terça-feira, 22 de outubro de 2013

A prolixidade nos textos



Já diziam os mais velhos (sábios) que,” quando não pudermos ajudar, melhor é calar”, ou “ quem muito fala da bom dia a cavalo” ou ainda,” em boca fechada não entra mosquito”.

À parte os clichês, muitas vezes senso comum destituído de qualquer sentido concreto, esses citados acima deveriam nortear a vida daqueles que lidam com as palavras, profissionais ou não.

É verdade que a herança do ocidente, vinda dos pensadores gregos, é a da prolixidade, do falar demais e exacerbadamente, ao contrário da competência e objetividade do oriente, que consegue sintetizar uma máxima em apenas um ideograma, falar pouco, resumidamente, e conter muito conteúdo.

Sabe aquele tipo de pessoa que fala demais para explicar uma coisa simples? Pois é, você corre o risco de cometer esse erro no seu texto quando escreve demais – o famoso “encher linguiça”.

Existem alguns escritores muito prolixos, como Eça de Queirós, Jorge Amado, o americano Norman Mailler, entre outros.

            Em textos escritos o rodeio, a amplitude de informações, o dar a volta de 360º graus, ficaria chato, longo, tedioso, poluído, confuso.

Se você observar os textos escolhidos como os de “nota dez” em vestibulares e concursos  são os que apresentam boas ideias, bom conteúdo e, acima de tudo, objetividade. São simples e ao mesmo tempo utilizam uma linguagem culta, correta. Primam por dizer muito com pouco.

Deixemos a prolixidade para as mesas de bares, o estádio de futebol, a conversa informal na fila do banco ou no consultório dentário, quando o tempo é propício e se arrasta, mas não para as redações que, infelizmente, necessitam estar encolhidas em apenas 30 mirradas linhas.
 
 Fátima Oliveir
                 Professora de Língua Portuguesa, Redação e áreas afins
                 Assessoria, treinamentos e formação continuada.
                 contato@dnaformacao.com.br

 

 

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