domingo, 24 de março de 2013

A correção de um texto exige a observação de alguns aspectos!

Não imponha a obrigação de corrigir o seu texto apenas ao professor
 
 
A revisão de texto é muito importante para que você não caia em armadilhas produzidas por si mesmo!

Vejamos alguns pontos que você precisa se atentar na hora de revisar seu texto:

Quanto à estética, observe:

a) Se a letra está legível: não quer dizer “letra bonita”, mas sim a preocupação de gerar entendimento para quem ler o texto.

b) Se há paragrafação: disposição correta dos parágrafos. Estes devem estar bem estruturados e delimitados por pontuação.

c) Se as margens estão regulares: as palavras devem ir até o fim da linha, a não ser que seja um poema.

d) O travessão: se há o espaçamento devido antes da utilização deste.

e) Se há rasuras: o melhor é que elas não existam! Mas caso ocorram, prefira riscar com um só risco o termo errado e colocá-lo entre parênteses. Coloque a palavra correta acima, ou continue a escrever normalmente, caso o erro aconteça no momento da escrita e na folha definitiva.

Quanto à gramática, observe:

a) Ortografia: as palavras estão escritas da maneira correta?

b) Pontuação: há vírgulas em excesso ou falta delas? Há vírgula onde deveria existir ponto final?

c) Concordância verbal e nominal: observe se todos os verbos concordam com seus sujeitos e se os substantivos estão concordando com o artigo, numeral, pronome ou adjetivo que os acompanha.

d) Regência verbal: veja se a regência do verbo está coerente com seu complemento.

e) Colocação pronominal: os pronomes estão posicionados corretamente? Fique atento principalmente aos do caso oblíquo (me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos).

Quanto à estilística, observe:

a) Repetição de palavras, com atenção especial ao pronome “que” e também de ideias: empobrecem o texto.
b) Frases longas: deixam o texto confuso.
c) Se há elementos conectivos: são essenciais para a coesão (mas, porém, contudo, entretanto, etc.)

d) Emprego de palavras ou de argumentos em lugares errados.

Quanto à estrutura, observe:

a) Se há uma ideia central que norteia o texto ou um conflito básico a ser solucionado.
b) Se há uma sequência de fatos enquadrados em uma lógica-temporal.
c) Se há presença dos aspectos do tipo de texto escolhido: dissertação (exposição e defesa de argumentos); narração (conflito e exposição da personagem); descrição (características do local e fatos relatados), e assim por diante.

Por último, veja a conclusão: ela deve ter no máximo cinco linhas e conter de forma resumida o que foi falado com a apresentação de uma solução para o conflito ou de uma opinião sobre o que foi exposto.
Por Sabrina Vilarinho

sexta-feira, 15 de março de 2013

Denotação e Conotação

Uma lição

A denotação é o primeiro sentido de um signo, de um termo. Exemplo: "banana" denota uma fruta. A conotação consiste nos múltiplos sentidos posteriores do signo. Exemplo: "João é um banana". Aqui "banana" significa frouxo, destituído de vontade e de personalidade. Outro exemplo: "Azul" denota uma cor; "Anderson azulou", cujo significado é sumiu, saiu, fugiu. Portanto, a "gíria" é sempre conotativa.

Uso de Aspas

As aspas ("...") são usadas em três casos:
quando de citação literal, isto é, a reprodução de uma frase de outra pessoa da maneira pela qual ela foi formulada. Exemplo: o rei Luís XVI disse: "o Estado sou eu";
quando do uso de palavras estrangeiras. Exemplo: o "establishment" (sistema dominante e institucionalizado) é conservador. Outro exemplo: a publicidade, muitas vezes, utiliza o "outdoor". Atenção: não se usam aspas em palavras latinas, pois o Latim é a base do português. Exemplo: é preciso defender o status quo (o que existe atualmente). Outro exemplo: os conservadores desejariam retornar ao status quo ante (situação anterior, passada);
quando do uso de termos no plano conotativo. Exemplo: esta aula foi "animal". Animal denota fera; no nível conotativo da gíria significa "fantástico", "excepcional". Outro exemplo: ela é uma "gata". Gato denota um tipo de felino; no plano conotativo quer dizer "bonita", "atraente".

