terça-feira, 24 de junho de 2014

PROJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA DOCENTES E GESTORES



Leitura e escrita
A arte de escrever bem!


PROJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA
PARA DOCENTES E GESTORES

A preocupação matriz em proporcionar uma educação eficiente e com qualidade tem levado instituições de todo o país a refletir sobre suas práticas e buscar alternativas para gerar formações continuadas a professores e gestores, garantindo ferramentas que capacitem à escola direcionar estratégias de aprendizagem-ensino e não de ensino-aprendizagem, concretizando linhas de pensamento para uma prática real na construção do conhecimento.
Investir no processo de formação continuada acarreta inúmeros benefícios à instituição de ensino, gerando concretos meios para enfrentar os desafios e trilhar melhores caminhos não só para alçar voos ainda mais altos, mas também buscar um ensino eficiente, mais dinâmico e, finalmente, excelente em sua totalidade. Para tanto, todos os departamentos da empresa devem estar em plena conexão, comunicando-se de forma adequada para, o melhor possível, atender aos alunos e família em tudo o que necessitam ou esperam da escola.
O trabalho de formação continuada desenvolvido pela Palavra Perfeita – Serviços Educacionais se estende desde à gestão (diretores, coordenadores, orientadores, supervisores), setor administrativo (RH/TH, financeiro, secretaria, atendimento, almoxarifado, inspeção de pátio, cantina, limpeza, dentre outros), professores (Educação Infantil, Ensino Fundamental I (ou Ciclo I), Ensino Fundamental II (ou Ciclo II) e Ensino Médio) à família (escola de pais, reuniões, trabalhos que envolvam uma participação mais efetiva da comunidade em relação à escola). A seguir, um organograma apresentará melhor todas as fases do processo, sob o formato de uma proposta de trabalho, disponibilizando, claro, aberturas para discussões ao que for plausível à instituição em foco.

1. FORMAÇÃO GESTORA

A formação continuada de gestores, coordenadores e áreas afins consiste, por meio de técnicas de comunicação empresarial e comunicação organizacional, entender melhor o processo de liderança e torná-lo mais eficiente, garantindo respaldos positivos de toda a equipe. Para tanto, desenvolver-se-á todas as competências e habilidades que deverão perceber nos professores, no que diz respeito à leitura, produção de textos, metodologia e prática do fazer acontecer.
Marco Antonio Amaral, em seu artigo “Formação do Gestor Escolar: da inicial à continuada” nos diz: a formação continuada é mais que formação, é também compreendida como formação permanente, pessoal e profissional, pois cria espaços de discussões, e investigação das questões educacionais experimentadas, abre um canal de diálogo com as dificuldades de ser educador num contexto social em veloz transformação. Visa à formação de sujeitos, pensa na mediatização dos conteúdos e no caminho percorrido pelo aprendiz para se apropriar das informações e construir seu conhecimento.
Cabe ao gestor mediar a formação, de forma a direcionar à equipe ao pensamento corporativo, instrucional-acadêmico e metodológico, instigando à prática permanente de saberes consistentes e eficazes, oriundos de experiências positivas e concretas no desenvolver pedagógico.
Todos os departamentos da instituição de ensino são responsáveis pelo bom andamento das atividades da empresa, por isso devem, também, ter um olhar específico e cuidadoso do gestor. A comunicabilidade entre os setores e o cliente (aluno / família) caracteriza as competências e habilidades da equipe acerca do atendimento que prestam à comunidade escolar, gerando créditos e confiabiliade.
Para tanto, em nossa formação, orientaremos estudos e práticas no que tange ao uso da Comunicação Empresarial como suporte para o desenvolvimento de uma liderança positiva e geradora de resultados em toda a estrutura organizacional da escola. Em outros momentos nos limitaremos a discutir estratégias de orientação do trabalho docente, verificando quando fazer intervenções que garantam boa motricidade dos projetos educacionais, bem como compreender todos os passos da formação continuada dos professores, a fim de processar a mesma fala, a mesma ideia, a mesma convicção daquilo que se almeja.

