domingo, 29 de setembro de 2013

Artigo de opinião - Orientações


      É comum encontrarmos circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso o autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através do artigo de opinião.

     É importante estar preparado para produzir este tipo de texto, pois em algum momento e/ou circunstância poderão surgir oportunidades ou necessidades de expor idéias pessoais através da escrita.

     Nos gêneros argumentativos em geral, o autor tem a intenção de convencer seus interlocutores e para isso precisa apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opiniões.

     O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.

     A partir da leitura de diferentes textos, o escritor poderá conhecer vários pontos de vista sobre um determinado assunto. Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável seguir algumas orientações. Observe:

l  a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num papel os argumentos que achou melhor, eles podem ser úteis para fundamentar o ponto de vista que você irá desenvolver.

l  b) Ao compor seu texto, leve em consideração o interlocutor: quem irá ler sua produção. A linguagem deve ser adequada ao gênero e ao perfil do público leitor.

l  c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem fundamentar a idéia principal do texto de modo mais consciente e desenvolva-os.

l  d) Pense num enunciado capaz de expressar a idéia principal que pretende defender.

l  e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto: retome o que foi exposto, ou confirme a idéia principal, ou faça uma citação de algum escritor ou alguém importante na área relativa ao tema debatido.

l  f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade do leitor.

 

Após o término, releia seu texto observando se nele você se posiciona claramente sobre o tema; se a idéia é fundamentada em argumentos fortes e se estão bem desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se o texto apresenta título e se é convidativo e por fim observe se o texto como um todo é persuasivo.

Reescreva-o se necessário.

Forneça uma visão ampla do assunto

Explique como os tópicos individuais se encaixam utilizando argumentos claros e concisos.

 Veja um exemplo de Artigo de opnião publicado na Revista Veja:
 
Artigo publicado em edição impressa de VEJA

CONSTRUIR A DEMOCRACIA

Lya Luft
Palavras podem ser tão usadas — e tão mal usadas — que vão perdendo seu significado. Vai-se a essência, ficam as franjas que cada um sopra para o lado que quiser. Assim, entre nós, de momento, vejo democracia.
 
É democrático reclamar, não aceitar malfeitos, exigir direitos, manifestar-se. É essencial para nosso respeito por nós mesmos.
 
Não é democrático ser violento: é simplesmente violento. Quebrar bancos e lojas, invadir e ocupar prefeituras e assembleias, impedir civis de entrar e sair de casa, até de ir trabalhar, é uma forma de ditadura momentânea e pontual, de péssimo gosto e efeito contrário.
 
Nesta atual crise de confiança, de respeito e de autoridade, cada um de nós precisa encontrar sua autoridade interna, seus limites. Pois, quando não despontam líderes confiáveis, quando políticos se calam ou parecem atarantados, governantes não sabem o que fazer para manter ou estender seu poder, instituições estão desacreditadas porque não funcionam e leis são descumpridas, estamos todos perplexos.
 
Queremos acabar com a corrupção, talvez o maior de nossos males, mas se vamos aplicar alguma lei, alguma autoridade possível, nos aborrecemos.
 
Quebrar coisas, invadir locais até sagrados, como um hospital onde pessoas tentam sobreviver e médicos se dedicam a salvá-las, em geral mal pagos, nos horroriza, mas ai de quem procurar deter isso.
 
Imediatamente, até parte da imprensa reclama: “Usaram gás, usaram pimenta, foram truculentos!”.
 
Não vejo nada mais truculento do que quebrar a propriedade alheia, ou invadir e ocupá-la, insultar, cuspir, barrar. Sou a favor de manifestações e contra a resignação omissa. Não creio que cessem por agora, mas para ser eficientes precisam ser pacíficas de verdade, civilizadas, respeitosas com relação a seus membros e a toda a sociedade.
 