Algumas Figuras de Linguagem

As figuras de linguagem são recursos expressivos de uma língua. São maneiras de redigir e falar que fogem do discurso literal denotativo, visando informar de maneira conotativa e criativa. Elas ajudam a evitar os "clichês", isto é, frases feitas de uso corrente e pouco imaginativas. A cada aula ensinaremos duas figuras de linguagem para você entender e usar.

A METÁFORA

Consiste numa comparação implícita, ou seja, uma comparação na qual não se usa o termo como. Exemplo: o Mauricio é forte como um leão. Nesta frase não há metáfora, trata-se de uma mera comparação. Agora: Mauricio é um leão. Repare que na segunda proposição (frase) não aparece o termo como. O leitor deduz que a força do Mauricio é leonina. Como já dissemos, nesse caso, a comparação está implícita. Outro exemplo: Joana é burra como uma porta (comparação); Joana é uma porta (metáfora).

A CATACRESE

Consiste no deslocamento do sentido original, denotativo, do termo. Exemplo: "enterrei o prego no pé". Ora, "enterrar" significa enfiar algo na terra e não no pé, o que implica um afastamento do primeiro sentido do termo. Outro exemplo: "embarquei no avião". Embarcar é entrar no barco, portanto "embarcar no avião" é uma catacrese. Mais um exemplo: "pé da mesa". Você bem sabe que mesa não tem "pé"; o uso de "pé da mesa" é uma analogia, pois a estrutura de sustentação da mesa lembra um pé. Ainda mais: "bico do bule", o mesmo caso de "pé da mesa"; "comprei azulejos amarelos". "Azulejo" significa uma peça de decoração de cor azul. Portanto, azulejos amarelos deslocam o sentido original da palavra "azulejo".

O EUFEMISMO

É o uso de um termo ou expressão no lugar de outro termo ou expressão considerado chocante ou desagradável. Exemplo: "Maria foi desta para melhor" em lugar de "falecer". Outro exemplo: "Joana deu à luz" ao invés de "pariu"

A HIPÉRBOLE

É a figura que consiste em enunciar um conceito com exagero. Exemplo: "Eu já falei isso um milhão de vezes". Outro exemplo: "Seu discurso era tão caudaloso quanto o rio Amazonas".

Uso do Pleonasmo

Pleonasmo é a repetição do mesmo conceito. Ele pode ser "vicioso" quando aplicado de forma redundante. Exemplos: "entrar para dentro"; "subir para cima", etc. O pleonasmo também pode ser uma figura de estilo se usado como "ênfase". Exemplo: "vi com meus próprios olhos"; "pisei com meus próprios pés".

Encontrei em um site de redação e tomei a liberdade de usar. Isso pode ajudar?

Dezoito formas de começar um texto que vão das mais simples as mais complexas.
Fonte:http://www.algosobre.com.br/redacao/o-paragrafo-chave-18-formas-para-voce-comecar-um-texto.html

1. Uma declaração (tema: liberação da maconha)

É um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogaspsicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda.
A declaração é a forma mais comum de começar um texto. Procure fazer uma declaração forte, capaz de surpreender o leitor.

2. Divisão (tema: exclusão social)

Predominam ainda no Brasil duas convicções errôneas sobre o problema da exclusão social: a de que ela deve ser enfrentada apenas pelo poder público e a de que sua superação envolve muitos recursos e esforços extraordinários. Experiências relatadas nesta Folha mostram que o combate à marginalidade social em Nova Yorkv em contando com intensivos esforços do poder público e ampla participação da iniciativa privada.
Ao dizer que há duas convicções errôneas, fica logo clara a direção que o parágrafo vai tomar. O autor terá de explicitá-lo na frase seguinte.