Alguns pontos que normalmente discutimos em nossas formações:

● O papel do gestor e do coordenador pedagógico: a identidade profissional.
● O projeto político-pedagógico: o que é? Como fazer? Está de acordo com o perfil da escola?
● Saúde e Segurança do Trabalho na escola.
● As reuniões pedagógicas: funcionam? Como fazê-las? Como torná-las mais práticas e eficientes?
● As reuniões de feedback da equipe (coletivas e individuais): como agir?
● As relações interpessoais e a integração do grupo em equipe.
● A formação linguística do gestor: ponto de ascensão no comando da empresa.
● Comunicabilidade e liderança.
● Educação para a sutentabilidade e comunidade escolar consciente.
● As correspondências externas da instituição: quais os cuidados?
● O planejamento como ferramenta para intervenções, sem interferências no trabalho docente.
● As expectativas da aprendizagem.
● Habilidades e competências.
● O ensino das diversas áreas pautado na formação leitora e produtora textual do docente.
● As dimensões relacionais, didáticas, político-pedagógicas, formativa e burocráticas do docente.
● Procedimentos para se fazer registros: como produzi-los de forma organizada?
● Natureza dos conteúdos.
● Modalidades organizacionais da empresa.
● A concepção de currículo por competências.
● Dentre outros, conforme realidade da equipe gestora da instituição.

2. FORMAÇÃO DOCENTE

Todo o processo de formação continuada de docentes deve ser pautado primeiro nas competências leitoras e produtoras de texto. A partir disso, discutem-se as expectativas da aprendizagem e os procedimentos para “construir” uma avaliação consciente no Ensino Fundamental I e II.
O desenvolvimento das competências profissionais dos educadores passa necessariamente pela ampliação do universo de conhecimentos e pela reflexão sobre a prática. Portanto, o Fichário pode progressivamente se tornar um aliado nesse processo: por meio dos textos lidos e do registro escrito, é possível não só aprender mais sobre os conteúdos da formação e analisar criticamente a prática profissional, mas também ampliar as capacidades de leitura e escrita, de interpretação e expressão.

2.1. PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES ALFABETIZADORES – ESTUDO DAS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Para que os alunos possam ter assegurado seu direito de aprender a ler e escrever, é preciso que todo professor que alfabetiza crianças, jovens e adultos desenvolva as competências profissionais abaixo relacionadas. Portanto, temos como expectativas de aprendizagem que seus participantes se tornem progressivamente capazes de:

Encarar os alunos como pessoas que precisam ter sucesso em suas aprendizagens para se desenvolverem pessoalmente, a fim de que tenham uma imagem positiva de si mesmos, orientando-se por esse pressuposto.
Desenvolver um trabalho de alfabetização adequado às necessidades de aprendizagem dos alunos, acreditando que todos são capazes de aprender.
Reconhecer-se como modelo de referência para os alunos: como leitor, como usuário da escrita e como parceiro durante as atividades.
Utilizar o conhecimento disponível sobre os processos de aprendizagem dos quais depende a alfabetização para planejar as atividades de leitura e escrita.
Observar o desempenho dos alunos durante as atividades, bem como as suas interações nas situações de parceria, para fazer intervenções pedagógicas adequadas.
Planejar atividades de alfabetização desafiadoras, considerando o nível de conhecimento real dos alunos.
Formar agrupamentos produtivos de alunos, considerando seus conhecimentos e suas características pessoais.
Selecionar diferentes tipos de texto apropriados para o trabalho.
Utilizar instrumentos funcionais de registro do desempenho e da evolução dos alunos, de planejamento e de documentação do trabalho pedagógico.
Responsabilizar-se pelos resultados obtidos em relação às aprendizagens dos alunos.

2.2. PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES – ENSINO FUNDAMENTAL II - ÁREAS DE LINGUAGEM E SUAS TECNOLOGIAS

