sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Os Gêneros textuais

Os gêneros textuais agrupam-se de acordo com sua estrutura e finalidade. Há muito tempo a dissertação deixou de ser o único cobrado nos vestibulares, sobretudo nos exames da UFU(Universidade Federal de Uberlândia). Além da tradicional dissertação argumentativa, os alunos são provocados a escrever carta argumentativa, artigo de opinião, resenha, narração (conto ou crônica) ou notícia. Por meio desses gêneros, os candidatos devem demonstrar a capacidade de organizar ideias, estabelecer relações, fazer uso de dados e informações para elaborar argumentos sobre o tema.
Vale a pena relembrar:
Dissertação
Com esse tipo de texto busca-se apresentar, interpretar, discutir e analisar os assuntos por meio de exposições e argumentos. De um modo geral, tem-se cobrado a dissertação argumentativa para avaliar a capacidade de o aluno posicionar-se sobre o tema, demonstrar habilidade de argumentação e informatividade de forma bem objetiva.


Estrutura
Introdução do assunto a ser abordado. É o ponto de partida e o pretexto para se começar a discussão. Fique atento para não iniciar o texto na forma de resposta à pergunta feita na proposta, nem no meio da questão, pressupondo que o leitor já saiba do que se trata.
Desenvolvimento do ponto de vista apresentado na introdução, com a exposição dos elementos sobre o tema e os argumentos.
Conclusão com a retomada do pretexto inicial da redação por meio da costura, de forma concisa, dos principais pontos apresentados no desenvolvimento. Não apresente novos argumentos na conclusão, pois darão a falsa impressão ao leitor de que a redação prosseguirá.


Artigo de opinião
Trata-se de gênero similar à dissertação. Deve conter, também, introdução, desenvolvimento e conclusão. Contudo, diferencia-se por possibilitar ao autor expor de forma mais livre seu modo de pensar e seu ponto de vista sobre uma questão controversa. Enquanto na dissertação, as marcas da subjetividade devem ser minimizadas, no artigo de opinião elas podem estar presentes de forma mais explícitas.
Principais características:
·        destina-se a convencer o leitor por meio de uma argumentação sustentada sobre essa posição;
·        em geral, o título já anuncia o seu ponto de vista;
·         possui unidade temática;
·         deve possuir progressão temática, buscando-se ampliar a reflexão e os exemplos.
Carta argumentativa
Trata-se de gênero similar à dissertação e também deve apresentar introdução, desenvolvimento e conclusão. Não podem faltar:
·        cabeçalho com nome da cidade e data. Ex: Florianópolis, 30 de junho de 2010;
·         vocativo inicial, cuja escolha dependerá do leitor ao qual se destina ou da sua relação com ele. Ex.: Senhor Fulano, Excelentíssimo Senhor Presidente, Querido amigo, etc.
-interlocutor definido ao qual você deverá se dirigir frequentemente ao longo do texto.
·        adaptação da linguagem à realidade do destinatário da carta e do grau de intimidade estabelecido entre vocês;
·        expressão que introduz a assinatura do autor. Ex.: Atenciosamente, de um amigo, de um cidadão, de seu amor, etc.
·         assinatura – crie um pseudônimo para o personagem criado na sua carta; caso você coloque o próprio nome, sua redação será anulada.





Enquanto na dissertação você tem um interlocutor universal, na carta seu leitor é específico, por isso os argumentos devem ser escolhidos conforme a situação e dirigidos a ele.


Resenha
Aproxima-se do texto dissertativo. Apresenta informações selecionadas e sintetizadas sobre o objeto resenhado. Fala-se, normalmente de uma obra artística ou científica: livro, filme, espetáculo teatral, show, CD musical, etc.
Amplia-se com comentários e avaliações (positivos ou negativos) a respeito do mesmo tema, levando-se em conta o contexto e o público a que se dirige.
Narração
Esse tipo textual tem sido bem frequente nos principais vestibulares nacionais. Pode-se defini-lo como aquele no qual se relatam fatos, acontecimentos, verídicos ou não, os quais se desenrolam em determinado tempo e lugar, com a atuação de uma ou mais personagens.
Como no vestibular o limite para o texto é pequeno (30 linhas), o que não pode faltar?
·         O examinador tem de  “ver” a cena, imaginar com detalhes o cenário em que se passa a ação, enxergar o personagem e assistir a cada reação. Para isso, devem-se descrevê-los, procurando usar adjetivos que deem forma, cor e tamanho aos seres ou objetos presentes na história.
·        Embora não muito extensos, os diálogos devem estar presentes.
·        Ao contar a história de um personagem, deve-se procurar questioná-lo e discutir seus valores, bem como demonstrar que o texto tem uma razão para ser escrito, com uma carga emocional ou ética que afete e envolva o leitor.
·         Quanto à estrutura, a introdução deve apresentar os personagens, localizando-os no tempo e no espaço. O desenvolvimento da trama deve ser construído por meio das ações deles. Já a conclusão dar-se-á após o clímax, finalizando a história.
Crônica
Texto narrativo curto em que, geralmente, trata-se de problemas do cotidiano. Traz como personagens pessoas comuns, sem nomes ou com nomes genéricos; sem aprofundamento psicológico e apresentadas em traços rápidos. Organiza-se em torno de único núcleo e único conflito. Tem como objetivo envolver e emocionar o leitor.
Conto
Enquadra-se, também, como narrativa curta. Diferencia-se dos romances não apenas pelo tamanho, mas também pela estrutura: há poucas personagens, sem análise profunda; há acontecimentos breves, sem grandes complicações de enredo; há apenas um clímax, no qual a tensão da história atinge seu auge. No conto, tempo e espaço são elementos secundários, podendo até não aparecer de forma explícita. Além disso, os detalhes do próprios acontecimentos podem ser dispensáveis.
Notícia
É o relato de uma série de fatos a partir do mais importante. Estruturado de forma lógica, caracteriza-se por contar um fato de forma simples, seca e objetiva. Seu primeiro parágrafo denomina-se “lide”. Nele estão sintetizados os dados principais: quem, onde e o quê. O como e o porquê podem aparecer no corpo da notícia. Sua linguagem jornalística deve buscar a imparcialidade e a objetividade sobre o fato relatado. Isso pode ser conseguido pelos seguintes artifícios: ausência de enunciados de opinião; uso de terceira pessoa; ausência de adjetivos que possam dar a impressão de subjetividade ou de interferência da opinião do redator. Emprego preferencial de verbos no modo indicativo.

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