3.Definição (tema: o mito)

O mito, entre os povos primitivos, é uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os demais seres da natureza. É um modo ingênuo, fantasioso, anterior a toda reflexão e não-crítico de estabelecer algumas verdades que não só explicam parte dos fenômenos naturais ou mesmo a construção cultural, mas que dão, também, as formas da ação humana.
A definição é uma forma simples e muito usada em parágrafos-chave, sobretudo em textos dissertativos. Pode ocupar só a primeira frase ou todo o primeiro parágrafo.
4. Uma pergunta (tema: a saúde no Brasil)
Será que é com novos impostos que a saúde melhorará no Brasil? Os contribuintes já estão cansados de tirar dinheiro do bolso para tapar um buraco que parece não ter fim. A cada ano, somos lesados por novos impostos para alimentar um sistema que só parece piorar.
A pergunta não é respondida de imediato. Ela serve para despertar a atenção do leitor para o tema e será respondida ao longo da argumentação.

5. Comparação (tema: reforma agrária)

O tema da reforma agrária está presente há bastante tempo nas discussões sobre os problemas mais graves que afetam o Brasil. Numa comparação entre o movimento pela abolição da escravidão no Brasil, no final do século passado e, atualmente, o movimento pela reforma agrária, podemos perceber algumas semelhanças. Como na época da abolição da escravidão existiam elementos favoráveis e contrários a ela, também hoje há os que são afavor e os que são contra a implantação da reforma agrária.
Para introduzir o tema da reforma agrária, o autor comparou a sociedade de hoje com a do final do século XIX, mostrando a semelhança de comportamento entre elas.

6. Oposição (tema: a educação no Brasil)

De um lado, professores mal pagos, desestimulados, esquecidos pelo governo. De outro, gastos excessivos com computadores, antenas parabólicas, aparelhos de videocassete. É este o paradoxo que vive hoje a educação no Brasil.
As duas primeiras frases criam uma oposição (de um lado / de outro) que estabelecerá o rumo da argumentação. Também se pode criar uma oposição dentro da frase, como neste exemplo:
Vários motivos me levaram a este livro. Dois se destacam pelo grau de envolvimento: raiva e esperança. Explico-me: raiva por ver o quanto a cultura ainda é vista como artigo supérfluo em nossa terra; esperança por observar quantos movimentos culturais têm acontecido em nossa história, e quase sempre como forma de resistência e/ou transformações.(...)
O autor estabelece a oposição e logo depois explica os termos que a compõem.

7. Alusão histórica (tema: globalização)

Após a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos lesteoeste e o mundo parece ter aberto de vez as portas para a globalização. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou em rota acelerada de competição.
O conhecimento dos principais fatos históricos ajuda a iniciar um texto. O leitor é situado no tempo e pode ter uma melhor dimensão do problema.

8. Uma frase nominal seguida de explicação (tema: a educação no Brasil)

Uma tragédia. Essa é a conclusão da própria Secretaria de Avaliação e Informação Educacional do Ministério da Educação e Cultura sobre o desempenho dos alunos do 3º ano do 2º grau submetidos ao Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), que ainda avaliou estudantes em todas as regiões do território nacional.
A palavra tragédia é explicada logo depois, retomada por essa é a conclusão.

9. Adjetivação (tema: a educação no Brasil)

Equivocada e pouco racional. Esta é a verdadeira adjetivação para a política educacional do governo.
A adjetivação inicial será a base para desenvolver o tema. O autor dirá, nos parágrafos seguintes, por que acha a política educacional do governo equivocada e pouco racional.

10. Citação (tema: política demográfica)

"As pessoas chegam ao ponto de uma criança morrer e os pais não chorarem mais, trazerem a criança, jogarem num bolo de mortos, virarem as costas e irem embora". O comentário do fotógrafo Sebastião Salgado, falando sobre o que viu em Ruanda, é um acicate no estado de letargia ética que domina algumas nações do Primeiro Mundo.
A citação inicial facilita a continuidade do texto, pois ela é retomada pela palavra comentárioda segunda frase.