● Leitura e produção de textos – Competências leitoras e produtoras textuais.
● As modalidades oral e escrita nos discusos.
● Concepções de discurso, língua, gêneros e esferas discursivas.
● Competência discursiva.
● Noções de texto.
● As expectativas da aprendizagem com foco nos gêneros textuais.
● Os gêneros discursivos, a tipologia e as funções do texto.
● Reflexões sobre habilidades de leitura com foco nos gêneros textuais e suas esferas discursivas.
● A leitura nas diversas áreas do conhecimento.
● As expectativas da aprendizagem no ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental II.
● Organização dos gêneros textuais de acordo com as expectativas da aprendizagem do Ensino           Fundamental II e a construção do planejamento anual.
● Por que ensinar Língua Portuguesa por meio de gêneros textuais e do discurso?
● O ensino do texto para a gramática e não da gramática para o texto.
● A metodologia de ensino por meio dos gêneros discursivos e textuais.
● A língua portuguesa como metodologia de ensino para as diversas áreas do conhecimento.
● Formação do professor leitor e produtor de textos.
● A natureza dos conteúdos nas expectativas da aprendizagem, por meio dos gêneros discursivos.
● Procedimentos para a construção da perfeita avaliação em Língua Portuguesa.
● A Pedagogia do erro como processo de formação do leitor e produtor textual.
● As expectativas da aprendizagem por meio do desenvolvimento de competências e habilidades,           segundo o ENEM. 
● As sequências didáticas no trabalho com os gêneros do discurso / textuais.
● O professor leitor e o professor produtor como condição sine qua non para a formação do aluno           leitor e produtor de texto.
● A correção de textos na escola.
● A importância do feedback de correção na formação produtora textual do aluno.

2.3. FORMAÇÃO DE PROFESSORES DAS ÁREAS DIVERSAS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

● A leitura e a produção de textos como construção de sentidos.
● O conhecimento prévio, o conhecimento genérico e o conhecimento linguístico na formação leitora           e produtora textual.
● A leitura e produção de textos como metodologiua de ensino para as diversas áreas.
● A interdisciplinaridade e transdisciplinaridade na leitura.
● A leitura e o autor do texto, enunciador e ethos.
● A leitura do texto como gênero do discurso.
● A leitura do texto e a cenografia, posicionamento e adesão no processo de aprendizagem-ensino.
● Estratégias de leitura.
● Conhecimento linguístico – condição sine qua non para o profissional da Educação.
● A relação produtor e produção textual no contexto das tarefas disciplinares.
● As sequências didáticas no processo de aprendizagem-ensino e a natureza dos conteúdos.
● Taxionomia de Bloom e a produção de textos na elaboração de avaliações.
● Os descritores e distratores na metodologia do processo avaliativo.
● As etapas da produção textual.
● A avaliação dos textos por meio do conteúdo disciplinar.

3. PROCEDIMENTOS NOS ENCONTROS DE FORMAÇÃO

Os encontros de formação continuada ocorrerão uma vez por mês, no período de doze meses, sendo:
a) Encontro de gestores e coordenadores em um dia (sexta à tarde);
b) Encontro de professores no outro dia (sábado – pela manhã).

4. FORMADORES:


Alexandre de Brito Rodriguesprofessor de Língua Portuguesa, Teoria e Prática da Comunicação, Linguagem Técnica e Comercial, Análise e Produção de Textos; Metodologia de Ensino, Comunicação Empresarial e Relações Interpessoais, Ética e o Fazer profissional. Bacharel em Direito; Licenciado em Letras; Pós-graduado em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa; Pós-graduando em Psicopedagogia Clínica e Institucional; Formador, Assessor e Consultor de gestores e colaboradores em empresas escolares e não escolares.

Maria de Fátima de Oliveira professora de língua portuguesa, análise e produção de textos; Licenciada em Letras; Licenciada em Normal Superior; Pedagoga; Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional; Pós-graduada em Psicomotricidade; Pós-graduada em Teologia;           Pós-graduada em Arte e Educação; Mestre em Educação; Formadora, Assessora e Consultora de gestores e colaboradores em empresas escolares e não escolares.

5. LOCAL DAS FORMAÇÕES:
        
As formações de gestores e colaboradores em instituições escolares são realizadas in company (quando a própria instituição for a contratante) ou na Palavra Perfeita – Serviços Educacionais (quando o processo é contratado por colaborador participante). Com isso, valorizam-se os espaços pertencentes à instituição de ensino receptora ou formadora e às equipes que os compõem, realçando as múltiplas possibilidades de ampliar os talentos e as práticas já existentes.