A violência de trogloditas afasta delas muita gente bem-intencionada que também quer protestar, e sabe contra o que se protesta. Quem grita, quem bate não tem autoridade exerce um autoritarismo primitivo. E, quando todos estamos indecisos,
ele apenas acovarda quem deveria exercer sua autoridade legítima, mas não sabe como.
Rótulos vão ficando caducos e vagos: já não basta ser “contra o capitalismo” se nem sabemos direito o que ele é, e se existem vários capitalismos. Nem vale dizer que se age em nome da “esquerda”, se há várias esquerdas — e o que interessa na verdade é o bem comum, de todos, acima da ideologia partidária.
 
Estamos em momentos extremamente confusos, perigosos, de vulnerabilidade e indecisão. Consertar isso começa na família, nas pequenas comunidades, onde o caos nasceu. Pais não sabem o que fazer com seus filhos, professores são esbofeteados por alunos, médicos são xingados, rimos e debochamos mais ou menos de tudo, nos achando fortes e importantes, numa arrogância juvenil deslocada.
 
Os atos e expressões de ódio de jovens bem vestidos, bem nutridos, que atacaram por exemplo um grande hospital em São Paulo, foram de espantar: estava destruindo o que na verdade é bem de todos, provocando ma sofrimento nos doentes que podiam ser um deles, um amigo, um familiar. Para quê? E com que direito?
 
Quando as autoridades externas falham como têm falhado aqui, resta descobrir elementos de uma autoridade interna em cada um, os nossos próprios limites, que nos dizem – ou deveriam dizer — que protestar é necessário, mas que destruir é sempre negativo, ainda mais sob rótulos incertos.
 
É difícil construir um convívio democrático: somos demasiados, demasiado diferentes, demasiado ansiosos por usar a voz que descobrimos ter. Vamos usar não morteiros, pedras, pontapés, cusparadas e insultos, mas inteligência, persistência e firmeza.
Democracia não se consegue destruindo: ela é igualitária, de ambos os lados há direitos a ser resguardados, bens, vidas. Democracia é todos terem valor e espaço, todos serem respeitados respeitando-se.
 
Temos um longo caminho a percorrer ainda, um duro aprendizado que, só ele, pode nos tornar uma sociedade digna.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fuga do tema na hora de escrever a Redação: como evitar?


Leio todos os dias dezenas de textos produzidos por candidatos a vestibulares e concursos públicos, noto que uma dificuldade muito comum entre eles está na interpretação do tema, na descoberta daquilo que a banca exige que o candidato escreva. O resultado disso é perda de muitos pontos e, consequentemente, eliminação do candidato, em decorrência de fuga do tema, total ou parcial. Por isso acontece? Como evitar essas fugas?

Por causa da ansiedade e a pressa de se ver livre da prova, acontece a leitura de partes isoladas do enunciado, sem consideração do todo. Ou seja, o candidato atribui o sentido a uma parte da questão, deixando de relacionar tal sentido com o das demais frases ou períodos do mesmo enunciado. 

Portanto, fique atento à leitura e interpretação do texto de apoio, liste suas ideias, referências e argumentos, organize essas ideias e escreva seu resumo, evitando assim, a fuga do tema e todas as consequências advindas dela.

 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Como desenvolver um texto dissertativo - Exercícios com gabarito



Entre os parágrafos que podem estruturar o desenvolvimento de um texto dissertativo argumentativo, podem ser usados:

a) desenvolvimento por exemplificação;

b) desenvolvimento por comparação;

c)desenvolvimento por enumeração (enquadramentos);

d) desenvolvimento por causa e consequência;

e) desenvolvimento por refutação;

f) desenvolvimento por testemunho.

g) desenvolvimento por dados estatísticos.

 

Identifique, nos exemplos abaixo, o tipo de desenvolvimento de texto dissertativo.

1. (F / G) Conforme o jornalista Nelson Hoineff, o que a televisão tem de mais fascinante para quem a faz é o que ela tem de mais nocivo para quem a vê: sua capacidade aparentemente infinita de massificação. De fato, mais de 80% da população brasileira tem a televisão como principal fonte de informação e referência, segundo pesquisa da USP (2009).

