quarta-feira, 1 de abril de 2015

PARTICULARIDADES DA CARTA ARGUMENTATIVA - Para quem vai prestar vestibular UFU/2015



Antes de visualizarmos os modelos, é importante sabermos em que reside a diferença entre carta-argumentativa e artigo de opinião. Se ambos os textos são de cunho dissertativo-argumentativo, têm bastantes elementos semelhantes. Ambos trabalham com base na opinião de seu autor, mas são gêneros específicos. Aliás, o termo gênero textual refere-se à situação comunicativa, isto é, a quando usar a carta e quando usar o artigo.

A carta-argumentativa caracteriza-se por ser uma correspondência com um leitor definido, específico, em oposição ao artigo, que é produzido sempre se pensando num leitor geral, num conjunto de pessoas geralmente desconhecidas.


As dificuldades dos alunos se apresentam, muitas vezes, em levar isso para o papel. Inúmeros são os casos em que a estrutura é de carta, mas o texto é de artigo de opinião.

MODELO DA CARTA ARGUMENTATIVA

Uberlândia, 01 de Abril de 2015

Caro aluno,

A carta argumentativa é um dos gêneros textuais cobrados pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia) e há alguns anos, mas ainda causa preocupação nos candidatos, como é o seu caso, motivo pelo qual, sinto-me no dever de fazer algumas ponderações sobre tal gênero, para mostrar-lhe que não se trata de produção tão complexa, como você pensa. Basta seguir algumas orientações.
Veja bem: a Carta Argumentativa pode ser comparada a um e-mail que você envia para alguém, mas no caso específico do vestibular, ela exige certas formalidades, como o uso da norma culta. Entenda que essa forma textual deverá apresentar argumentos, dentro de uma situação comunicativa proposta pela banca para tentar convencer alguém sobre algum assunto. Vemos, então, que não se trata de algo impossível de se produzir, basta conhecer bem o tema e sua estrutura.

Diferentemente do artigo de opinião, na carta é preciso destacar as marcas do destinatário, e isso favorece a criatividade do autor, portanto é bem mais interessante escrevê-la, em modo de pensar. Como se trata de um diálogo, percebemos, estimado candidato, que a linguagem tende a ser diferente da do artigo, pois dá certa liberdade ao emissor, o que também acaba sendo um aspecto positivo e, assim, não tão difícil de ser construído.   
            
Prezado aluno, é óbvia a facilidade que esse gênero chamado CARTA dispensa a quem o produz. Espero que você use tais características a seu favor, na hora de produzir o texto; é preciso adequar-se ao destinatário, “dialogar” bastante com ele e simplificar certas construções frasais, já que a escolha das palavras não precisa ser pela sua dificuldade e sim pela praticidade na comunicação, com observância à norma culta da língua


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