11. Citação de forma indireta (tema: consumismo)

Para Marx a religião é o ópio do povo Raymond Aron deu o troco: o marxismo é o ópio dos intelectuais. Mas nos Estados Unidos o ópio do povo é mesmo ir às compras. Como as modas americanas são contagiosas, é bom ver de que se trata.
Esse recurso deve ser usado quando não sabemos textualmente a citação. É melhor citar de forma indireta que de forma errada

12. Exposição de ponto de vista (tema: o provão)

O ministro da Educação se esforça para convencer de que o provão é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino superior. Para isso, vem ocupando generosos espaços na mídia e fazendo milionária campanha publicitária, ensinando como gastar mal o dinheiro que deveria ser investido na educação
Ao começar o texto com a opinião contrária, delineia-se, de imediato, qual a posição dos autores. Seu objetivo será refutar os argumentos do opositor, numa espécie de contra-argumentação.

13. Retomada de um provérbio (tema: mídia e tecnologia)

O corriqueiro adágio de que o pior cego é o que não quer ver se aplica com perfeição na análise sobre o atual estágio da mídia: desconhecer ou tentar ignorar os incríveis avanços tecnológicos de nossos dias, e supor que eles não terão reflexos profundos no futuro dos jornais é simplesmente impossível.
Sempre que você usar esse recurso, não escreva o provérbio simplesmente. Faça um comentário sobre ele para quebrar a ideia de lugar-comum que todos eles trazem. No exemplo acima, o autor diz "o corriqueiro adágio" e assim demonstra que está consciente de que está partindo de algo por demais conhecido.

14. Ilustração (tema: aborto)

O Jornal do Comércio, de Manaus, publicou um anúncio em que uma jovem de dezoito anos, já mãe de duas filhas, dizia estar grávida mas não queria a criança. Ela a entregaria a quem se dispusesse a pagar sua ligação de trompas. Preferia dar o filho a ter que fazer um aborto.
O tema é tabu no Brasil.(...)
Você pode começar narrando uma fato para ilustrar o tema. Veja que a coesão do parágrafo seguinte se faz de forma fácil; a palavra tema retoma a questão que vai ser discutida.

15. Uma sequência de frases nominais (frases sem verbo) (tema: a impunidade no Brasil)

Desabamento de shopping em Osasco. Morte de velhinhos numa clínica do Rio. Meia centena de mortes numa clínica de hemodiálise em Caruaru. Chacina de sem-terra em Eldorado dos Carajás.
Muitos meses já se passaram e esses fatos continuam impunes.
O que se deve observar nesse tipo de introdução são os paralelismos que dão equilíbrio às diversas frases nominais. A estrutura de cada frase deve ser semelhante.

16. Alusão a um romance, um conto, um poema, um filme (tema: a intolerância)

Quem assistiu ao filme A rainha Margot, com a deslumbrante Isabelle Adjani, ainda deve ter os fatos vivos na memória. Na madrugada de 24 de agosto de 1572, as tropas do rei de França, sob ordens de Catarina de Médicis, a rainha-mãe e verdadeira governante, desencadearam uma das mais tenebrosas carnificinas da História.(...)
Desse horror a História do Brasil está praticamente livre(...)
O resumo do filme A rainha Margot serve de introdução para desenvolver o tema da intolerância religiosa. A coesão com o segundo parágrafo dá-se através da palavra horror, que sintetiza o enredo do filme contado no parágrafo inicial.

17. Descrição de um fato de forma cinematográfica (tema: violência urbana)

Madrugada de 11 de agosto. Moema, bairro paulistano de classe média. Choperia Bodega - um bar da moda, frequentado por jovens bem-nascidos.
Um assalto. Cinco ladrões. Todos truculentos. Duas pessoas mortas: Adriana Ciola, 23, e José Renato Tahan, 25. Ela, estudante. Ele, dentista.
O parágrafo é desenvolvido por flashes, o que dá agilidade ao texto e prende a atenção do leitor. Depois desses dois parágrafos, o autor fala da origem do movimento "Reage São Paulo".