A arte de escrever bem!
Rua Francisco Sales, 17 – Conjunto de salas 3 – Centro Uberlândia/MG
Telefones: (34) 3086 9696/ 9149 2401 / 3237 5844


Conselhos para um ESCRITOR INICIANTE:






Decálogo de Luiz Antonio Assis Brasil para o escritor iniciante, via jornal Rascunho:

1. Ler apenas quem escreve melhor do que nós.

2. Tentar descobrir nossa “medida”, isto é: o meio-caminho ideal entre ser explícito e ser obscuro. Quem descobre a medida, como Hemingway descobriu, ganha o Nobel.

3. Ler, ler muito. Escrever, escrever muito. Todos os dias.

4. Escutar os outros sobre nossos próprios textos. Mas esses outros precisam ter duas qualidades complementares: a) competência para análise de textos literários; b) sinceridade. É raríssimo encontrar pessoas com ambas qualidades.

5. Escrever aquilo que se gosta de ler. Se gostamos de textos simples, por que escrevermos complicado?

6. Ter sempre um caderno de notas no bolso, ou algo semelhante. Ele deve ficar à nossa cabeceira, à noite. As idéias nos alcançam quando menos esperamos.

7. Saber que o sucesso e a qualidade literária pertencem a universos diferentes.

8. Fugir da vida literária; isso só desintegra o fígado e cria inimigos, para além de ser uma colossal perda de tempo.

9. Criar espaços (emocionais, físicos, cronológicos) para exercitar a literatura, mesmo que isso signifique abdicar de coisas aparentemente necessárias.

10. Pensar como escritor, isto é, conotativamente. Deixar o pensamento dedutivo apenas para quando estivermos estruturando nosso romance. No plano textual, usar de preferência conjunções coordenativas, em vez das subordinativas.

sábado, 7 de junho de 2014

Universidade Federal de Uberlândia(UFU) - Transferêcia interna ocupação de vagas ociosas - Prova de redação - Venha se preparar aqui na Palavra Perfeita -- Uberlândia




Palavra Perfeita prepara você para se sair bem em qualquer prova de redação





Universidade Federal de Uberlândia 

EXTRATO DO EDITAL DO PROCESSO SELETIVO PARA PREENCHIMENTO DAS VAGAS OCIOSAS DA UFU EM 2014-2 POR MEIO DO PROCESSO DE PORTADOR DE
DIPLOMA DE GRADUAÇÃO. Veja aqui o extrato do edital!

EXTRATO DO EDITAL DO PROCESSO SELETIVO PARA PREENCHIMENTO DAS VAGAS OCIOSAS DA UFU EM 2014-2 POR MEIO DO PROCESSO DE TRANSFERÊNCIA
FACULTATIVA EXTERNA.
http://bit.ly/1kPxAiP (DOU, Seção 3, pág. 113, 06/06/14)

EXTRATO DO EDITAL DO PROCESSO SELETIVO PARA PREENCHIMENTO DAS VAGAS OCIOSAS DA UFU EM 2014-2 POR MEIO DO PROCESSO DE REINGRESSO

EXTRATO DO EDITAL DO PROCESSO SELETIVO PARA PREENCHIMENTO DAS VAGAS OCIOSAS DA UFU EM 2014-2 POR MEIO DO PROCESSO DE TRANSFERÊNCIA INTERNA.


Veja aqui o extrato do edital

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Aulão - Obras literárias de leitura obrigatória e dicas de redação para o vestibular da UNIUBE. - ANÁLISE DO CONTO URUPÊS DE MONTEIRO LOBATO

Para garantir sua vaga ligue:

(34) 3086 9696 / 3237 5844 / 9149 2401

As aulas acontecerão na sede da Palavra Perfeita - Rua Francisco Sales, 17 - conjunto de salas 03
Bairro Centro - Uberlândia/MG

Vai uma ajudinha aqui:

ANÁLISE DO CONTO URUPÊS DE MONTEIRO LOBATO


                                                         INTRODUÇÃO

           Este trabalho pretende fazer uma análise do conto "Urupês", do livro do mesmo nome, do escritor Monteiro Lobato. Sintetiza, sobremaneira, o conteúdo do livro e dá ênfase ao contexto histórico e às razões pelas quais foi criado. Apresenta, por fim a mudança de opinião do próprio autor sobre a sua obra.

