quarta-feira, 18 de abril de 2012

                 S O C O O O O O R R O !

     



Veja nesse link o resultado de um teste feito por empresa que seleciona candidatos.


 A triste realidade do estudante brasileiro que não sabe usar a sua língua!
Não é um dado novo, mas que se agrava a cada dia.Alunos tem dificuldade em estruturar um texto ou explicá-locom raciocínio lógico.
Às vezes pensamos que ter dificuldades para escrever é algo que ocorre com poucas pessoas. Isso não é verdade. A vivência com profissionais de diversas áreas mostra que não! E as dificuldades dos escreventes são muitas.. Veja mais algumas:

  • Escrevem como se estivessm conversando. É claro, há casos em que escrever dessa forma é completamente permitido. Tudo depende de o que escrevemos, para quem e com que finalidade. Se você escreve um e-mail para seu amigo e colega de trabalho contando como foi o final de semana, você escreverá de uma forma; se escreve um relatório para seu gerente relatando a visita a um cliente, a forma é outra. É uma questão de adequação.
  • Constroem um texto que mais parece uma junção de partes de outros textos. É o famoso ctrl C, ctrl V. Já que não conseguem escrever, copiam um pedacinho aqui… outro ali e pronto;
  • Usam pontuações inadequadas. Isso também é sério. Uma pontuação inadequada pode, entre outras coisas, dar um sentido diferente da intenção original.
 Essas são algumas dificuldades que repercutem diretamente no alcance dos objetivos dos profissionais e candidatos a vagas disponíveis no mercado de trabalho, bem como na imagem que desejam construir no leitor de seus textos.
É necessária uma mudança de atitude por parte da escola e  das famílias, que estão muito preocupadas com os resultados e não com a forma como é feita a aprendizagem e a qualidade do que se aprende.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

ENEM - 2013 - Acordo Ortográfico

Você que está se preparando para realizar a provas do ENEM 2013, deve agregar aos seus estudos o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que estava em vigor desde 2009.
Até o presente momento convivemos com as duas ortografias, mas a partir de 31 de dezembro de 2012, a nova ortografia passará a fazer parte da nossa realidade diária, portanto, fará parte do exame nacional, bem como, dos vestibulares que não adotarem o SISU como suas estratégias de seleção. 
ENEM 2013, Acordo Ortogr?fico, SISU

ENEM 2012 - Calendário

Em 2012 o Enem acontecerá nos dias 03 e 04 de novembro. A inscrição será provavelmente em maio ou junho, o aluno deve escolher um município mais próximo caso o dele não esteja entre as opções.
Como em todos os outros anos, dúvidas frequentes sempre hão de surgir. E, com o intuito principal de auxiliar vocês que farão as provas em novembro, vamos passar algumas informações sobre as assuntos, conteúdo, provas, gabarito, Local de Prova e inscrições do ENEM 2012.

COMO SE INSCREVER NO ENEM 2012
Logo após a divulgação do Edital do Enem deste ano, estarão abertas oficialmente as inscrições do Enem 2012.
O estudante que se inscreve informa alguns dados pessoais, como RG, CPF, nome completo, data de
nascimento, endereço e CEP no qual receberá, através dos Correios, um
cartão de confirmação da inscrição. Esse cartão contém o número de inscrição, a data, o horário, e o local onde a pessoa irá fazer as provas. Além do cartão, o local de prova ENEM 2012 sempre fica disponível em um endereço eletrônico divulgado pela organização do
Exame. Outra possibilidade de consulta dos locais de prova do ENEM é o Fala Brasil, no telefone 0800 616161.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) disponibiliza o Portal do Exame Nacional do Ensino Médio na internet (http://portal.inep.gov.br/web/enem).
Nele são divulgadas todas as informações necessárias sobre o processo.
Sempre que pudermos, faremos questão de informar sobre Datas e Inscrição ENEM 2012, como usar nota do ENEM no PROUNI e SISU, matérias que caem no ENEM, e diversas outras coisas.
Comece seus estudos desde já!
fonte: http://www.sitedoenem.org/enem-2012-inscricao.html
ENEM, data, inscri??o, dicas, informa?es, orienta?es.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Proposta de redação - Dissertação argumentativa




Os fragmentos de texto abaixo, oferecidos para a sua reflexão, apresentam situações distintas, mas que se identificam ao tratarem dos muros visíveis e invisíveis que separam as pessoas. Analise as ideias desses fragmentos e produza uma dissertação argumentativa em que você discuta a desigualdade reveladora de muros visíveis e invisíveis no Brasil.