2. (C) A televisão, apesar das críticas que recebe, tem trazido muitos benefícios às pessoas, tais como: informação, por meio de noticiários que mostram o que acontece de importante em qualquer parte do mundo; diversão, por meio de programas de entretenimento (shows, competições esportivas); e cultura, por meio de filmes, debates, cursos.

3. (B) Enquanto países, como Inglaterra e Canadá, têm leis que protegem as crianças da exposição ao sexo e à violência na televisão, no Brasil, não há controle efetivo sobre a programação. Por isso não é de surpreender que muitos brasileiros estejam defendendo alguma forma de censura sobre a televisão.

4. (A) No Brasil, são muitos os casos de violência contra a mulher, como o que envolveu a adolescente Eloá, de 15 anos. Ela foi submetida a cárcere privado e assassinada por seu ex-namorado.

5. (E) Ao contrário do que contam as vozes oficiais, o Brasil não é um país de tradição liberal, pacífica e cordial. Isso se constata pelo fato de a história do povo brasileiro ter sido, em grande parte, permeada de intolerância, censura, proibições e perseguições desde a chegada de Cabral e dos outros colonizadores.

6. (D) “As queimadas sem controle estão provocando prejuízo no Maranhão. O tempo seco e o vento ajudam a espalhar o fogo. As labaredas alcançam a copa das palmeiras e avançam pelas pastagens.” (www.g1.globo.com – 21/10/2008)

GABARITO

1. F

2. C

3. B

4. A

5. E

6. D

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Para se dar bem na redação do ENEM...Fique atento!

 
 
Gostei destas dicas e resolvi postar aqui para vocês. Não deixe de ler!



1) - Leia os textos da coletânea com atenção e apreenda o recorte temático efetuado por eles.

 
2) - Relacione tais textos com o modo como a proposta temática foi formulada. Lembre-se de que a abordagem do tema na redação deve corresponder às expectativas da banca a respeito do encaminhamento da questão.

 

3) - Você pode usar as ideias expostas nos textos da coletânea, mas apropriando-se delas em seu discurso, e não copiando-as. Tenha, no entanto, o cuidado de não fazer só isso: mostre reflexão pessoal.

 

4) - Encare sempre o tema como um problema, ainda que não esteja expresso dessa forma na elaboração da proposta.

 

5) - Após compreender o tema e o recorte já efetuado pelos textos de apoio, formule sua tese, ou seja, delimite seu ponto de vista sobre a questão problematizada.

 

6) - Em seguida, faça o esquema lógico de seu texto, isto é, busque três argumentos (ou ideias) que desenvolvam sua tese, seu ponto de vista, de modo pertinente, consistente e coerente. Lembre-se de ordená-los de modo a garantir a natural sucessão das ideias, a progressão temática.

 

7) - Ao elaborar a introdução, procure apresentar o tema de forma clara e, preferencialmente, apresente desde já a tese. Evite digressões iniciais, para que o avaliador perceba com facilidade que o texto se insere no tema proposto.

 

8) - Ao argumentar, lembre-se de que os argumentos se ligam à tese, e essa, ao tema.

 

9) - Evite simplesmente descrever ou exemplificar: lembre-se de que tais procedimentos devem ser usados para sustentar o argumento, não valendo como tal.

 

10) - Prefira argumentos com o máximo de relevância possível, ou seja, de conhecimento geral, que garantam consenso em torno deles, que não sejam generalizações ou falácias.

 

11) - A argumentação é o momento de apresentar fatos. O espaço da opinião é a tese defendida e sustentada pelos fatos (argumentos).

 

12) - Se necessário, lance mão (no início dos parágrafos) de conectivos e elementos de coesão sequencial (por exemplo: "além desse fato", "outro aspecto", "no entanto", "como consequência", "por essa razão", "desse modo" etc.) que esclareçam a progressão temática, sobretudo se achar que o vínculo semântico entre as ideias de cada parágrafo não estiver muito claro.