  O BRASIL DE MONTEIRO LOBATO

           Diante das transformações que aconteciam no mundo e dos graves e complexos problemas políticos e sociais existentes no Brasil, surge o Pré-Modernismo. O Pré-Modernismo não pode ser considerado como uma escola literária devido ao fato de que não há grupos de escritores seguindo a mesma linha temática ou traços literários. Na verdade, é um período de transição entre as três escolas anteriores e a ruptura dos novos escritores com aquelas escolas. São considerados pré modernistas alguns escritores cujas obras destoam de nossa produção literária do início de século. Esta refletia uma mentalidade artística ainda ligada ao século XIX, na qual os ecos do Realismo-Naturalismo na prosa e do Parnasianismo-Simbolismo na poesia não contribuíam para criações significativas. Em vez disso, tínhamos uma literatura superficial, servilmente submissa a modelos europeus já superados, alienados das questões nacionais. (AMARAL, Emília et al. 2003, 214) A Europa vivia os preparativos para a primeira grande guerra enquanto no Brasil dominava a política conhecida como “café com leite”, onde os grandes fazendeiros, ou latifundiários dominavam o cenário nacional. No Nordeste eram grandes as agitações sociais com a Revolta de Canudos descrita por Euclides da Cunha em “Os Sertões, e no Rio de Janeiro a Revolta da Vacina liderada por Osvaldo Cruz e a Revolta da Chibata liderada por João Cândido. Esses e vários outros conflitos marcaram o início do século e colocaram em crise a República Velha. E assim, os escritores da época, inconformados com a situação do país, denunciam, através de suas obras, os problemas sociais em decorrência do descaso das autoridades governamentais vigentes. A realidade rural brasileira é exposta sem os traços idealizadores do Romantismo. O Brasil de ficção, com seus aspectos positivos da civilização urbana e belezas da Região Sul é substituído pelo Brasil real, com o sertão nordestino, o caboclo do interior e a realidade dos subúrbios. Monteiro Lobato apresenta a obra Urupês que retrata os problemas sociais do interior paulista, na região do Vale do Paraíba, por meio da caricatura do caboclo sendo essa a temática central. Lobato faz uma literatura de advertência, sob a ótica da caricatura, denunciando a miséria campesina e buscando uma sociedade moderna. Ele expõe a realidade do homem do campo, com a sua miséria, sem o idealismo do Romantismo. (CAMPEDELLI, Samira Youssef; SOUZA, Jésus Barbosa, 2002, 196). O tempo pode ser considerado como sendo as duas primeiras décadas do século XX, sendo esse o tempo do autor. Há uma cronologia quando o autor lembra Tomé de Sousa e o carregamento de 400 degredados e uns tantos Jesuítas, o Grito de Dom Pedro I, o Decreto da Princesa Isabel, à 13 de Maio e a Proclamação da República em 15 de Novembro porém, esse tempo é psicológico. O espaço é o interior de São Paulo, sendo a cidade de Itaoca mencionada no texto. O conto é escrito na terceira pessoa. A linguagem é coloquial e direta, alguns termos mais rebuscados ou refinados requerem uma consulta ao dicionário. Não se pode dizer ou afirmar que o vocabulário é regional ou se próprio da época. Algumas passagens exigem um conhecimento histórico e literário mais apurado. O autor usa a metonímia, por exemplo em “ E que feias se hão de entrever as caipirinhas cor de jambo de Fagundes Varela! E que chambões e sôrnas os Perís de calça, camisa e faca à cinta!” “Compendia-os um Chernoviz não escrito”. “Quando em princípios da Presidência Hermes andou na balha um recenseamento a Offenbach [...].” O conto Urupês que dá nome ao livro de Lobato, é do gênero descritivo e narrativo e faz uma crítica a dois tipos brasileiros – o índio e o caboclo idealizados pelo Romantismo. Logo no início ao mencionar o personagem Peri, de Alencar, que o idealizou como protótipo da perfeição humana, o autor o contrapõe com o selvagem real, feio e brutesco, incapaz, moralmente, de amar Ceci, segundo os sertanistas modernos. Mesmo assim, foi grande a exploração do tema por diversos