verde: estratégia argumentativa de solução
  •    Preto: Moderadores de sentido.

Conclusão

  • Vermelho::retomada da TESE
  • Verde: sugestão de solução para a TESE
  •  Laranja: retomada do TEMA
  •   Preto: Moderadores de sentido

Vamos ao texto

O direito à cidade transcende a mera faculdade de habitar o espaço urbano. Compreende, também, o reconhecimento de igualdade de oportunidades aos cidadãos que ali vivem, bem como deve assegurar que o progresso capitalista não aniquile os justos interesses do homem escolher onde residir. Dessa maneira, esse direito de visar ao desenvolvimento da cidade tendo em vista um meio ambiente salutar que permita o bem-estar de seus moradores atuais e futuros.

Para que haja igualdade de oportunidades, deve ser adotada uma política de reconhecimento que respeite os direitos das minorias sociais e promova a igualdade material e a dignidade das pessoas, conforme defende o filósofo Charles Taylor. Nesse sentido, as política públicas urbanas precisam focar medidas que efetivamente permitem o uso da cidade por todas as pessoas. São exemplos a construção de logradouros públicos destinados a práticas esportivas as mais variadas, assim como o fomento de condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção.

 O direito à cidade também necessita ser garantia contra os possíveis abusos decorrentes do progresso capitalista. Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a promessa neoliberalista de que o avanço progressista levaria benefícios também aos mais pobres é uma falácia. Porém, o que se vê como resultado do avanço capitalista é o desrespeito aos direitos dos menos favorecidos social e economicamente, como o que ocorreu com as desapropriações em massa de favelas bem localizadas para a construção de arenas para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

            Esse direito envolve, ainda a promoção do desenvolvimento da cidade respeitando o meio ambiente e o bem-estar das pessoas. Por bem-estar, entende-se além do prazer hedonista e individualista identificado pelo filósofo Gilles Lipovetsky. Esse sentimento deve ser o resultado de esforços coletivos, públicos e particulares, que visem à preservação ambiental e ao convívio respeito entre os habitantes e um mesmo espaço, com o escopo de realizar um ambiente saudável aos homens que o habitam ou habitarão.

Portanto, nota-se que o direito à cidade vai muito além do simples direito à vida urbana. Ele pressupõe a implementação de políticas que promovem a igualdade, que impeçam abusos decorrentes do capitalismo, bem como que assegurem um ambiente adequado à vida urbana coletiva.


Se você tiver alguma dúvida sobre DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA  deixe nos comentários. Faremos o possível para responder.



Fátima Oliveira

É fundadora da Escola Palavra Perfeita - cursos e treinamentos. Professora de redação. Mestre em Educação. Especialista em retórica e argumentação. Já capacitou milhares de pessoas a falar e escrever melhor.


                  Contato: (34) 9 9149 2401

O que é argumentar?


                


        Há quem pense que argumentar é apenas expor os seus preconceitos de uma forma nova. É por isso que muita gente considera que argumentar é desagradável e inútil, confundindo argumentar com discutir. Dizemos por vezes que discutir é uma espécie de luta verbal. Contudo, argumentar não é nada disso.

                […] “Argumentar” quer dizer oferecer um conjunto de razões a favor de uma conclusão ou oferecer dados favoráveis a uma conclusão. […] Argumentar não é apenas a afirmação de determinado ponto de vista nem uma discussão. Os argumentos são tentativas de sustentar certos pontos de vista com razões. Neste sentido, os argumentos não são inúteis; na verdade, são essenciais.

                Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque constituem uma forma de tentarmos descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser defendidas com boas razões e outras com razões menos boas. No entanto, não sabemos na maioria das vezes quais são as melhores conclusões. Precisamos, por isso, de apresentar argumentos para sustentar diferentes conclusões e, depois, avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons.

                Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação. Alguns filósofos e ativistas argumentaram, por exemplo, que criar animais só para produzir carne causa um sofrimento imenso aos animais e que portanto é injustificado e imoral. Será que têm razão? Não podemos decidir consultando os nossos preconceitos. Estão envolvidas muitas questões. Por exemplo, temos obrigações orais para com outras espécies ou o sofrimento humano é o único realmente mau? Podem os seres humanos viver realmente bem sem carne? Alguns vegetarianos vivem até idades muito avançadas. Será que este facto mostra que as dietas vegetarianas são mais saudáveis? Ou será irrelevante, tendo em conta que alguns não vegetarianos também vivem até idades muito avançadas? (É melhor perguntar se há uma porcentagem mais elevada de vegetarianos que vivem até idades avançadas.) Terão as pessoas mais saudáveis tendência para se tornarem vegetarianas, ao contrário das outras? Todas estas questões têm de ser apreciadas cuidadosamente, e as respostas não são, à partida, óbvias.

                Os argumentos também são essenciais por outra razão. Uma vez chegados a uma conclusão baseada em boas razões, os argumentos são a forma pela qual a explicamos e defendemos. Um bom argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso oferece razões e dados suficientes para que as outras pessoas possam formar a sua própria opinião. Se o leitor ficar convencido que devemos realmente mudar a forma como criamos e usamos os animais, por exemplo, terá de usar argumentos para explicar como chegou a essa conclusão: é assim que convencerá as outras pessoas. Ofereça as razões e os dados que o convenceram a si. Ter opiniões fortes não é um erro. O erro é não ter mais nada.»


A. WESTON,  A arte de argumentar, Lisboa, Gradiva, 1996, 13-15



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Redação Oficial - O Vocativo e o Pronome de Tratamento



CUIDADO!

Há diferença entre Vocativo e Pronome de Tratamento no que diz respeito ao uso nas redações oficiais!

Vamos lá:

VOCATIVO: há apenas dois.

Excelentíssimo Senhor
 - para Chefes de Poder (Presidente da República; Presidente do Supremo Tribunal Federal; Presidente do Congresso Nacional)

Senhor - para os demais. (Senador; Governador; Ministro; Juiz; etc.)

PRONOME DE TRATAMENTO: também há apenas dois. Com algumas ressalvas para Reitor, para autoridades eclesiásticas.

Vossa/Sua Excelência - para as autoridades, desde o Presidente da Câmara Municipal até o Presidente da República – para este nada deve ser abreviado.

Vossa/Sua Senhoria - para servidores em geral e particulares.

Algumas observações:

  1. quanto ao uso de Vossa ou de Sua: Vossa Excelência se dá quando se fala diretamente com a pessoa (com quem se fala). Sua Excelência se dá quando se fala da pessoa (de quem se fala).

Encaminho a V.Exª o projeto de lei de autoria de S. Exª o deputado XY dos Santos.

  1. quanto ao gênero: concorda-se com a pessoa a quem o adjetivo/numeral/pronome se refere.

V.Exª está atarefada (se mulher) / atarefado (se homem) e não atenderá no período da tarde.

  1. não se usa mais Digníssimo (D.D) nem Ilustríssimo (Ilmo.)
  2. evite-se o uso de Doutor (Dr.), por ser título acadêmico e não pronome de tratamento.




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