Texto l
Todo muro tem dois lados. Se, do lado de cá, ele mpede o avanço do nosso descaso para com os pobres; do lado de lá, ele vai servir de trincheira, casamata e torre para os que se aproveitam da pobreza “criminosamente” [...]. Com o muro, concretiza-se o que o Zuenir Ventura diagnosticou como uma cidade partida que, murada, será irremediavelmente repartida.
DAMATTA, Roberto.O problema do muro no Brasil.
O Estado de São Paulo, 15 abr. 2009. Caderno 2. p. D
12.

Texto ll
O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. [...] Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros. Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. [...] Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas — só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso.
Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...” [...] Se não sentir fome ou dor, ele curte. Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós éque ficamos anormais com a sua presença.
JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O Estado de São Paulo, São Paulo, 14
abr. 2009. Caderno 2, p. D 10.

Texto lll
Vinte anos se passaram desde a queda do Muro de Berlim. A cidade comemora com uma programação rica em atividades. Pode-se conferir, por exemplo, uma grande exposição de fotografias na Alexander Platz ou ver de perto a restauração da East Side Gallery, um pedaço de muro ainda existente que se transformou numa galeria de arte a céu aberto. [...] Em Berlim, [...] tenho ouvido a afirmação recorrente de que o muro persiste enquanto paisagem interiorizada pelos habitantes da cidade. [...] Onde buscar esse muro internalizado? [...] Tudo isso faz pensar nas cidades brasileiras, onde os muros tomam conta da paisagem, seja segregando favelas e bairros populares, seja cercando os condomínios fechados dos bairros nobres. Berlim nos ensina que o muro é forma-conteúdo, é produto e também processo, reflete e condiciona o modo como uma sociedade lida com a diferença. O muro também produz a diferença e radicaliza a ocultação do “outro”, transforma diferença em segregação e desigualdade.
SERPA, A. Muros internalizados.
A Tarde, Salvador, 1o ago. 2009.
Caderno Opinião, p. A 3

Texto lV
Desde a Idade Média se erguem muros religiosos. O professor Theotônio dos Santos, da Universidade Federal Fluminense, explica que “as conquistas coloniais da Espanha e de Portugal, com seu cortejo de mortes e miséria, foram feitas em nome da salvação das almas atéias a serem convertidas. Tratava-se de expandir o objetivo inicial das cruzadas. Estas se confrontaram com a expansão vitoriosa do Islã, transformado no maior império da Idade Média”. Desde então, guerras e confrontos em nome de Deus alicerçam os muros religiosos. “Nunca faltaram pessoas que acreditassem nos motivos mais absurdos usados para respaldar as ambições econômicas e geopolíticas dos grupos no poder nas várias regiões do mundo. Muitos são líderes religiosos que se dedicaram a justificar os falcões em todos os lados das lutas armadas. Deus é um péssimo argumento numa guerra entre fundamentalistas religiosos”, enfatiza o professor Theotônio, lembrando da guerra do Iraque.
Um outro aspecto dos muros religiosos é levantado por Ariovaldo Ramos – os muçulmanos que gozam de liberdade no Ocidente para divulgar sua fé, mas não permitem que o mesmo seja feito em suas terras. “Isso é um muro religioso. Os islâmicos não querem os cristãos conspurcando os valores morais. Não querem suas mulheres como as nossas, nem falando, nem se comportando, nem se vestindo. E não querem o consumismo ocidental. Não há luta, apenas a postura contra uma figura mítica que é o Grande Satã, que para eles está tentando devorar a cultura, a religiosidade e a moral do seu povo”.
Nilza Valéria. Revista Enfoque


Bom trabalho!

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