18. Omissão de dados identificadores (tema: ética)

Mas o que significa, afinal, esta palavra, que virou bandeira da juventude? Com certeza não é algo que se refira somente à política ou às grandes decisões do Brasil e do mundo. Segundo Tarcísio Padilha, ética é um estudo filosófico da ação e da conduta humanas cujos valores provêm da própria natureza do homem e se adaptam às mudanças da história e dasociedade.
Caríssimos, dependendo do tema que será abordado, há algumas sugestões bem interessantes que podem ser aproveitadas. Há que se verificar a natureza do concurso, as características da instituição promotora, para produzir o seu texto.
As duas primeiras frases criam no leitor certa expectativa em relação ao tema que se mantém em suspenso até a terceira frase. Pode-se também construir todo o primeiro parágrafo omitindo o tema, esclarecendo-o apenas no parágrafo seguinte.

Ainda sobre as cotas raciais...Achei importante que vocês vejam!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Atividades sobre o verbo haver

 
 
O verbo haver, em se tratando dos casos em que se apresenta como impessoal, não é flexionado, permanecendo, portanto, na terceira pessoa do singular.


Questão l

UFPI – adaptada

Partindo da premissa de que o verbo haver, ora indicando o sentido de existir, atua nos casos de oração sem sujeito ou sujeito inexistente, assinale a alternativa que contém a informação correta quanto ao sujeito das orações 1 e 2:

1 – Existem homens loucos nas ruas.

2 – Há homens sadios nos hospícios.

a) oração sem sujeito (1) – indeterminado (2).

b) oração sem sujeito (1) – homens sadios (2).

c) homens loucos (1) – homens sadios (2).

d) homens loucos (1) – oração sem sujeito (2)

e) indeterminado (1) – oração sem sujeito (2)

Questão ll

Partindo do pressuposto de que o verbo haver também atua como auxiliar, em se tratando dos tempos verbais compostos, analise as orações que seguem e diga se ele se encontra empregado como auxiliar ou como principal:

a) Todas as pessoas que conviviam com Beatriz sabiam que ela havia dito a verdade.

b) Muitos hão de perceber a importância que dever ser atribuída à leitura.

c) Havia falado com você a respeito das novas decisões tomadas daqui em diante.

d) Havia uma criança abandonada em cada espaço percorrido pelo grupo de apoio.

e) Parece-me que eles não haviam realizado toda a pesquisa.

f) Hei de fazer os ajustes necessários até amanhã.

g) Todas essas questões eu já havia pontuado durante a última reunião que tivemos.

h) Houve revoltas de toda ordem quando a notícia se espalhou pela comunidade.

Questão lll

Analise os enunciados a seguir e aponte se o verbo haver  atua como verbo pessoal ou impessoal.

Os alunos se haverão com o porteiro, caso tentarem burlar as normas de segurança da escola.

Os atletas houveram-se muito bem durante a partida de hoje.

Há maneiras de se chegar a um consenso, em se tratando de algumas circunstâncias.


Questão lV

(SRF) Assinale a opção em que a conjugação do verbo haver desrespeita a norma culta:

a) Naquela situação de tensão, os garotos se houveram com muita discrição e elegância.

b) Todos eles já haviam vivido situações de tensão semelhantes anteriormente.

c) Eles sabiam que deviam haver punições para os que violassem as regras.

d) Mesmo assim, os adultos houveram por bem recomendar cautela a todos.

e) Dessa maneira, não haveria arrependimentos nem lamentos mais tarde.

Questão V

Exercitando seus conhecimentos acerca dos casos referentes à oração sem sujeito ou sujeito inexistente, sobretudo dizendo respeito ao verbo haver, leia, reflita e registre suas considerações acerca dos enunciados em questão, apontando as diferenças que a eles podem ser atribuídas:

Há alunos se preparando para a Olimpíada de Matemática e Física.

Existem alunos se preparando para a Olimpíada de Matemática e Física.