 

13) - Busque usar vocabulário que seja de seu domínio, mas evite coloquialismos.

 

14) - A conclusão não deve conter ideia nova, uma vez que é o resultado lógico da reflexão acerca das ideias já apresentadas.

 

15) - No caso do Enem, é necessário que sejam lançadas propostas de intervenção na realidade, ou seja, de solução do problema enfocado. Tais propostas serão pontuadas quanto à sua coerência com o desenvolvimento e quanto ao seu grau de especificidade.

 

16) - As propostas podem estar apresentadas no corpo da argumentação ou, preferencialmente, na conclusão.

 

17) - Não se esqueça de que a argumentação e o lançamento de propostas de solução devemrespeitar a diversidade sociocultural, os direitos humanos e as questões relativas à cidadania.

 

18) - Faça rascunho e, ao passar a limpo, confira, principalmente, a ortografia, a concordância, a regência (crase) e a colocação pronominal; e evite a repetição vocabular.

 

19) - Use letra bem legível e não rasure, se possível.

 

20) - Não se esqueça de atribuir ao seu texto um título interessante e pertinente ao tema.

 

21) - Procure usar elementos coesivos claros e específicos (cuidado com o uso disseminado do "isso", "por isso", "tudo isso", “com isso”).

 

22) - Evite influência da oralidade, como nas expressões "literalmente", "fora de hora", "até porque", "tipo", "sem dúvidas", "pra", "é complicado", "é claro", "acontece que", "por incrível que pareça", “por causa que” etc.

 

23) - Atenção à colocação pronominal: lembre-se de que "que" e "não" são "atrativos" do pronome("que se disse", "não se disse"). Lembre-se também de que não se começa frase com pronome oblíquo.

 

24) - Atenção à regência dos verbos e nomes, principalmente quando se usa o "que" ("momento em que"; "filme a que se assistiu" etc).

 

25) - Cuidado com a repetição vocabular e de conectivos como "porém" e "pois". Aliás, evite começar período com esses conectivos.

 

26) - Evite utilizar modalizadores que expressem julgamento, tais como "infelizmente", "lamentavelmente", "obviamente", "curiosamente" etc.

 

27) - Não se esqueça: embora CREEM e VEEM tenham perdido acento, têm e vêm, na 3ª pessoa do plural, continuam acentuados.

 

28) - Respeitem as funções anafórica e catafórica do ESSE (e flexões) e do ESTE (e flexões), respectivamente.

 

29) - Prefira o ele / ela, se o elemento coesivo for sujeito, em vez de "o mesmo" / "a mesma", que soam deselegantes.

 

30) - Lembre-se de que exemplo não é argumento. A exemplificação é estratégia para dar consistência e clareza ao argumento, mas não basta por si só.

 

31) - Atenção à confusão entre "afim" (semelhante) e "a fim" (ter por finalidade).

 

32) - Não use "alguma palavra" de maneira indiscriminada (em vez de "coisa", usa-se "algo"),gerando imprecisão e demonstrando pobreza vocabular.

 

33) - Cuidado com a legibilidade do seu texto. Sua letra precisa ser legível.

 

34) - Evite imprecisões como o "etc", "assim por diante", "outros mais", “dentre outros”, “com certeza”.

 

35) - Cuidado com o uso da vírgula para separar sujeito de verbo, sobretudo quando o sujeito é longo; indicando deslocamento do advérbio e separando vocativos.