autores, até o “público bocejar de farto”. Para o autor, no entanto, o indianismo não morreu. Evoluiu ao se transformar em caboclismo, permanecendo com o mesmo estofo. Ele ironiza ao afirmar que o caboclo é motivo de orgulho para a nação e expõe os motivos que o levam a pensar dessa forma enfatizando a vida cotidiana do caboclo: seus costumes, suas crenças e tradições. Lobato mostra Jeca Tatu como um indolente, passivo diante de todas as situações e adepto da lei do menor esforço. Põe-se de cócoras e permanece alheio a qualquer acontecimento capaz de mudar-lhe a vida. Sempre a repetir, modorramente, “que não paga a pena”. “O fato mais importante de sua vida é votar no governo” vota sem saber em quem nem porque, mas vota. Alienado, desconhece o sentimento de pátria e não tem sequer a noção do país em que vive. Jeca tira da natureza o que precisa para sobreviver. Alimentos e matéria-prima para a confecção de alguns utensílios que leva para a feira. Cultivado, só mesmo a mandioca que basta jogar um pedaço de rama na cova, sem mais cuidados. A cana, que adoça, basta torcer a pulso sobre a caneca do café. A tapera, onde mora, faz gargalhar o joão-de-barro de tão mal feita. A cama é uma esteira, não há mobília ou baús. A roupa, guarda-a no corpo, pois, só tem duas mudas. Como luxo, um banquinho de três pernas, suficiente para o equilíbrio. Com quatro pernas o obrigaria a nivelar o chão. Extremamente preguiçoso, não cuida da própria morada e acredita que como seus pais viveram assim não há necessidade de mudanças. No aspecto religioso, a manifestação se dá por meio das mais primitivas formas de superstição e magia. “A ideia de Deus e dos Santos torna-se Geocêntrica. São os graúdos lá de cima , os coronéis celestes, debruçados no azul a espreitar lhe a vidinha e intervir nela...”. “Daí o fatalismo. Se tudo movem os cordéis lá de cima, para que lutar, reagir? Deus quis.” A medicina anda de parelha com as mais absurdas crendices. A arte não se manifesta. “O caboclo é soturno”. No último parágrafo, em que Lobato faz uma exaltação da natureza brasileira em que tudo canta e dança, ele apresenta o Jeca Tatu como o único ser vivente que modorra silencioso no recesso das grotas. No meio de tudo, só ele não canta, não ri, não ama. Só ele, no meio de tanta vida, não vive.
 Obs.: de acordo com as pesquisas realizadas para a elaboração desse trabalho, foi apurado que depois de ler um documento de sanitaristas Lobato muda de opinião a respeito do que afirmara em seu livro. Depois de algum tempo conscientiza-se que o caboclo fica de cócoras não por indolência, mas por fraqueza motivada pela verminose. Tal imagem denotava debilidade na saúde básica, além da dificuldade de acesso ao estudo e à cultura. O escritor arrependeu-se e admitiu ter sido injusto. O matuto do interior não era preguiçoso geneticamente, porém se encontrava assim devido às doenças epidêmicas, do Brasil, das primeiras décadas do século XX. Entretanto, o rótulo do caboclo já estava sedimentado pela propagação de suas ideias e esse mesmo caboclo já havia assumido essa identidade, que era falsa.

 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 A situação política e social do mundo e do Brasil leva o autor a compor a sua obra onde ele retrata os problemas sociais da região do Vale do Paraíba. Ele cria o personagem Jeca Tatu para desmitificar um tipo brasileiro idealizado pelo Romantismo. Com o tempo o escritor percebe a injustiça, porém o rótulo já estava sedimentado.


 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMARAL, Emília et al. Novas palavras: volume único : livro do professor / - 2.ed – São Paulo : FTD, 2003. CAMPEDELLI, Samira Youssef; SOUZA, Jésus Barbosa. Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática – volume único – 3.ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. CAMPOS, Flávio de. MIRANDA, Renan Garcia. A escrita de história: volume único – 1. Ed. – São Paulo: Escala Educacional, 2005. Disponível em:. Acesso em : 08 de setembro de 2012. Disponível tem: Acesso em: 08 de setembro de 2012