 

Questão Vl

O verbo haver, em se tratando de algumas circunstâncias, apresenta-se como impessoal.  Sabendo disso, procure elucidar suas considerações acerca do que vem a ser “impessoal” e cite exemplos de tal ocorrência.

 

Respostas




Resposta Questão l

Temos que a alternativa que melhor condiz com os pressupostos do enunciado diz respeito à letra “D”, visto que o verbo haver, empregado no sentido de existir, configura um tipo de oração sem sujeito. No caso do verbo existir, que deve estabelecer a concordância, o sujeito se apresenta demarcado por “homens loucos”.


Resposta Questão ll

a) Todas as pessoas que conviviam com Beatriz sabiam que ela havia dito a verdade.
Verbo auxiliar.

b) Muitos hão de perceber a importância que dever ser atribuída à leitura.
Verbo auxiliar.

c) Havia falado com você a respeito das novas decisões tomadas daqui em diante.
Verbo auxiliar.

d) Havia uma criança abandonada em cada espaço percorrido pelo grupo de apoio.
Verbo principal

e) Parece-me que eles não haviam realizado toda a pesquisa.

Verbo auxiliar

f) Hei de fazer os ajustes necessários até amanhã.

Verbo auxiliar

g) Todas essas questões eu já havia pontuado durante a última reunião que tivemos.

Verbo auxiliar

h) Houve revoltas de toda ordem quando a notícia se espalhou pela comunidade.

Verbo principal

 




Resposta Questão lll

Em se tratando dos enunciados, primeiro e segundo, infere-se que o verbo haver se encontra flexionado, ou seja, estabelecendo a concordância necessária com o sujeito, em decorrência de atuar como um verbo pessoal. Já no que diz respeito ao terceiro deles, notamos que o mesmo não ocorre, visto que se trata de um verbo impessoal, indicando o sentido de existir, portanto. Nesse caso, ele necessariamente deve permanecer na terceira pessoa do singular.

 

Resposta Questão lV

Tendo em vista os pressupostos demarcados no enunciado da questão, podemos afirmar que a alternativa que melhor se adéqua a eles é aquela representada pela letra “C”, visto que, em se tratando do verbo haver no sentido de existir, o adequado é deixá-lo na terceira pessoa do singular, ou seja: eles sabiam que devia haver punições para os que violassem as regras (devia existir punições...). Acerca de tais elucidações, torna-se essencial levarmos em conta que mesmo acompanhado de um verbo auxiliar, como ocorreu no caso em questão, ambas as formas permanecem inalteradas, visto que esse auxiliar também assume a posição de impessoal, tal qual o verbo haver. 

Resposta Questão V

O primeiro aspecto para o qual devemos atentar diz respeito à conjugação do verbo haver, ora expresso no primeiro enunciado. Dessa forma, analisando-o criteriosamente, inferimos que ele se demarca na terceira pessoa do singular, tornando-se não flexionado, o que o faz se conceber como um verbo impessoal. Tal ocorrência se aplica pela possibilidade de ele (o verbo haver) ser substituído pelo verbo existir. Assim, nessa substituição, algo nos chama a atenção para o fato de que a concordância deve ser estabelecida, dessa forma: Existem alunos se preparando para a Olimpíada de Matemática e Física.

Por isso, relatando a consideração que se atribui ao segundo enunciado, tem-se que a flexão se materializou em decorrência de não mais se tratar de uma oração sem sujeito, mas sim de um sujeito simples. Dessa forma, temos que:

Alunos se preparando para a Olimpíada de Matemática – Sujeito da oração

Existem – Predicado


Resposta Questão  lV

Respondendo a essa questão, tem-se que aqueles verbos que se caracterizam como impessoais trazem consigo o fato de não apresentarem sujeito, bem como o fato de sempre se encontrarem demarcados na terceira pessoa do singular. Assim, em se tratando do verbo haver, alvo de nossa discussão, ele se demarca sob esses critérios nas seguintes situações:

* Indicando sentido de existir:

Há mais meninos que meninas na sala de aula. (Existem mais meninos que meninas...)