 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Exercícios sobre a obra de José de Alencar - TIL - com gabarito


1. (UFRR) A obra romanesca de José de Alencar introduziu na literatura brasileira quatro tipos de romances:  indianista, histórico, urbano e regional. Desses quatro  tipos,os que tiveram sua vida prolongada , de forma mais clara e intensa, até o Modernismo, ainda que modificados,  foram:

a) Indianista e histórico;

b) Histórico e urbano;

c) Urbano e regional;

d) Regional e indianista;

e) Indianista e urbano;

2. (UFPR) Qual das informações sobre José de Alencar é correta?

a) Alencar inaugurou a ficção brasileira com a publicação  de sua obra Cinco minutos.

b) Alencar foi um romancista que soube conciliar um romantismo exacerbado com certas reminiscências  do Arcadismo, manifestas, principalmente, na linguagem  clássica.

c) Alencar, apesar de todo o idealismo romântico, conseguiu, nas obras Lucíola e Senhora, captar e denunciar certos aspectos profundos, recalcados, da realidade social

e individual, em que podemos detectar um pré-realismo

ainda inseguro.

d) A obra de Alencar, objetivando atingir a História do Brasil e a síntese de suas origens, volta-se exclusivamente para assuntos indígenas e regionalistas, sem incursões pelo romance urbano.

e) O indianismo de José de Alencar baseou-se em dados reais e pesquisa antropológica, apresentando, por isso, uma imagem do índio brasileiro sem deformação ou idealismo.

3. (Fuvest) Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo pela seguinte aproximação de opostos:

a) Aparentemente idealista, foi, na realidade, o primeiro momento do Naturalismo Literário.

b) Cultivando o passado, procurou formas de compreender e explicar o presente.

c) Pregando a liberdade formal, manteve-se preso aos modelos legados pelos clássicos.

d) Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao nacionalismo político.

e) Voltado para temas nacionalistas, desinteressou-se do elemento exótico, incompatível com a exaltação da pátria.

4. A que escola literária pertence Til? Cite três características dessa escola presentes na obra.

5. Explique o motivo da tristeza de Luís Galvão no trecho abaixo: “Abraçando a mulher e beijando-a na face, de novo pôs-se o fazendeiro a caminho; e desta vez ia pensativo, quase triste. Murchara a flor da jovialidade, que se expandia momentos antes tão fresca em seu nobre semblante, e a alma franca e generosa sempre a espelhar-se em seu olhar, dir-se-ia que se acanhava.”

6. Caracterize a personagem Berta.

7. De acordo com o trecho abaixo, responda:

“De seu lado estremecera o rapaz ao dar com os olhos no homem da camisola, e tal foi a comoção produzida pelo encontro, que derramou-lhe no semblante a expressão de um asco misto de horror, arrancando-lhe involuntariamente dos lábios esta exclamação: —Jão Fera!...”

a) O que se dizia a respeito da índole de Jão Fera? Por que ele causava tamanho terror nas pessoas?

b) De acordo com os últimos capítulos da narrativa, essa índole se confirma?

8. Explique a razão de Barroso ter encomendado a morte de Luís Galvão.

9. Qual o tipo de narrador predominante na obra?

10. Por que Berta visitava com frequência a ex escrava Zana?

GABARITO

1. C

2. C

3. B

4. Til pertence ao Romantismo e apresenta diversas características dessa escola literária como: idealização dos personagens, linguagem emotiva, valorização da pátria, entre outras.

5. Luís Galvão recorda-se, com pesar, do grande erro do seu passado, erro que culminou na morte de Besita.

6. Moça “pequena, esbelta, ligeira, buliçosa” e órfã, adotada por uma família humilde, que “a todos queria bem, e sabia repartir-se de modo que dava a cada um seu quinhão de agrado.”

7. a) a) Jão Fera era conhecido pela índole de homem perverso e sanguinário. Ele causava terror nas pessoas principalmente em virtude do que se dizia a respeito das muitas mortes que lhe foram encomendadas e executadas fria e cruelmente.

b) Não, Jão Fera mostra-se uma boa pessoa, no entanto, magoado pelo passado.

8. Luís Galvão, fingindo ser Barroso (ou Ribeiro, como era conhecido então), deitou-se com sua esposa, engravidando-a.

9. O romance é narrado na terceira pessoa, por isso narrador onisciente.

10. Por ser uma pessoa caridosa e por querer descobrir o segredo que envolvia o passado de Zana.

Veja a forma correta do uso da preposição


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Coesão e coerência - para nunca mais esquecer!