* Indicando tempo decorrido, passado:

Há dois anos que não a vejo. (dois anos já se passaram)

 

 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dissertação argumentativa - A polêmica da internação compulsóri





Veja o exemplo de uma dissertação argumentativa correta:
A introdução
 
O uso de drogas como o crack traz um efeito devastador na vida do indivíduo. (ideia central – tese) Além da depreciação física, há uma intensa desagregação psíquica, que, muitas vezes, exige a internação compulsória como forma de proteger o doente, a família e a sociedade.(ideias secundárias) Seria isso correto? (perguntas só podem ser feitas na introdução, se você puder respondê-la no desenvolvimento do texto).
O  desenvolvimento
Acredita-se que sim,(veja a resposta à pergunta feita no final da introdução) por três aspectos: primeiro, porque o objetivo é ajudar o indivíduo a se libertar do vício, a se tornar novamente uma pessoa saudável, que possa ter um trabalho digno e conviver em paz com a família e a sociedade.(primeiro argumento) Segundo, porque a lei que instituiu a Reforma Psiquiátrica no Brasil no inicio do século XXI, mesmo tendo abolido os manicômios onde os portadores de transtorno mental permaneciam por anos, prevê a internação involuntária em situações de crise, especialmente quando há risco para integridade pessoal, coletiva e do patrimônio público.(segundo argumento) E por fim, para aqueles que afirmam que a internação compulsória fere garantias constitucionais, é importante colocar que as liberdades individuais previstas na Constituição, não podem ferir o interesse coletivo. A exemplo do que têm ocorrido na cidade de São Paulo,  onde vários usuários de crack ficam aglomerados em determinado local vulgarmente chamado de cracolândia, usando drogas abertamente e gerando situações de violência como roubo a pessoas e estabelecimentos comerciais e transeuntes a fim de  obter dinheiro para sustentar o vicio. (terceiro e último argumento)

A conclusão:
Nesse sentido, acreditamos que a internação involuntária, além de legítima, é também fundamental no processo de recuperação orgânica do indivíduo. (retorno ao tema) Mas, para ser efetiva, deve estar articulada com políticas públicas ou parcerias público-privadas que busquem a reinserção do indivíduo na sociedade. (proposta de solução).
 

terça-feira, 5 de março de 2013

Sobre o uso da vírgula - algumas dicas


 

 

Qual o significado da vírgula em uma frase? Que critérios você utiliza para colocá-la em seu devido lugar?

Antes de compreender as regras básicas deste sinal gráfico, vale desmistificar um antigo e equivocado conceito: o de que a vírgula indica somente a pausa na fala. Em verdade, a vírgula depende, além da pausa, do conhecimento da sintaxe das orações, ou seja, da maneira como são construídas.

Observe que a ordem natural (direta) das frases é a seguinte:

Sujeito + verbos + complementos verbais ou nominais + circunstâncias (advérbios).

 

·         A vírgula marca o deslocamento da ordem natural das frases. Obs: (Se os elementos deslocados forem muito curtos, o uso da vírgula pode ser dispensável).

·         Não separe, com vírgula, o sujeito e o verbo.

·         A vírgula pode separar sujeitos, verbos, complementos ou circunstâncias que não estejam ligados pela conjunção “e”.

·         Elementos interferentes – aqueles que podem ser retirados da frase sem prejudicar seu significado – devem aparecer entre vírgula. Ex: E, como se não bastasse, fizeram muita bagunça no quarto.

·         Vocativos devem ser seguidos de vírgula, se iniciarem a frase, precedidos de vírgula se aparecerem no final da oração ou entre vírgulas, se estiverem no meio da oração.

·         Atenção às conjunções. Ex: (mas, porém,. Contudo, todavia, pois, etc).

·         Orações ou expressões explicativas aparecem entre vírgulas, inclusive, “ isto é” , e “ou seja”.

·         As “expressões “e sim” e” e não”  devem ser precedidas de vírgula. Ex: (Ele quis acalmá-la, e não deixá-la mais aflita).