Fatores de textualidade

→ contextualização

→ → coesão

→ → → coerência

→ → → → intencionalidade

→ → → → → informatividade

→ → → → → → aceitabilidade

→ → → → → → → situacionalidade

→ → → → → → → → intertextualidade

 

Coesão e coerência

·        COERÊNCIA: unidade de sentido no texto.

·        COESÃO: ligação entre os elementos          superficiais do texto;o modo como eles se relacionam.

 

Relação entre coerência e coesão

Fenômenos distintos: justificativas

a). a coesão contribui para estabelecer a coerência, mas não garante a sua obtenção; pode haver um seqüenciamento coesivo de fatos isolados que não têm condição de formar um texto;

b). pode haver textos destituídos de coesão mas cuja textualidade se dá ao nível da coerência.

 

Coerência

         A coerência é algo que se estabelece na interação, na interlocução, numa situação comunicativa entre dois usuários.

 

Há textos incoerentes?

Texto incoerente é aquele em que o receptor (leitor ou ouvinte) não consegue descobrir qualquer continuidade de sentido, seja pela discrepância entre os conhecimentos ativados, seja pela inadequação entre esses conhecimentos e o seu universo cognitivo.

Texto coerente é o que “faz sentido” para seus usuários, o que torna necessária a incorporação de elementos cognitivos e pragmáticos ao estudo da coerência textual. (KOCH; TRAVAGLIA, 1993, p. 32)

“[... ] não existe o texto incoerente em si, mas [...] o texto pode ser incoerente em/para determinada situação comunicativa. Assim, será bom o texto quando o produtor souber adequá-lo à situação, levando em conta intenção comunicativa, objetivos, destinatários, outros elementos da situação de comunicação em que é produzido, uso dos recursos linguísticos etc. (KOCH; TRAVAGLIA, 1993, p. 37),

Coerência: de que depende, com se estabelece

a.    de elementos lingüísticos (seu conhecimento e uso), bem como, evidentemente, da sua organização em uma cadeia lingüística e como e onde cada elemento se encaixa nesta cadeia, isto é do contexto linguístico;

b.     do conhecimento de mundo bem como o grau em que esse conhecimento é partilhado pelo(s) produtor(es) e receptor(es) do texto, o que se reflete na estrutura informacional do texto, entendida como a distribuição da informação nova e dada nos enunciados e no texto, em função de fatores diversos;

c.    de fatores pragmáticos e interacionais, tais como o contexto situacional, os interlocutores em si, suas crenças e intenções comunicativas, a função comunicativa do texto. (KOCH; TRAVAGLIA, 1993, p. 47)
 

COESÃO: RECURSOS COESIVOS

Para escrever de forma coesa, há uma série de recursos, como:

SUBSTITUIÇÃO

Pronominalização, ou seja, o uso de pronomes em lugar de outros termos já expressos.

Os pronomes empregados nesse caso de vários tipos.

         Os quadros de Van Cogh não tinham nenhum valor em sua época. Houve telas que serviram até de porta de galinheiro.

Pronomes pessoais:

A pressão da sociedade de consumo foi levada a tais extremos que os presentes de Natal já não os damos por generosidade, mas por medo.

Pronomes demonstrativos:

Dinheiro não traz felicidade. Quem diz isso está pensando em cruzeiros, porque dólar traz.

Pronomes relativos:

O homem é o único animal que ri.

Pronomes indefinidos:

O mundo tem muitos idiotas, mas, felizmente, estão todos nas outras mesas

Pronomes adverbiais:

Devagar se vai ao longe, mas quando se chega lá não se encontra mais ninguém.

Pronomes numerais:

Chegaram separados o homem e a mulher, mas logo os dois se sentaram juntos.

Sinônimos ou quase sinônimos:

Os alunos das escolas particulares estão em greve, pois esse foi o caminho que os estudantes encontraram para protestar contra as altas mensalidades.

Logo depois de o sargento ter sido vítima de um acidente, o militar foi levado ao hospital.

Ditados, cópias, redações, todas essas atividades preenchiam o tempo de aula.

Termos resumitivos

São termos que funcionam como uma espécie de conclusão parcial, reformulando o tema e reduzindo-o ao essencial.

         Até o século XIX as cidades ficavam em contato bastante estreito com o campo ou com o mar, de maneira que o homem podia satisfazer suas necessidades fisiológicas e psicológicas. Com a industrialização, elas se desenvolveram unicamente em função de imperativos econômicos ou políticos, ignorando os imperativos ecológicos naturais. As conseqüências dessa expansão demorada foram trágicas.

O país é cheio de entraves burocráticos. É preciso preencher um sem-numero de papéis. Depois pagar uma infinidade de taxas. Todas essas limitações acabam prejudicando o portador.

 

Nominalização

A transformação de uma frase ou de uma proposição em grupo nominal, que pode ser feita a partir de:

UM VERBO.

         Verificam-se os resultados. A verificação dos resultados.

         Eles foram testemunhar sobre o caso. O juiz disse, porém, que tal testemunho não era válido por serem parentes do assassino.

UM VERBO.

         Verificam-se os resultados. A verificação dos resultados.

         Eles foram testemunhar sobre o caso. O juiz disse, porém, que tal testemunho não era válido por serem parentes do assassino.

UM SUBSTANTIVO

         Ele não suportou a desfeita diante de seu próprio filho. Desfeitear um homem de bem não era coisa para se deixar passar em branco.

UM ADJETIVO

         Este trabalho é fácil. A facilidade deste trabalho.

 

Omissão

         O soldado pretendia casar-se no final de semana. Decidiu deixar o quartel e procurar a noiva.

         O ministro foi o primeiro a chegar. Abriu a sessão às oito em ponto e fez então seu discurso emocionado.

Redução

Redução do termo inicial, que possa ser representado por uma de suas partes.

         O ditador Getúlio Vargas;

         O ditador;

         Getúlio Vargas;

         O ditador Vargas;

         O ditador Getúlio;

         Getúlio;

          Vargas;

Ampliação

Ampliação consiste em aumentar de algum modo o termo antecedente, ora com acréscimo de expressões que possuam julgamento de valor, ora com a inclusão de um novo elemento que já poderia estar contido no antecedente.

         Comprei esta casa no ano passado. Agora, esta bela casa já custa dez vezes mais.

         Lula pretende candidatar-se à presidência e esta será a Segunda vez que o ex-metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva se apresenta como candidato ao cargo.

Repetição de uma palavra

         A propaganda, seja ela comercial ou ideológica, está sempre ligada aos objetivos e aos interesses da classe dominante. Essa ligação, no entanto, é ocultada por uma inversão: a propaganda sempre mostra que quem sai ganhando com o consumo de tal ou qual produto ou idéia não é o dono da empresa, nem os representantes do sistema, mas, sim, o consumidor. Assim, a propaganda é mais um veículo da ideologia dominante.

         Manuel da Silva Peixoto foi um dos ganhadores do maior prêmio da loto. Peixoto disse que ia gastar todo o dinheiro na compra de uma fazenda e em viagens ao exterior.

         Lygia Fagundes Telles é uma das principais escritoras brasileiras da atualidade. Lygia é autora de “Antes do baile verde”, um dos melhores livros de contos de nossa literatura.

Metonímia

Metonímia é o processo de substituição de uma palavra por outra, fundamentada numa relação de contigüidade semântica.

                 O governo tem-se preocupado com os índices de inflação. O Planalto diz que não aceita qualquer remarcação de preço.

                 Santos Dumont chamou a atenção de toda Paris. O Sena curvou-se diante de sua invenção.

Epítetos

Epíteto é a palavra ou frase que qualifica pessoa ou coisa.

         Glauber Rocha fez filmes memoráveis. Pena que o cineasta mais famoso do cinema brasileiro tenha morrido tão cedo.